Livros

Dos livros que li fiz um apanhado dos que mais gostei e compartilho aqui sugerindo a leitura. “O homem não é o que come e sim o que lê – Amilcar Landiosi

Explicação: Novo Testamento (do grego: Διαθήκη Καινὴ, Kaine Diatheke) é o nome dado à coleção de livros que compõe a segunda parte da Bíblia cristã, cujo conteúdo foi escrito após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo e é dirigido explicitamente aos cristãos, embora dentro da religião cristã tanto o Antigo Testamento (a primeira parte) quanto o Novo Testamento são considerados, em conjunto. O Novo Testamento é constituído por uma coletânea de trabalhos escritos em momentos diferentes e por vários autores. Em praticamente todas as tradições cristãs da atualidade, o Novo Testamento é composto de 27 livros. Os textos originais foram escritos por seus respectivos autores a partir do ano 42 d.C.
Explicação: Este livro foi publicado, inicialmente, com o título de Imitação do Evangelho. Kardec explica o seguinte: Mais tarde, por força das observações reiteradas do Sr. Didier e de outras pessoas, mudei-o para Evangelho Segundo o Espiritismo” . Trata-se do desenvolvimento dos tópicos religiosos de O Livro dos Espíritos, e representa um manual de aplicação moral do Espiritismo. A 9 de agosto de 1863, Kardec recebeu uma comunicação dos seus Guias, sobre a elaboração deste livro. A comunicação assinalava o seguinte: “Esse livro de doutrina terá influência considerável, porque explana questões de interesse capital. Não somente o mundo religioso encontrará nele as máximas de que necessita, como as nações, em sua vida prática, dele haurirão instruções excelentes. Fizeste bem ao enfrentar as questões de elevada moral prática, do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos”. Em comunicação posterior, a 14 de setembro de 1863, declaravam os Guias de Kardec: “Nossa ação, principalmente a do Espírito da Verdade, é constante ao teu redor, e de tal maneira, que não a podes negar. Assim não entrarei em detalhes desnecessários, sobre o plano da tua obra, que, segundo os meus conselhos ocultos, modificaste tão ampla e completamente”. Logo adiante acentuavam: “Com esta obra, o edifício começa a libertar-se dos andaimes, e já podemos ver-lhe a cúpula a desenhar-se no horizonte”. Estas comunicações, cuja leitura completa pode ser feita em Obras Póstumas, revelam-nos a importância fundamental de O Evangelho Segundo o Espiritismo, na Codificação Kardeciana. Enquanto O Evangelho dos Espíritos nos apresenta a Filosofia Espírita em sua inteireza e O Livro dos Médiuns, a Ciência Espírita em seu desenvolvimento, este livro nos oferece a base e o roteiro da Religião Espírita.
EXPLICAÇÃO: “De fato, não é possível separar a Religião desses outros fatores da elevação humana: Moral, Filosofia, Ciência, assim como não podemos compreendê-la sem os fundamentos sólidos, objetivos e subjetivos da Imortalidade”. Assim se expressa Cairbar Schutel na Conclusão deste livro.
EXPLICAÇÃO: “O conhecimento desperta a consciência individual para a realidade que o substancia daquela como aptidões adquiridas todas vez que as circunstâncias o demandarem. O exercício habitual das aptidões conscientemente adquiridas as vai aperfeiçoando. Assim é como uso diário concorre para gravar no ser, com caracteres indeléveis, o emblema arquetípico da espiral, representando pelo método psicodinâmico que a Logosofia instituiu para os processos vivos e ultra-científicos, destinados ao desenvolvimento das qualidades superiores da espécie”.
EXPLICAÇÃO: O Brasil sempre esteve sob uma proteção especial, pois foi escolhido outrora para servir como ponto de ancoragem da Verdade na época do Juízo. Dos primeiros habitantes vindos ao Brasil de uma região dos Andes, há muitos milênios, nada mais se sabe hoje. Esses seres humanos descendiam também do Povo do Sol, tal como os demais que haviam se estabelecidos em tempos remotos na América do Sul. O “berço” da raça do Povo do Sol se encontrava outrora num país que ligava a África com o continente sul-americano. Hoje, essas terras estão cobertas pelo mar. Tupan-an é como chamava o grande espírito protetor do escolhido país Brasil. Os componentes do Povo do Sol que viviam aqui já antes da submersão da Atlântida, sentiam-se, através do amor que tinham por tudo quanto era criado, tão ligados a esse grande protetor que eles próprios se denominavam de “tupanos”.

OBS: Com os livros sugeridos acima formei minhas convicções religiosas e visão da humanidade, minhas conclusões e pensamentos de tudo o que acontece no mundo são de acescência tiradas do conhecimento obtido através deles.

EXPLICAÇÃO: Aristóteles – pelo rigor de sua metodologia e pela amplitude dos campos em que atuou – foi o primeiro pesquisador cientifico no sentido atual do termo. É também considerado o primeiro filósofo a distinguir a ética da política, centrada a primeira na ação voluntária e moral do individuo enquanto tal, e a segunda, nas vinculações deste com a comunidade. Dotado de lógos, “palavra”, isto é, de comunicação, o homem é um animal político, inclinado a fazer parte de uma pólis, a “cidade” enquanto sociedade política: somente aí pode o homem realizar plenamente suas potencialidades. escrito no século III a.C, Política é uma análise da sociedade humana, de suas instituições, de suas leis, de suas constituições, de seus modos de gerir a coisa pública. Não vejo como ser político e entender de política sem conhecer deste livro.
EXPLICAÇÃO: Devemos conclamar as pessoas a se interessarem pela política do cotidiano ou estaríamos diante de algo novo, um momento de saturação do que já conhecemos e maturação de novas formas de organização social política? Este livro apresenta um debate inspirador sobre os rumos da política na sociedade contemporânea. São abordados temos como a participação na vida pública, o embate entre liberdade pessoal e bem comum, os vieses de escolhas e constrangimentos, o descaso dos mais jovens em relação à democracia, a importância da ecocidadania, entre tantos outros pontos que dizem respeito a todos nós. Além dessas questões, claro, esses pensadores de nossa realidade apontam também algumas ações indispensáveis, como o trabalho com política na escola, o papel da educação nesse campos, como desenvolver habilidade de solução de conflitos e de construção de consensos. Enfim, um livro indispensável ao exercício diário da cidadania.
EXPLICAÇÃO: Na primeira parte deste livro, fugindo ao dogmatismo simplista e estabelecendo um vivo “diálogo crítica”, Marx, Engels, Lenin, Gramsci, Mao são analisados, destacando as questões políticas de organização, partido, reforma agrária e estratégia da luta social. Na segunda, o foco volta-se para realidade brasileira onde aparecem os pioneiros no enfrentamento da questão como Octávio Brandão, Leôncio Basbuam, Nelson Werneck Sodré. Impossível não notar a riqueza e vigor destes autores nacionais, ainda que com todos os limites e tributos pagos, próprio daqueles que se embrenham e desbravam novos horizontes. O autor brinda ainda com um último ensaio sobre Formoso e Trombas, um dos episódios mais marcantes da luta camponesa no Brasil. Ao final da leitura deste oportuno e bem-vindo livro, o leitor sem dúvida terá uma visão integrada, bem como elementos para refletir sobre a urgência da superação dos problemas do campo na atualidade.
Sinopse: Instituições políticas, descentralização, controle social, accountability, reformas, transparência, tecnologia da informação, sociedade civil e governabilidade são alguns dos temas analisados, resultando em uma visão integrada e, ao mesmo tempo, multifacetada da burocracia estatal brasileira. Sem dúvida, uma leitura inestimável para todos os que vivem o cotidiano das repartições públicas, para os dirigentes políticos e, sobretudo, para os estudiosos interessados nas questões mais relevantes da administração pública.
SINOPSE: Em ‘Baú Revirado’, Hélio Rosas narra fatos que prefere traduzir como ‘causos’, os quais revelam não apenas uma parcela do que viveu, como também, detalhes dos bastidores da política.
SINOPSE: Como escapamos do Nazismo Em 10 de maio de 1938 acontece um golpe sangrento, o Putsch Integralista. Um grupo tenta tomar o Ministério da Marinha e o Palácio Guanabara, residência de Getúlio. Sua família passa a noite se defendendo pessoalmente. As forças enviadas para defendê-la, a 100 metros dali, demoram cinco horas para chegar. O ministro da Guerra, Eurico Dutra, passa incólume pela barreira golpista. O chefe do Estado Maior, Góis Monteiro, também. Alzira Vargas, a filha de Getúlio, acha estranho, muito estranho. Os Mesquitas, claro, não iam perder essa. Seus amigos, coronel Euclides Figueiredo e Otávio Mangabeira, também. Presos sob acusação de participação em mais este golpe, Julio de Mesquita Filho e companheiros saem da prisão pouco depois.“O Brasil na Segunda Guerra”, o novo livro de Teresa Isenburg, ajuda a entender as manobras de Getúlio e seu ministro das Relações Exteriores Osvaldo Aranha em meio a esse ninho de cobras, para isolar os grupos pró-Eixo quando o conflito militar global eclodiu em setembro do ano seguinte. Dutra e Góis Monteiro formavam com Filinto Muller, chefe da Polícia do Distrito Federal, a tríade policial-militar chegada aos governos nazifascistas, que se empenhava em manter uma neutralidade (que “na prática significava uma ajuda aos países do Eixo”, observa Teresa). Ou, como dizia Dutra, manter a casa trancada e o interior dela em ordem. Getúlio passa a planejar, cada coisa ao seu tempo, o que interessa ao esforço de guerra aliado na medida em que desarticula o que a autora define como “sonho de uma integração ideológica e racista” com Hitler e Mussolini: o envio de tropas brasileiras para lutar ao lado dos americanos na campanha da Itália, a instalação de base americana em Natal, trampolim para alcançar a África, e a mobilização de um exército de retirantes nordestinos para deslocar-se rumo à Amazônia e extrair o látex para suprir as necessidades das tropas aliadas na Europa. “Borracha para a Vitória”. Teresa, implacável e arguta, analisa com lupa todos esses acontecimentos, que nos deixaram sequelas terríveis. Mas, como italiana de coração brasileiro, se desdobra em resgatar a campanha dos 25 mil soldados da FEB na Itália. Volta a Montese, um dos teatros da guerra. Recupera cartas, ouve depoimentos carinhosos sobre a nossa presença, confirma que até hoje somos tidos como boas praças por lá. O mesmo não se pode dizer da alta oficialidade, entregue a um torneio de vaidades, lustrando sua biografia, incapaz de assumir seus erros. O olhar de Teresa contempla a fase de preparação dos combatentes, com desfiles e apresentações em que negros eram barrados, o que aconteceria também no continente europeu primeiro diante do rei Humberto, da Itália, depois do próprio Winston Churchill; a saída deles do porto do Rio, em sucessivas levas, para o porto de Nápoles, “entre o úmido outono de 1944 e o gelado inverno de 1945”, com temperaturas que chegavam a 20 graus abaixo de zero. Sempre sob a vigilância do anticomunismo histérico de Dutra. Ele sustentava que todos eles, vulneráveis, voltariam com ideias “exóticas” por causa do contato direto com os partisans, que de fato foi o melhor possível. O que levou o eterno Ministro da Guerra e futuro presidente a tratá-los como inimigos internos logo que voltaram ao Brasil, desmobilizando-os num passe de mágica, devolvendo-os aos seus Estados, sem chance de exibir, como seus colegas americanos, seu uniforme de herói. Aquele que tantas vezes foi confundido com o dos alemães nos campos de batalha.Quando Getúlio renunciou, em 29 de outubro de 1945, Dutra e Góis Monteiro já estavam afinados e alinhados, unidos e coesos com os Estados Unidos e seu embaixador Adolfo Berle, que conspirou abertamente para o golpe. Quando o coronel Vernon Walters plantou-se no Brasil em 1963, para organizar o golpe do ano seguinte, encontrou 13 generais brasileiros que conviveram com ele na Itália. Entre eles Humberto de Alencar Castelo Branco. Todos bateram continência para o coronel. Já estávamos sob nova gerência. Palmério Dória
SINOPSE: Episódio mais importante da saga dos “tenentes”, a Coluna Prestes marcou a década de 1920. Inspirados nos ideais liberais de “representação e justiça”, os “tenentes” batiam-se pelo voto secreto e pela moralização dos costumes políticos, corrompidos pelo domínio oligárquico em vigor durante a República Velha. A Coluna Prestes – o momento culminante do tenetismo – reuniu um exército guerrilheiro de aproximadamente 1,5 mil homens e mulheres, comandados por uma dúzia de oficiais do Exército e da Força Pública de São Paulo, entre os quais se destacava Luiz Carlos Prestes. A Coluna percorreu 25 mil quilômetros através de 13 Estados do Brasil, derrotando 18 generais governistas, sem jamais ter sido desbaratada, apesar do enorme poderio bélico mobilizado contra ela.
SINOPSE: Este livro reúne as intervenções em mesas-redondas realizadas no VII Encontro da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ENABED), ocorrido em Belém do Pará entre 04 e 08 de agosto de 2013. Com esta publicação, cumprimos mais um compromisso assumido junto aos nossos associados. A obra reflete nossa preocupação em ampliar as temáticas e enfoques relativos aos Estudos de Defesa, assim como empenho na melhoria qualitativa da produção acadêmica, na ampliação da distribuição espacial dos integrantes de nossa comunidade em formação e na busca de intercâmbios com especialistas de outros países, notadamente da América Latina e da Africa. A primeira parte do livro apresenta capítulos sobre a Defesa da amazônia, tema central do evento. A manifestação do ministro Celso Amorim ressalta a importância do Trato de Cooperação Amazônica (TCA) e da Organização de Trato de Cooperação Amazônica (OTCA) para desenvolvimento harmônico do ecossistema.
SINOPSE: Passaram-se mais de dois anos desde a condenação do Estado brasileiro pela Corte Internacional de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros (demanda n. 11.552), mais conhecido como Caso Araguaia. A decisão foi publicada em 14 de dezembro de 2010 e, apesar de estabelecer uma série de obrigações internacionais às quais nosso país esta vinculado, não foi integramente cumprida até o momento. A persistência do desaparecimento forçado ainda é um bloqueio da transição política brasileira, pois impõe um sofrimento e uma angústia ímpares aos familiares desses militantes, que se vêem privados do luto e não podem oferecer um enterro digno a seus entes queridos. O mais perverso é que nunca tem certeza da vida ou da morte de um desaparecido, sendo essa incerteza um dos efeitos mais cruéis desse método de repressão amplamente adotado durante a ditadura brasileira. Por essas razões, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” considera que essa decisão merece ser lida, divulgada e discutida entre todos os setores da sociedade, para que se conheça essa história de luta pela verdade e justiça. Apenas assim será possível garantir uma adequada reparação às vítimas dessas violações de direitos humanos e, sobretudo, garantir que esses fatos nunca mais se repitam.
EXPLICAÇÃO: Dênis de Moraes, professor da Universidade Federal Fluminense, jornalista por formação, é acadêmico e pesquisador respeitado na área da Comunicação, autor de mais de vinte títulos, dentre os quais Vianninha, cúmplice da paixão (1991), O velho Graça (1992) e O rebelde do traço (1996), belíssimas biografias de Oduvaldo Vianna Filho, Graciliano Ramos e Henfil, nas quais a trajetória da esquerda brasileira é reconstruída através das vidas e obras dos biografados. Seu livro mais recente, Vozes abertas da América Latina: Estado, políticas públicas e democratização da comunicação (2011), retrata bem a preocupação do autor, nos últimos anos, em analisar o processo de consolidação da hegemonia burguesa na América Latina, através do espantoso crescimento do poder ideológico exercido pelos meios de comunicação, no contexto mundial da globalização capitalista, em paralelo ao desenvolvimento de ações de resistência e de políticas de controle popular e democrático da mídia, por intermédio dos movimentos populares, organizações de esquerda e governos progressistas do nosso continente. Traduzido e reconhecido no exterior, Dênis recebeu, no ano passado, o “Premio Internacional de Ensayo Pensar a Contracorriente”, do Ministério da Cultura de Cuba. Em A esquerda e o golpe de 64, publicado originalmente em 1989, quando grande parte dos personagens e entrevistados do livro ainda estavam vivos (tais como Luiz Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Leonel Brizola, Francisco Julião, Herbert de Souza, Nelson Werneck Sodré, dentre outros), Dênis analisa as diferentes concepções, táticas e projetos estratégicos, assim como as ilusões e os equívocos, da esquerda brasileira se no período do governo João Goulart, derrubado, em 1º de abril de 1964, pelas forças políticas reacionárias e pelos setores representativos da burguesia monopolista. Recorrendo a imagens cinematográficas, faz um balanço dos erros e acertos da esquerda numa conjuntura de grande efervescência política e cultural, com a ampla participação de diversos setores organizados das massas (sindicatos, ligas camponesas, organizações estudantis, de mulheres, artistas, escritores, etc), fato que provocou a reação da direita brasileira, temerosa da eclosão de uma revolução vermelha.
EXPLICAÇÃO: Para quem trabalha na área de TI (Tecnologia da Informação) este livro é indispensável. Para saber se defender é preciso conhecer os métodos de ataques virtuais. Este livro de muito me foi útil nos trabalhos de segurança de rede e desenvolvimento/hospedagens de site. Recomendo veemente aos colegas da área.
SINOPSE: Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Este livro trata do processo histórico que levou a sociedade ocidental a conquistar esses direitos, assim como dos passos que faltam para integrar os que ainda não são cidadãos plenos. A obra começa com a pré-história da cidadania, analisa as bases da cidadania moderna, descreve sua expansão e, em seguida, traz a questão para o Brasil.
SINOPSE: Nelson Werneck Sodré (1912-1999), general do Exército brasileiro, foi um dos mais profundos estudiosos da sociedade brasileira. Influenciou gerações com seus livros e centros de análise, como o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Perseguido pelo golpe de 1964, dedicou-se aos livros. Marxista, escreveu mais de 50 obras, entre elas História Militar do Brasil, agora reeditado pela Expressão Popular. O livro apresenta uma ideia nítida do longo caminho percorrido pela evolução das Forças Armadas brasileiras, e das alterações que sofreram ao percorrê-lo, pelo simples confronto do que constituía a sua missão, no passado, e do que constitui essa missão no presente.
SINOPSE: Os debates comunistas, nacionalistas e anticomunistas entre a intelectualidade brasileira são de suma importância para a compreensão das ideologias e dos movimentos políticos que atuaram na primeira metade do século XX, especialmente para refletir sobre suas aproximações, distanciamentos e rompimentos além de, em escala mais profunda, compreender em que medida o anticomunismo de Gustavo Barroso, Plínio Salgado e Alceu Amoroso Lima, atendeu realmente aos interesses da Igreja e do Estado no período em estudo. E ainda, pensar como intelectuais como Jorge Amado e Miguel Costa atuaram neste cenário tenso de enfrentamentos. Os capítulos conduzem o leitor a pensar também a respeito das permanências do discurso de direita no Brasil contemporâneo, com destaque, por exemplo, para o racismo e a crítica à democracia representativa. Em outra perspectiva, o livro estuda o papel desempenhado pelos intelectuais na esfera pública. Sendo assim, o trabalho inova ao estudar a relação específica destes intelectuais com o comunismo e as aproximações e distanciamentos entre suas posturas e ações. As posturas teóricas e as ações práticas destes e de muitos outros intelectuais resultaram, por exemplo, na produção de centenas de obras, artigos, eventos, na organização de movimentos na sociedade civil e na participação efetiva na sociedade política, em partidos institucionalizados e desempenhando cargos públicos no Governo.
SINOPSE: Esta obra reflete o espírito de uma época muito conturbada e difícil, em que ainda se lutava pela restauração das liberdades democráticas contra o regime discricionário vigente no Brasil. Escrita entre fins de 1976 e primeiro semestre de 1977, ela constituiu a primeira tentativa de desmistificar, em termos acadêmicos, o golpe de Estado que o implantara em 1964. O autor valeu-se não apenas de pesquisa em fontes primárias, ou impressas, como de depoimentos dos mais diversos personagens que participaram da ascensão e queda do governo João Goulart.
EXPLICAÇÃO: Marinheiro perseguido pela ditadura narra fugas, prisões e torturas. Antonio Duarte dos Santos viveu entre o cárcere e as ruas por ser contra o autoritarismo nas Forças Armadas. Na última escapada, cruzou o país clandestino, foi até Cuba de barco e chegou à Suécia. Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, ingressou na Marinha em 1958, quando entrou para a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Recife, Pernambuco. Em 1964, era marinheiro, servindo no Rio de Janeiro. Duarte nunca foi membro do Partido Comunista. Afirma que conhecia, respeitava, mas que seu único partido era a a luta travada contra a repressão da Administração Naval. Segundo ele, é possível estimar em 1.500 o número de marinheiros processados e perseguidos pela ditadura. Antes do golpe, foi participante ativo da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais, da qual José Anselmo dos Santos – cabo Anselmo – era presidente. Os dois serviram e militaram juntos, antes de Anselmo se tornar um colaborador da ditadura. Duarte foi um dos protagonistas da Rebelião dos Marinheiros, de 25 a 28 de março de 1964, movimento que serviu como um dos pretextos para o golpe. Antes mesmo de lutar por comunismo, argumenta ele, a luta do grupo era motivada por melhores condições de trabalho e de vida. Antônio Duarte dos Santos é graduado em Antropologia pela Universidade de Estocolmo (Suécia).
SINOPSE: É realmente bom para a democracia que os militares fiquem longe da política? Ou seria melhor reconhecer que as forças políticas estão tão presentes nos meios militares quanto nos demais setores da sociedade? Nesta obra, Paulo Ribeiro da Cunha assume uma posição polêmica ao defender que se reconheça e legitime a presença histórica da esquerda nas Forças Armadas Brasileiras. Ele analisa o longo período de militância dos militares de esquerda no país, dividindo-o entre a fase da “insurreição” – do fim do século XIX, com os “republicanos radicais”, até 1945 – e a fase de intervenção dos militares nas grandes causas nacionais, que se estende até 1964. Paulo Ribeiro da Cunha, doutor em Ciências Sociais (Unicamp) e professor da Unesp – Campus de Marília, é estudioso da obra de Nelson Werneck Sodré, e pesquisador da Esquerda Militar no Brasil.
SINOPSE: O livro ‘Pedro e os lobos’ leva em paralelo duas histórias. A primeira é a saga do ex-sargento da Força Pública paulista Pedro Lobo de Oliveira, onde se vê a ascensão e queda dos grupos armados que enfrentaram a ditadura militar durante os Anos de Chumbo no Brasil. Estão ali, além do capitão Carlos Lamarca, Leonel Brizola, Carlos Marighella, Mário Alves, o líder do PC do B João Amazonas e mais uma gama de abnegados guerrilheiros que, com ações arrojadas, ousaram desafiar a ordem imposta pelos generais. Ao mesmo tempo corre a agitação da grande política da época, desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, a questão da posse de João Goulart e as principais características de cada um dos governos militares que marcaram o período.
EXPLICAÇÂO: O livro resgata a verdade de um período histórico totalmente distorcido por aqueles que hoje encobrem os seus reais desígnios de transformar o Brasil em um satélite do comunismo internacional, com a falácia de que lutaram contra uma ditadura militar para promover a liberdade e a democracia. A obra desfaz mitos, farsas e mentiras divulgadas pelos derrotados para manipular a opinião pública e para desacreditar e desmoralizar aqueles que os venceram. Em linguagem coloquial, A Verdade Sufocada narra o período pré-1964, quando a efervescência dos movimentos subversivos e a influência de Cuba sobre os nossos comunistas quase conduziram o País ao caos; narra os motivos que levaram os militares, apoiados pela mídia, a pedido da sociedade, a desencadear a Contra-Revolução de 1964. Faz um relato pormenorizado sobre o entrechoque entre os Órgãos de Segurança e as organizações comuno-terroristas. O livro apresenta provas irrefutáveis, que permitem aos leitores fazer um verdadeiro juízo de valor sobre a realidade dos fatos ocorridos naqueles anos conturbados. Cita pessoas, organizações e crimes praticados em nome de uma democracia e de uma liberdade que eles jamais praticaram. O livro abrange o período que vai da Intentona Comunista até os dias atuais. Sobre o autor: Carlos Alberto Brilhante Ustra (Santa Maria, 28 de julho de 1932) é um coronel reformado do Exército Brasileiro, ex-chefe (de 1970 a 1974) do DOI-CODI do II Exército.
EXPLICAÇÃO: Este livro tem o propósito de registar uma seleção dos trabalhos apresentados, em conferência e mesas redondas, no decorrer do VI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos de Defesa. Encerra, formalmente, suas atividades, das quais participaram mais de seiscentos interessados em assuntos de defesa.
Resenha do livro Polícia, democracia e política em São Paulo, 1946-1964. Polícia e democracia, estes são os paradigmas da moderna segurança pública e, no entanto, ainda são os mais candentes desafios do Brasil. Democracia e segurança pública em São Paulo (1946-1964), tese de doutorado que agora chega a um público mais amplo, pode ser considerado um estudo pioneiro. É um dos poucos estudos que se debruça sobre a nossa primeira e verdadeira experiência democrática, iniciada com o fim do Estado Novo e a promulgação da Constituição de 1946, com seu perfil fortemente republicano, em que pese o baixo grau de participação política em razão do interdito do analfabetismo. Na política, houve o retorno da rotatividade dos cargos públicos e da regularidade partidária. Nas polícias, ocorreu a exigência do respeito ao due process of law. Este período que é tão importante para entender a passagem, sempre recalcitrante, do Estado Novo para o Brasil moderno foi ofuscado pelo autoritarismo e pela instrumentalização política das instituições da segurança pública, comuns nas ditaduras. A pergunta que orienta a pesquisa funda-se exatamente sobre o quanto as instituições policiais se adaptaram à democracia, lembrando que a polícia é uma instituição complexa que adota amplas margens de poder discricionário em suas práticas, em grande parte legadas por ações repressivas, rivalidades internas, isolamento e baixo grau de responsabilização. A segurança pública neste momento não foi exemplar como pode o leitor desavisado imaginar, afinal o período foi marcado por governos paulistas conservadores: Adhemar de Barros e Jânio Quadros. Mas vemos perfilhados no livro relatos sobre policiais que tenderam à esquerda, sobre a implantação do primeiro serviço de controle interno e o programa de cooperação entre Brasil e Estados Unidos para a área de segurança. De fato, o Brasil estava numa encruzilhada entre a adoção de modelos ocidentais de polícia e a persistência de práticas e instituições pouco afeitas às regras do direito. Estas questões ajudaram a moldar a área como sendo lócus de especialistas e estabelecer um modelo fortemente estatizado e burocrático de polícia, justiça e prisões, que em grande parte ainda é o nosso. O que o livro mostra em detalhes e com uma precisão cirúrgica quais são os dilemas das polícias, instituições marcadas por uma cultura da suspeição que garantiu o exercício do poder discricionário do Estado sobre os estratos inferiores da sociedade. Lá estão a tortura, os esquadrões da morte, a violência, a corrupção. O dilema da lei e da ordem está expresso na ampla bibliografia internacional sobre polícia e o livro de Thaís Battibugli nos ajuda a colocar esta discussão no contexto local. É mais um mérito do livro este de encontrar ressonâncias na história da polícia brasileira aquelas questões levantadas pela literatura especializada. Este é um trabalho meticuloso na pesquisa documental e cuidadoso na argumentação. Interessa ao historiador, ao cientista social e ao público em geral. Mas deve interessar ao público especializado em segurança pública que necessita olhar para além do cotidiano às vezes exaustivo e contraproducente de seu trabalho. No conjunto, o livro nos mostra que a democratização das instituições da segurança pública é um trabalho contínuo, permanente e sempre inacabado. Olhar para o nosso passado é aprender a ter esperança em relação às possibilidades de mudança do presente. Luís Antônio Francisco de Souza Professor Assistente Doutor. Unesp, campus Marília.
SINOPSE: A conjuntura política no Brasil no início da década de 1960 era marcada por grandes movimentações sociais. O conflito entre as classes e seus diferentes projetos para a sociedade brasileira estavam em clara disputa. É nesse marco que vem à tona a mobilização dos baixos escalões das Forças Armadas no Brasil de 1961-1964, tendo na chamada “Revolta dos Sargentos” uma das suas principais expressões. Essa mobilização surge em agosto-setembro de 1961, no bojo da Crise da Renúncia e da Campanha da Legalidade. Em 1964, com a vitória da nova ordem, o movimento organizativo e reivindicatório dos sargentos e marinheiros foi completamente dizimado.
SINOPSE: Este livro merece destaque entre as memórias de resistência do ‘período da luta armada’. Primeiro, porque se trata da memória de um militante oriundo da camada popular camponesa. Segundo, porque o jovem Avelino engaja-se na política às vésperas de 1964, por um dos movimentos emergentes nas bases das próprias FABs, na Marinha. Terceiro, porque esse marinheiro inicia sua militância numa organização originalmente de matriz nacionalista e mergulha no enfrentamento armado da ditadura. Tudo isso numa clara e fluente narrativa.
EXPLICAÇÃO: A Revolta da Chibata foi um movimento militar na Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos pelos marinheiros e que culminou com um motim que se estendeu de 22 até 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, na época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto. Na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e alimentação e, particularmente o uso de castigos físicos (Chibatadas), ameaçando bombardear a cidade do Rio de Janeiro. Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Geraes, João Batista das Neves. Duas semanas depois de os rebeldes terem se rendido e terem desarmado os navios, obtendo do governo um decreto de Anistia, eclodiu o que a Marinha denomina de “segunda revolta”. Em combate, num arremedo de motim num dos navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um marinheiro. Esta “segunda revolta” desencadeou uma série de mortes de marinheiros indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a “segunda revolta” fez o Congresso Brasileiro aprovar.
SINOPSE: Os acontecimentos narrados neste livro – as insurreições de novembro de 1935 – são parte importante de minha vida de militante comunista, não importa que tenha nascido depois deles”. A autora, cuja militância iniciada em 1961 no PCB duraria 18 anos, justifica-se pela necessidade de compreender a derrocada do partido através dos erros das lideranças políticas pertencentes à geração anterior, e ao mesmo tempo resgatar algo de sua experiência ainda coroada de heroísmo. Assim, diz ela: “Tentei, com o estudo dos episódios de novembro de 1935, levantar algumas pistas. Foram acontecimentos exemplares para o estudo de uma situação em que a dedicação e o espírito de luta conviveram com a incapacidade política. Ao mesmo tempo que as diretivas políticas continham erros crassos, foram momentos de luta generosa, de dedicação a um ideal.
SINOPSE: ‘O Tenente Vermelho’ é um testemunho sobre a história contemporânea brasileira. Seu autor, José Wilson da Silva, participou diretamente dos acontecimentos. Alguns dos temas abordados no livro são – o Movimento Nacionalista nas Forças Armadas; o movimento dos Sargentos; a Legalidade e o bombardeio do Palácio Piratini; as lutas de 1961 a 1964; a queda de Jango; a tentativa de reação armada desde o Uruguai; a guerrilha do coronel Jefferson, entre outros. A obra também apresenta indagações como a de se Jango e Brizola estavam à altura dos desafios políticos da época em que viviam e o questionamento da condição de ‘estadistas’ dos dois líderes populistas.
Sinopse: Paulo Ribeiro da Cunha analisou a formação de Nelson Werneck Sodré enquanto intelectual revolucionário. Num minucioso trabalho de pesquisa, se propôs a desvendar sua trajetória, desfazendo ao mesmo tempo uma série de arraigados preconceitos que se sobrepunham à obra de Sodré. Acompanhando com atenção e com paixão a formação intelectual do historiador, sem perder de vista sua origem social e os intensos confrontos em meio aos quais se forjava a modernidade capitalista no Brasil, o autor desvenda os conflitos pessoais e as oscilações ideológicas do jovem militar enamorado da literatura, suas leituras teóricas e seus primeiros contatos com o marxismo.
SINOPSE: “Da Ditadura à Democracia” é um guia prático para a luta não violenta. Originalmente publicado em 1994, tem inspirado dissidentes políticos de todo o mundo e já foi traduzido em mais de trinta línguas. Este livro de Gene Sharp desempenhou um papel central na Primavera Árabe, e tornou-se a principal referência para os revolucionários não violentos do século XXI.
SINOPSE: Publicado pela primeira vez em 1968, é um clássico e esclarecedor estudo sobre a história da política contemporânea. Escrito por Peter Calvocoressi, uma figura de destaque mundial no campo das relações internacionais, participante do Julgamento de Nuremberg e professor de Relações Internacionais na Universidade de Sussex, Grã-Bretanha, este livro é essencial para a formação de historiadores, cientistas políticos, sociólogos, jornalistas e leitores em geral. Aclamado pelo The Sunday Times pelo seu rigor e pela riqueza magistral do seu conteúdo, apresenta um panorama geral e detalhado da situação política a partir da Segunda Guerra Mundial. Inclui as perigosas incursões do terrorismo global, a guerra no Iraque, no Afeganistão e no Sudão; o surgimento da índia e da China como grandes potências; o considerável desenvolvimento político da América Latina; a marcha da globalização; a expansão da União Europeia até a instabilidade do Oriente Médio e a polêmica questão do abastecimento de petróleo e energia.

 A GRANDE MENTIRA EM MEU PAÍS – VICENTE SYLVESTRE
Coronel da Polícia Militar de São Paulo relembra arbitrariedades que sofreu durante a ditadura militar de triste memória e o faz agora quando a palavra golpe desponta como medida antidemocrática “salvadora”, quando se fala absurdamente na volta dos militares como governantes, quando se prega artimanhas contra ações patrióticas do Judiciário (Lava Jato) que corajosa e patrioticamente se levantam contra políticos corruptos e golpistas, que só um regime de exceção será capaz de reter a “sangria” que jovens procuradores, promotores e juízes estão provocando no mundo sórdido dessa parcela de políticos traidores dos votos de eleitores honestos….Ainda estou lendo.

Página em constante atualização. Última atualização em 31/03/2017

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