Por que não sabemos quantos presos há no Brasil?

  • ao AMILCAR LANDIOSE
  • 12 jul, 2017

Ministério da Justiça não divulga dados de encarceramento desde 2014, quando população era de 622,2 mil pessoas em tendência de alta; para analistas, falta de dados compromete criação de políticas públicas para sistema penitenciário.

O Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo - e, atualmente, essa é um dos poucos dados conhecidos sobre o sistema penitenciário brasileiro, segundo especialistas. Isso porque, desde 2014, o Ministério da Justiça não divulga informações sobre a população dos presídios no país.
O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, o Infopen, que trazia dados quantitativos (e alguns qualitativos) sobre o sistema foi criado em 2004 e era divulgado semestralmente. No entanto, desde dezembro de 2014, não houve qualquer atualização de dados.

A falta de informações vem à tona em situações como a violenta rebelião no presídio de Alcaçuz (região metropolitana de Natal). Mesmo seis meses após o massacre, o número de mortos ainda é incerto, porque as contas não fecham. O número oficial é de 26 vítimas, mas há 11 presos, segundo o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que estavam no presídio, mas não constam nem na lista de fugitivos, nem na de mortos e nem na de transferidos para outras penitenciárias.

"No Rio Grande do Norte foi um diz-que-diz sobre quantidade de pessoas que morreram. Até hoje, a gente não sabe nem isso. Me lembrou uma coisa grave da época do massacre do Carandiru, que se fala em 111 pessoas mortas, mas pessoas que costumavam frequentar o presídio com regularidade falam que tinha muito mais. E a gente não sabe. Uma conta simples de quantas pessoas tinham, quantas ficaram", disse à BBC Isabel Figueiredo, ex-diretora da Secretaria Nacional de Segurança Pública de 2011 a 2014 e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Questionado pela reportagem, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) afirmou que "as informações solicitadas não estão disponíveis no momento, pois as mesmas dependem da conclusão do levantamento estatístico correspondentes aos anos de 2015 e 2016, que ainda se encontra em andamento".

A BBC Brasil apurou, porém, que os dados dos últimos dois anos já teriam sido compilados e entregues ao Depen - o órgão, no entanto, ainda não divulgou as informações atualizadas. O departamento alega que um novo sistema está em implementação para o acesso aos dados.

"Está em vias de implantação uma ferramenta denominada SISDEPEN, Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional, na qual será possível o acesso às informações do Sistema Prisional tanto na sua forma quantitativa, conforme apresentada nos relatórios estatísticos atuais, como qualitativa, permitindo o cadastro das informações dos custodiados em caráter individual."

'Tiro no escuro'

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, os dados do Infopen são necessários para a criação de políticas públicas para o sistema penitenciário, e a ausência deles faz com que ações pensadas neste contexto sejam "um tiro no escuro".

"A gente tem dados muito ruins da segurança pública no Brasil, tanto do Judiciário, quanto da parte penitenciária. Mas chama a atenção o retrocesso, porque a gente tinha regularidade na divulgação desses dados e ela se perdeu", afirmou Figueiredo.

"E o problema disso é que a gente navega no escuro, sem saber para onde está indo e com quem está lidando. O Depen estava numa mudança de método de coleta, mas o sistema estava praticamente pronto no ano passado já. Houve uma troca de equipe com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas essa equipe já está há mais de um ano aí. Já era para ter mostrado essas informações."

Segundo dados revelados há três anos, o Brasil tinha a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 622 mil pessoas em regime de prisão - sendo que 41% delas ainda aguardavam julgamento. O deficit de vagas do sistema à época já ultrapassava as 250,3 mil.

Para Valdirene Daufemback, que foi diretora de políticas penitenciárias do Depen até novembro do ano passado, "é fundamental ter informações para direcionar políticas públicas".

"Sem dados, a gestão pública, vai sempre atuar de maneira reativa, improvisada. As políticas não estão sendo planejadas a partir de informações fidedignas. Elas estão sendo ordenadas muito mais por providências que dão uma resposta imediatista, mas que não traz soluções a médio e longo prazo", afirmou.

Para especialistas, a falta de dados sobre as penitenciárias do país põe em questionamento, a eficácia do novo Plano Nacional de Segurança, lançado pelo governo após a sequência de massacres no início do ano no Norte e Nordeste, e de uma das principais medidas propostas pelo Ministério da Justiça à época: a construção de mais presídios.

"Sem ter os dados, você acaba percebendo o problema só quando está no meio da crise", observou Guaracy Mingardi, pesquisador em segurança pública, ex-subsecretário Nacional de segurança pública e ex-secretário de segurança de Guarulhos.

"E aí falam em construir mais presídio: é disso que gente precisa? Tudo bem, você parte do princípio que precisa mais, mas de que tipo? Onde? Qual é o estado mais problemático? Você precisa saber que tipo de preso você tem para poder alocar melhor o dinheiro, se não, você estará indo pelo impressionismo."

A ex-diretora do Depen ressalta ainda que, sem dados atualizados, é difícil avaliar se as políticas e soluções implementadas têm gerado resultado.

"Nossa resposta às crises têm sido o encarceramento em massa. Mas o encarceramento em massa tem tido efeito contrário, não está resolvendo. Só que sem dados, a gente não consegue ter resposta sobre qual seria a solução para o problema ou sobre o que já não está mais dando certo", afirmou Daufemback.

Procurado, o Ministério da Justiça afirmou que a ferramenta SISDEPEN já estava pronta no final de 2015, mas "não havia instrumento contratual para colocar o módulo de coletas de dados em ambiente de produção, ou seja, disponibilizado na internet".

"O Departamento sempre trabalhou com a expectativa de que o contrato seria assinado ainda no primeiro semestre de 2016, fato que não aconteceu devido à complexidade de se negociar um contrato robusto diante da realidade orçamentária do ano de 2016."

"Diante da incerteza, no segundo semestre de 2016, o Departamento decidiu contratar uma consultoria para que a coleta de dados fosse realizada, utilizando novamente a plataforma disponibilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Desta forma, as coletas de dados de dezembro de 2015 e junho de 2016 foram iniciadas em outubro de 2016. Essas coletas foram realizadas, mas ainda estão em fase de processamento e análise. De forma concomitante, também estão sendo feitos relatórios com as análises de dados", disse a pasta.

Custos e implementação do plano nacional

No fim do ano passado, o governo do presidente Michel Temer anunciou um repasse de R$ 1,2 bilhão para o sistema penitenciário. Depois, na primeira semana do ano, diante das rebeliões ocorridas em Manaus, Natal e Roraima, o então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, confirmou o repasse de outro R$ 1,8 bilhão do Fundo Penitenciário para os Estados ainda no primeiro semestre de 2017.

No entanto, os dados oficiais sobre o custo de cada preso no Brasil ainda são desconhecidos. Há estimativas do próprio Depen que falam em R$ 2,4 mil por detento, mas segundo os especialistas, não são todos os Estados que fornecem essas informações e os critérios para o cálculo também não são padronizados.

A ex-diretora do Depen ressalta que, muitas vezes, quando o cálculo é feito, ele acontece de maneira genérica, pegando o valor repassado à penitenciária e dividindo isso pelo número de presos. "Não existe um padrão nacional para se fazer essa conta".

"Pensar numa política pública sem pensar num planejamento orçamentário é muito preocupante", afirmou Valdirene Daufemback.

Os dados de 2014 mostravam um sistema penitenciário já em crise, abrigando 622.202 mil pessoas, quando as vagas disponíveis nas cadeias brasileiras não ultrapassavam 371.884. Os especialistas veem que o número de presos estava em tendência de alta e deve ter aumentado nos últimos anos.

Ainda assim, para Isabel Figueiredo, o problema do sistema não está na falta de vagas. "No meu entendimento, eu acho que a gente tem vaga demais. E preso demais. Essas vagas que seriam mais do que suficientes, mas a gente prende mais do que seria necessário ou razoável", afirma, ressaltando que os índices de violência seguem altos, apesar do aumento de encarcerados.

Para ela, mais do que recursos, é preciso entender melhor os problemas do sistema para definir uma melhor estratégia do uso deles. "Como vou pensar na alocação de recursos se eu não souber a quantidade de pessoas do sistema, qual é o regime de cumprimento delas, quantas pessoas entram no sistema e quantas saem por ano, qual é a taxa de reincidência? Porque se a pessoa sai e volta, é porque o sistema não está sendo efetivo", avaliou.

"Não dá pra fazer política pública sem conhecer o que ela quer modificar. E mais grave do que isso é essa lógica de tudo que se responde com pena de prisão. Não é que se investe pouco no sistema penitenciário, mas se investe mal. Nos Estados Unidos, hoje se investe em sistema penitenciário quase 5 vezes mais do que no sistema de educação. E não deveria ser essa a resposta para o problema."

Segundo o Ministério da Justiça, em 2017 foi realizado um único repasse para o sistema penitenciário, de mesmo valor a todos os Estados, mas não esclareceu o critério usado até o momento.

"A Medida Provisória 781 estabelecerá os critérios para distribuição de recursos aos estados, via Fundo Penitenciário Nacional para o Fundos Penitenciários estaduais. A referida MP foi encaminhada para votação pelo Congresso Nacional", disse o órgão.

Fonte: Terra

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ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

O estigma de sexo frágil não conspirou contra a capacidade física e psicológica da sargento V. Carvalho, de 32 anos, durante os 47 dias do curso do Choque, um dos mais 'puxados' na carreira militar. Ela foi a primeira mulher da Polícia Militar de Roraima a concluir a especialização e brinca ao falar sobre o período em que esteve com outros policiais no decorrer das atividades:

"Não pedi para sair", sargento V. Carvalho, PM de Roraima

Esta foi a primira vez que a PM de Roraima ofereceu o curso do Choque dentro da corporação. Dos 84 inscritos ao grupo de elite, quatro eram mulheres. Duas desistiram no primeiro dia, outra no decorrer das atividades e somente a sargento, que até raspou os cabelos durante o treinamento, concluiu o curso.

Nesta quinta-feira (20), os 42 'choqueanos', como são chamados os aprovados, participam da formatura de conclusão do curso no Parque Anauá, zona Leste de Boa Vista.

O curso do Choque prepara policiais para atuarem em situações extremas de conflitos como reintegrações de posse, manifestações com atos de vandalismo e controles em presídios.

A sargento, que é formada em psicologia e mãe de dois filhos, relata que inúmeras vezes os alunos são colocados em circunstâncias extremas de cansaço e fadiga. Além disso, o treinamento 'puxado', segundo ela, não privilegia gêneros.

“Não vim para um curso desse porte sendo mulher na expectativa de ser 'bem-vinda'. Não é assim. Você vem sabendo que encontrará resistência em razão do porte físico feminino, questões orgânicas e fisiológicas. É um curso voltado para homens. Mulher não é bem-vinda, porém não é proibida de participar”, acentua, respondendo que não teve ‘privilégios de nada’.

Durante o treinamento, a sargento decidiu raspar a cabeça. Embora se desfazer do próprio cabelo tenha mexido com a vaidade e a emoção, a policial garante não ter sido obrigada. Ela diz que escolheu fazer isso por entender que o treinamento exigia dedicação total.

“Não é algo que você é obrigada, mas existem questões que influenciam para que você corte. Não há como dizer que não é doloroso. O mais difícil foi tomar essa decisão de cortar, depois, a adaptação foi tranquila, até porque eu estava mergulhada naquele universo e todos que estavam ao meu redor tinham a cabeça raspada", disse.


ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

O Acre gasta R$ 228,3 mil por mês com tornozeleiras eletrônicas no sistema prisional, de acordo com dados do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC) passados ao G1 na terça-feira (18). O órgão contabiliza um total de 822 presos que cumprem pena por meio do monitoramento nas cidades acreanas.

O custo de cada equipamento é de R$ 9,29 por dia – que totaliza em torno de R$ 277,80 mensalmente. Atualmente, segundo o instituto, não existe fila de espera para o recebimento da tornozeleira, restando ainda 30 em estoque. Mesmo assim, ainda este ano, existe a previsão de aquisição de mais 300 aparelhos.

O coordenador do monitoramento eletrônico do Iapen-AC, Marcelo Lopes, explicou que a manutenção é feita mediante o surgimento da demanda. “O período varia muito, porque tem delas [tornozeleiras] que dão problemas e outras não, mas normalmente são coisas mínimas e os agentes são habilitados para resolver”, disse.

As tornozeleiras funcionam com um GPS que emite sinal para uma central, que acompanha o deslocamento de cada preso. Lopes afirmou, em maio deste ano, que o sistema cobre as cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira e Tarauacá, cidades com presídios. Bujari, Senador Guiomard e Capixaba, pela proximidade, também são alcançadas.

Além do monitoramento na central, existem ainda as visitas presenciais, realizadas diariamente. “Fazemos o acompanhamento das cartas de emprego dos presos, manutenções, além de qualquer situação que possa fugir da rotina da unidade, que pareça uma violação. A equipe faz o deslocamento para fazer cumprir as decisões judiciais”, finalizou.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

O laço de amizade construído enquanto eram parceiros na Brigada Militar e a preocupação com o animal, fizeram com que Kelly Thimoteo, de 30 anos, pedisse a adoção do cavalo Nanquin, que pertence ao governo do Rio Grande do Sul e deve ser leiloado. Ela deixou a corporação, onde trabalhava com o animal, há sete anos.

"Ele foi meu companheiro de patrulha e ajudei até a escolher o nome dele", conta a ex-policial militar, que hoje trabalha como advogada no município de Passo Fundo, Região Norte do estado.

Ela tenta conseguir a tutela do animal, que tem aproximadamente 12 anos, desde que deixou a Brigada Militar, mas diz que seus requerimentos não foram respondidos. Segundo Kelly, Nanquin não é utilizado pela corporação há dois anos e está na fazenda da BM, em Passo Fundo.

O G1 fez contato com a comunicação da BM e aguarda o posicionamento por meio de nota oficial.

Quando ficou sabendo que o governo estadual iria se desfazer de 60% dos cavalos usados no policiamento montado no Rio Grande do Sul, resolveu procurar pelo velho amigo.

"Quando encontrei com ele, percebi que a alimentação que estava recebendo não era suficiente, porque ele estava bastante magro", lembra.

Há menos de duas semanas, uma petição online foi criada para conseguir apoiadores que se solidarizassem com a história. Neste período, mais de 18 mil pessoas registraram seus nomes no abaixo-assinado, que visa pressionar o governo do estado para repassar Nanquin à antiga parceira.

Kelly se diz surpresa pela repercussão do caso e garante estar muito feliz com o apoio de pessoas que sequer lhe conhecem e ficaram comovidas com a amizade entre os dois.

"Estou surpresa e bastante emocionada, porque as pessoas estão demonstrando apoio na minha luta. As pessoas querem uma destinação boa para os animais. O Nanquim é um símbolo dessa luta", afirma, ao lembrar que também está preocupada com o destino que será dado aos outros cavalos que serão leiloadas pelo estado.

Até o momento sem respostas sobre a adoção, Kelly aguarda então pelo leilão para tentar comprar o velho amigo, de quem guarda boas lembranças.

"Ele é diferente dos outros. A maioria dos cavalos costuma ser medroso, mas ele é valente, curioso. Tinha até um grito que eu fazia quando chegava e ele respondia relinchando", recorda.
Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

A Polícia Civil de Alagoas informou nesta quarta-feira (19) que prendeu integrantes de uma facção criminosa em Maceió. Segundo as investigações, o grupo tinha o objetivo de praticar uma chacina contra membros de uma outra facção.

De acordo com a polícia, os suspeitos foram presos na última segunda (17), dia em que a chacina estava prevista para acontecer.

Eles foram identificados como Felipe Matheus Pereira Correia, o “Irmão Teteu”; Cristiam Pedro dos Santos, conhecido como “Irmão Sukito” ou “Neguinho”; Lucas Wanderlei Santos, chamado de “Irmão Ureia”; além de Eduardo Rafael Calisto da Silva, o “Irmão Toi”.

A Polícia Civil acredita que todos estão envolvidos com tráfico de drogas, roubos e homicídios.

Segundo a polícia, os suspeitos queriam cometer os assassinatos com o apoio de um carro roubado. O “Irmão Sukito”foi baleado pelo grupo rival. O restante do grupo foi preso momentos depois disso.

Com eles, foram apreendidos o veículo roubado; duas pistolas, sendo uma 9mm com dois carregadores e uma 380; 21 munições; além de um tablete de maconha com cerca de 2 quilos.

Os presos e o material apreendido foram levados para a sede da Deic, no bairro Santa Amélia, onde foram realizados os procedimentos legais. A polícia afirma que as investigações prosseguem para identificar outros integrantes do grupo criminoso.

A ação contou com apoio de agentes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil, e o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

Um motorista de um caminhão, de 26 anos, foi preso na noite desta quarta-feira (19) suspeito de tráfico de drogas, em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. De acordo com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron-MT), foram encontrados 70 tabletes de pasta base de cocaína que estavam escondidos no teto do baú do veículo.

Uma denúncia anônima mobilizou policiais militares, civis e rodoviários a montarem uma ação para prender o suspeito. A denúncia dizia que um caminhão teria saído com um carregamento de drogas da região de Mirassol D’Oeste, a 329 km de Cuiabá e seguiria para a cidade de Campos de Júlio, a 692 km de Cuiabá.

Os policiais fizeram a abordagem do caminhão descrito, com as mesmas placas, na região de Campo Novo do Parecis. Depois de revistarem o veículo, os policiais encontraram os 70 tabletes de droga no teto do baú do caminhão. O motorista disse que entregaria a droga em Goiânia, Goiás.

O condutor, a droga e o caminhão foram levados para a Delegacia Especial de Fronteira (Defron) em Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu uma mulher de 29 anos suspeita de se aproveitar da beleza e da simpatia para aplicar golpes. Entre os quase 50 casos registrados, 20 já se tornaram inquéritos por furto e estelionato. A prisão ocorreu nesta terça-feira (18) e foi divulgada nesta quarta (19). Ela chorou ao ser apresentada na delegacia.

Segundo o delegado-adjunto da 1ª DP, João de Ataliba Nogueira, a mulher tinha o costume de aplicar os golpes em salões de beleza, oficinas mecânicas, postos de gasolina, lojas de animais de estimação e até em uma clínica de cirurgia plástica. Vendedores de produtos em sites de compras também foram alvos da suposta estelionatária.

De acordo com as investigações, Larissa se apresentava às vítimas como arquiteta, e fazia uma transferência falsa ao pagar por serviços ou objetos. Para convencer os lojistas e empresários a aceitar pagamentos alternativos, a suspeita usava os dotes físicos e o charme.

"Ela sabia que a transação não seria autorizada e, por meio do charme, inventava uma história, pegava o número da conta corrente da vítima, simulava uma transferência bancária e apresentava um comprovante digital falso", explicou o delegado.

Após dois meses de investigação, a polícia a localizou em uma loja de produtos fitness, onde tentou fazer uma compra de R$ 300. O dono do local percebeu que o comprovante da transferência não havia caído na conta e negou a venda dos itens. Larissa, então, pegou os artigos e tentou fugir.

Policiais civis já monitoravam a "falsa arquiteta" há dois meses. Eles cumpriram a prisão preventiva pelos crimes de estelionato, e uma prisão em flagrante por furto.

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

Policiais civis do Rio de Janeiro realizam uma operação, na manhã desta quinta-feira (20), na Baixada Fluminense, para desarticular um esquema de tráfico internacional de adolescentes. A suspeita é de que a quadrilha trazia jovens do Paraguai para exploração sexual. A ação foi batizada como operação "Coiote".

Até as 10h30, quatro pessoas tinham sido presas e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos. As investigações começaram depois que uma das adolescentes fugiu do cativeiro e foi até a Delegacia de Atendimento à Mulher para pedir socorro.

Pelo menos 25 agentes estão nas ruas para cumprir os mandados de prisão. De acordo com a investigação, as adolescentes, de maioria entre 16 e 17 anos, eram aliciadas no Paraguai e trazidas para o Brasil com a promessa de que trabalhariam aqui. No entanto, ao chegarem ao país, eram mantidas em cativeiro e exploradas sexualmente.

Ainda segundo a investigação, a líder do esquema seria uma mulher, também paraguaia. Ela foi presa na manhã desta quinta na Baixada Fluminense.

Veja o Vídeo

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

Já se vão três anos e os profissionais de segurança pública do estado de São Paulo estão sem reajuste, mesmo com o crescente aumento da criminalidade, mais trabalho, o governo Alckmin não se sensibiliza e continua negando reajuste sob pretexto de esta no "limite"  da Lei de responsabilidade fiscal.

Os policiais militares sob rígido regulamente disciplinar, sem poderem reivindicar, sem direito a greve ou qualquer outro movimento reivindicatório estão a deriva, segundo cabo Wilson, presidente da Associação dos cabos e soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo 100% dos policiais militares estão endividados.

Várias foram até agora as tentativas para um reajuste salarial sem efeito, lembrando que o ano de 2018 por ser ano de eleições fica, por Lei, proibido reajustar salários de servidores públicos, assim, se não houver neste ano um reajuste no final de 2018 os profissionais de segurança publica já irão somar quatro anos com salários congelados.

Veja vídeo do Presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Da Redação.

Por Amílcar Landiosi Jr.

ao AMILCAR LANDIOSE 19 jul, 2017
Um dos homens mais procurados de Minas Gerais foi preso pela Polícia Civil. Renato Pereira de Souza foi condenado pelo latrocínio – roubo seguido de morte – de um policial militar e de um homicídio contra um rival do tráfico de drogas. Ele estava foragido e foi encontrado no Espírito Santo. Segundo as investigações, ele mantinha conexões com criminosos de Belo Horizonte e municípios da Grande BH e tentava expandir o tráfico de drogas para o estado vizinho. Ao ser apresentado na tarde desta quarta-feira, Renato negou os fatos.
Renato já tinha cumprindo nove anos de pena por causa dos crimes. Porém, fugiu de Minas Gerais depois de receber um benefício da Justiça de saída temporária. “A partir de investigações levantadas pela Polícia Civil, apontaram que um dos mais procurados de Minas Gerais, se encontrava em Vitória, no Espirito Santo. Ele foragiu naquele estado, uma vez que tinha contra ele um mandado de condenação de 45 anos e oito meses de prisão por um homicídio e latrocínio”, explicou o delegado Eduardo Hilbert.

O latrocínio foi contra o policial militar Altemar Rogério de Campos, na época com 36 anos, no Bairro Paquetá, na Região da Pampulh. O crime aconteceu em 2005. As investigações apontaram que Renato e outros dois homens, entraram na casa da vítima. Ao ver os invasores, o policial reagiu e foi atingido por um tiro. Ele morreu na hora. “Com relação ao homicídio, ele aconteceu em Jequitinhonha. A motivação seria pela disputa do tráfico de drogas no município”, comentou o delegado.

Renato foi julgado pelos crimes e condenado. Ele ficou preso por nove anos, mas recebeu o benefício de saída temporária. Mas não voltou para a cadeia. “Assim que teve oportunidade, recebeu benefício no curso da execução penal e foragiu para o Espírito Santo. Lá, mantinha um elo com criminosos de Belo Horizonte e região metropolitana. Então, ele já tinha o interesse e demonstrava que queria expandir os negócios exclusos e ilegais daqui de Minas para aquele estado”, disse Hilbert.

Uma operação foi montada pela Polícia Civil e conseguiu prender Renato em 13 de junho. Ele estava na casa de um irmão, que à princípio, não tem participação nos crimes. Segundo o delegado, o homem não reagiu a prisão.

Durante a apresentação, Renato negou que queria expandir os crimes para o Espírito Santo e que desta vez vai cumprir a pena pelo qual foi condenado. “Tenho nada a falar não. Já paguei pelo meu erro. Já cumpri por nove anos. Estou só recapturado. O que fiz não tem como voltar atrás. Ganhei a “descida” (nome dado a saída temporária) e não voltei. Agora, vou cumprir de boa. Estava trabalhando”, disse.
Fonte: em.com.br
ao AMILCAR LANDIOSE 19 jul, 2017

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Wolney Dias, afirmou nesta quarta-feira (19) que defende a prisão perpétua para assassinos de policiais. A declaração foi dada durante o enterro de um soldado morto na última segunda-feira.

"Acho que quem atenta contra vida do policial atenta contra o Estado. Isso é um ato de terrorismo. Eu defendo penas muito severas", disse ele. Questionado pela reportagem de como deveria ser feita esta reformulação, Wolney respondeu: "Sinceramente, esse tipo de crime deveria ser prisão perpétua".

Em abril, Wolney já tinha dado declaração polêmica sobre a execução de dois homens em Acari, flagrada em vídeo após a morte da menina Maria Eduarda.

Ao jornal "O Dia", ele disse que não concordava com o crime, mas que entendia. "É humanamente compreensível baseado no estresse que esses policiais vivem".

No Rio, 89 foram policiais militares mortos neste ano. O número já é maior do que os 77 do ano passado. Na média, um PM é morto a cada dois dias.

"Esta perda se elevou nos últimos dois anos e nós temos quase 2 mil policiais militares a menos por ano. Hoje, não tenho reposição. Em razão da crise financeira, não podemos incrporar policiais militares. A cada dia, temos menos policiais nas ruas", afirmou Wolney.

Recompensa de R$ 5 mil

Também nesta quinta-feira, a PM divulgou em seu twitter uma recompensa de R$ 5 mil para informações sobre assassinos de agentes. "Colabore com informações que levem à prisão de assassinos de policiais.#ValorizeQuemTeProtege #ApoieaPolicia @DDalertaRio #Parceria", diz o post.

🚨Colabore com informações que levem à prisão de assassinos de policiais.#ValorizeQuemTeProtege #ApoieaPolicia @DDalertaRio #Parceriapic.twitter.com/6RspkV9XDd

— July 19, 2017
Fonte: G1
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