Perda de confiança em política cria vazio preenchido por consumismo, diz filósofo francês

  • ao AMILCAR LANDIOSE
  • 15 jun, 2017

Néli Pereira - @neli_pereira - Fonte: Da BBC Brasil em São Paulo

Tido como um dos mais importantes pensadores do mundo atual, o francês Gilles Lipovetsky defende que a falta de confiança na política é uma das principais características da nossa época e que o consumo se transformou em uma espécie de engajamento.

"Há algo de estranho nessa sociedade em que tudo deve ser atrativo e a política não é mais atrativa: ela é repulsiva", disse ele em entrevista à BBC Brasil.

Autor de best-sellers como   Era do Vazio   e   O Império do Efêmero , em que reflete sobre a estrutura da sociedade em que vivemos, o professor da Universidade de Grenoble e teórico da "hipermodernidade" afirma que as pessoas se orientam hoje pelo consumo. Lipovetsky concentra seus estudos no período a partir da segunda metade do século 20.

"A direita, a esquerda, a igreja - são conceitos mais desfocados. E o sentimento geral das pessoas é de estarem um pouco desnorteadas. Mas justamente através do consumo as pessoas readquirem um certo poder porque disso elas entendem".

Elke esteve recentemente em Porto Alegre para participar do seminário   Fronteiras do Pensamento . Veja abaixo, trechos da entrevista dada à BBC Brasil.

BBC Brasil - Sua obra fala muito do consumismo, das relações com o universo das marcas, que buscam nos seduzir, mas também nos representar. O que representa o consumo hoje para as pessoas?

Gilles Lipovetsky-   Há as duas coisas. Há quem a gente chama de ' fashion addicts ' (viciados em moda) que compram porque estão fascinados por esta ou aquela marca. Eles vão às lojas da Apple com se fossem templos, igrejas. São fanáticos. Mas há outra face também: há hoje quem, através do consumo, exerce alguma forma de engajamento pessoal. Por exemplo, "não compro produtos desta empresa porque não gosto da visão de mundo deles".

Acho que o consumo hoje em dia tomou um significado diferente do passado. As pessoas hoje estão perdidas no universo da globalização porque as referências tradicionais estão mortas: a direita, a esquerda, a igreja - são conceitos mais desfocados. E o sentimento geral das pessoas é de estarem um pouco desnorteadas. Mas justamente através do consumo as pessoas readquirem um certo poder porque disso elas entendem. Então, eu acho que se o consumo se tornou algo tão importante é porque de uma maneira elas exercem uma autonomia.

BBC Brasil - Seu livro mais recente lançado no Brasil fala sobre a leveza ( Da Leveza - Rumo a uma Civilização sem Peso ). O mundo em geral, no entanto, anda pesado - da política à economia. A leveza hoje seria mais uma evasão, utopia ou ainda é algo possível?

Lipovetsky -   Desde o começo dos tempos, os momentos de leveza são de fato momentos de fuga, uma maneira de se desconectar. Então, por muito tempo, os homens descreviam leveza como um sonho, uma utopia.

Mas no livro que escrevi eu mostro que a questão da leveza mudou de status desde meados do século 20. A leveza não é mais apenas do imaginário: o mundo inteiro se reconstruiu através do princípio da leveza. Observe a evolução da tecnologia. No passado a potência era pesada: as grandes estradas de ferro, as usinas… hoje em dia as empresas que mais crescem como Google - não vendem nada. É tudo virtual. É a época da desmaterialização. É mais leve do que o leve. O virtual é hoje o vetor do crescimento. A leveza se tornou o princípio da realidade do mundo.

Um segundo aspecto: no corpo se vê a marca da revolução da leveza. Pense na evolução da medicina, veja a obsessão com a magreza e também a evolução do esporte: surf, windsurf, asa delta…

BBC Brasil - E o poder, especialmente o político? Há leveza nele ou ainda é um elemento "pesado" na nossa sociedade?

Lipovetsky -   Sim, vou chegar nisso. De fato em relação à política há uma outra questão. Mas vou terminar (o ponto anterior) rapidamente porque há uma conexão…

O terceiro exemplo que me parece essencial. Já disse o primeiro - os objetos -, o segundo - o corpo -, e o terceiro é o capitalismo. Porque, o capitalismo moderno, a partir da revolução industrial do século 19, repousa sobre o peso. São os equipamentos de estrada de ferro, as grandes máquinas e ferramentas, tudo é pesado. Hoje estamos num capitalismo de sedução. Nós apenas celebramos os prazeres, o lazer, a distração. Por todos os lados vemos a lógica da fuga.

BBC Brasil - É o consumo "das experiências"...

Lipovetsky   - As experiências de viagem, de prazer… Tudo isso é muito leve. São as promessas de felicidade. O que eu digo é que o capitalismo hoje em dia não é mais um capitalismo que é severo. Ele é severo para o trabalhador, mas não para o consumidor. É um sistema que funciona como a moda. Ele se baseia em coisas superficiais. Observe por exemplo os videogames, as séries de televisão…Tudo isso é extraordinariamente leve. Não há mensagem profunda, tudo é lúdico.

Agora, a questão é: todas as esferas obedecem este princípio de leveza? A política, ela tenta pegar esse bonde andando. Claramente, por exemplo, no desenvolvimento do marketing político. Antes, os políticos tinham aparência austera, em comícios, para fascinar as massas. Não temos mais políticos como antes. Eles aprendem a falar em cursos de comunicação, aprendem como ser legais, como agradar as pessoas. Fazem promessas sem parar.

BBC Brasil - Tentam ficar "leves" se distanciando da política, e se apresentando, por exemplo, como gestores?

Lipovetsky -   Sim, exatamente. Mas aí é um aspecto interessante. O capitalismo de fato é bem sucedido em seduzir os consumidores. Eles adoram! Eles criticam, mas eles adoram! A política não é assim: quanto mais os políticos querem seduzir, menos conseguem fazê-lo.

Porque há hoje um imenso desapontamento dos cidadãos em relação à política, eles não confiam mais na classe política. A grande característica da nossa época é a perda da confiança na classe política. A política não é leve.

Todos os dias a gente vê na imprensa que pegaram dinheiro, que há corrupção… Então há algo de estranho nessa sociedade em que tudo deve ser atrativo e a política não é mais atrativa: ela é repulsiva.

BBC Brasil - Mas repulsiva no sentido de que as pessoas abandonaram o engajamento político e estão mais individualistas?

Lipovetsky -   Sim, mas o individualismo não significa necessariamente um desengajamento. Observe as pessoas que se engajam em associações: há muitas, até mais do que antes. O que mudou é a maneira de se engajar.

Antes, o engajamento na vida política era um pouco como uma religião, e hoje em dia não é assim. As pessoas não querem sacrificar nada, mas isso não quer dizer que elas não tenham mais interesse pelos assuntos da política. Hoje em dia, as pessoas ouvem, refletem, mas no fim pensam "bom, vou fazer o que eu quiser". Isso é o individualismo, não é o egoísmo. É a autonomia das pessoas que não são mais controladas de uma maneira pesada pelos aparelhos.

Mas, ao mesmo tempo, vemos que os cidadãos se mobilizam quando há algo que eles julgam importantes, mas em ações mais pontuais, não mais em grandes ideologias gerais. Por exemplo, se você é ecologista, você vai se engajar neste campo, ou no campo do feminismo, do casamento gay, e as pessoas vão se engajar nestes temas. Antes era direita e esquerda, capitalismo ou socialismo. Nas grandes ideologias, as pessoas não acreditam muito mais. Elas querem coisas mais pragmáticas.

Então, isso criou um novo tipo de relação com a política e que, acho, deve nos levar a repensar os meios para melhorar o mundo. Porque se não é mais a política que tem a força de mudar o mundo, então o que seria? E eu acho que uma das grandes forças que deve fazê-lo é a educação.

BBC Brasil - Queria falar sobre a mídia e as "fake news", as notícias mentirosas. A grande mídia parece conviver com essas novidades, e também com formas independentes de jornalismo. Que papel tem a mídia na nossa sociedade hoje?

Lipovetsky -   Fake news   é um termo que entrou muito na moda este ano, mas não é nada novo. Desde o século 19 há denúncias de manipulação e notícias falsas na mídia. A novidade é que 'fake news' agora podem ser difundidas por órgãos de comunicação que não são como os jornais e a televisão. Normalmente isso passa pelas redes sociais. Então, não é (uma ação) centralizada.

Na minha opinião, há uma ameaça, com os novos meios de comunicação, de se minar a força da mídia tradicional. E acho que isso é perigoso. Acho que precisamos de mediadores.

BBC Brasil - Por quê?

Lipovetsky -   É perigoso para aqueles que não têm as ferramentas se orientar nesse magma de informação. Se você é alguém com educação, se você consegue distinguir informações, não está perdido. Mas muita gente não tem isso. Nós precisamos de mediadores porque não somos especialistas em tudo e é por isso que eu acho que é preciso defender a imprensa e ter uma ambição maior nas escolas, na educação. Não haverá solução sem isso, você será manipulado.

A exigência absoluta de sociedades desenvolvidas do século 21 será a educação. E não se trata de lançar palavras ao vento! É necessário investir. É uma responsabilidade do Estado. E não se pode pagar salários miseráveis a professores - como frequentemente acontece na América Latina. Professores não são uma despesa inútil, são uma obrigação para que se faça uma sociedade digna.

BBC Brasil - Mas em uma sociedade com tanta desigualdade como a brasileira, essa realidade é ainda mais complicada, não?

Lipovetsky -   As desigualdades não devem ser todas rejeitadas. Não se trata de demonizar as desigualdades, mas há desigualdades que são insuportáveis. É necessário que a desigualdade não arruíne o ideal democrático. Por exemplo, quando há apenas estabelecimentos de educação privados em condições de receber alunos enquanto outros não têm dinheiro para estudar, isso é muito grave. A desigualdade impede a democratização da sociedade porque tira a oportunidade de muita gente de se desenvolver.

Vocês têm um país muito rico. O Brasil é um continente em que há de tudo. E ao mesmo tempo, os resultados escolares aqui não são bons. Pegue como exemplo países pequenos como a Finlândia, a Dinamarca, Cingapura, a Coréia do Sul… o que eles têm como riqueza material? Nada.

São países que prosperam com nível de vida muito superior ao brasileiro, com resultados escolares excelentes, que têm mais capacidade de se adaptar à globalização, que são competitivos, que têm redes de proteção social. E não têm petróleo, não têm gás, não têm ouro… não têm nada! Eles têm a inteligência.

BBC Brasil - Mas eles não têm nossos índices de corrupção...

Lipovetsky -   Exatamente. E muito menos corrupção.

BBC Brasil - Da forma como o senhor coloca, parece como se dois mundos coexistissem. Um tradicional, antigo, pesado. E outro leve, mais coletivo, mais fluido, inclusive em relação a identidades. É um momento de transição?

Lipovetsky -   Eu acredito que é o prolongamento de algo que vai se perpetuar. Essa lógica é estrutural. Mas o que eu digo também no livro é que essa fluidez para os indivíduos acaba pesando. No livro eu mostro que não estamos no Nirvana. É o paradoxo: tudo é leve, mas você não está leve.

BBC Brasil - Pelo contrário, muita gente se cobra essa "leveza".

Lipovetsky -   Sim, e não somos (leves). Então, isso nos deixa ansiosos. Porque eu não sou feliz? Bom, antes as tradições e as religiões davam as respostas. As pessoas não ficavam se interrogando. Neste mundo fluido as pessoas mudam de profissão quando querem, mas aí ficam ansiosas em relação ao futuro. Então, o mundo da leveza se tornou pesado para os indivíduos.

A fluidez é tão pesada para algumas pessoas que elas buscam soluções para escapar a este vazio. Dou um exemplo fácil de entender: o caso dos "jihadistas". São em geral jovens, nascidos na Europa - eles não vêm do Oriente Médio, são nascidos na França ou na Inglaterra. Eles escutaram rock, viram séries americanas, usavam jeans, iam a boates.

Eles conheceram esta vida leve, mas não encontraram seu lugar nela. E, em geral, têm uma imagem deles mesmos muito deteriorada. Em resumo: eles não amam as próprias vidas e estão em conflito interior. E é esta ansiedade em relação a eles mesmos que os faz buscar causas absolutas porque isso lhes devolve a dignidade. Isso lhes dá um peso pessoal, os ancora.

Então aí, você vê o paradoxo da leveza que se transforma em seu contrário. No terrorismo, na violência terrível em que se atemoriza toda uma população. E isso eu não acho que seja transitório. Acho que vai continuar.

Fonte BBC

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ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

O estigma de sexo frágil não conspirou contra a capacidade física e psicológica da sargento V. Carvalho, de 32 anos, durante os 47 dias do curso do Choque, um dos mais 'puxados' na carreira militar. Ela foi a primeira mulher da Polícia Militar de Roraima a concluir a especialização e brinca ao falar sobre o período em que esteve com outros policiais no decorrer das atividades:

"Não pedi para sair", sargento V. Carvalho, PM de Roraima

Esta foi a primira vez que a PM de Roraima ofereceu o curso do Choque dentro da corporação. Dos 84 inscritos ao grupo de elite, quatro eram mulheres. Duas desistiram no primeiro dia, outra no decorrer das atividades e somente a sargento, que até raspou os cabelos durante o treinamento, concluiu o curso.

Nesta quinta-feira (20), os 42 'choqueanos', como são chamados os aprovados, participam da formatura de conclusão do curso no Parque Anauá, zona Leste de Boa Vista.

O curso do Choque prepara policiais para atuarem em situações extremas de conflitos como reintegrações de posse, manifestações com atos de vandalismo e controles em presídios.

A sargento, que é formada em psicologia e mãe de dois filhos, relata que inúmeras vezes os alunos são colocados em circunstâncias extremas de cansaço e fadiga. Além disso, o treinamento 'puxado', segundo ela, não privilegia gêneros.

“Não vim para um curso desse porte sendo mulher na expectativa de ser 'bem-vinda'. Não é assim. Você vem sabendo que encontrará resistência em razão do porte físico feminino, questões orgânicas e fisiológicas. É um curso voltado para homens. Mulher não é bem-vinda, porém não é proibida de participar”, acentua, respondendo que não teve ‘privilégios de nada’.

Durante o treinamento, a sargento decidiu raspar a cabeça. Embora se desfazer do próprio cabelo tenha mexido com a vaidade e a emoção, a policial garante não ter sido obrigada. Ela diz que escolheu fazer isso por entender que o treinamento exigia dedicação total.

“Não é algo que você é obrigada, mas existem questões que influenciam para que você corte. Não há como dizer que não é doloroso. O mais difícil foi tomar essa decisão de cortar, depois, a adaptação foi tranquila, até porque eu estava mergulhada naquele universo e todos que estavam ao meu redor tinham a cabeça raspada", disse.


ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

O Acre gasta R$ 228,3 mil por mês com tornozeleiras eletrônicas no sistema prisional, de acordo com dados do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC) passados ao G1 na terça-feira (18). O órgão contabiliza um total de 822 presos que cumprem pena por meio do monitoramento nas cidades acreanas.

O custo de cada equipamento é de R$ 9,29 por dia – que totaliza em torno de R$ 277,80 mensalmente. Atualmente, segundo o instituto, não existe fila de espera para o recebimento da tornozeleira, restando ainda 30 em estoque. Mesmo assim, ainda este ano, existe a previsão de aquisição de mais 300 aparelhos.

O coordenador do monitoramento eletrônico do Iapen-AC, Marcelo Lopes, explicou que a manutenção é feita mediante o surgimento da demanda. “O período varia muito, porque tem delas [tornozeleiras] que dão problemas e outras não, mas normalmente são coisas mínimas e os agentes são habilitados para resolver”, disse.

As tornozeleiras funcionam com um GPS que emite sinal para uma central, que acompanha o deslocamento de cada preso. Lopes afirmou, em maio deste ano, que o sistema cobre as cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira e Tarauacá, cidades com presídios. Bujari, Senador Guiomard e Capixaba, pela proximidade, também são alcançadas.

Além do monitoramento na central, existem ainda as visitas presenciais, realizadas diariamente. “Fazemos o acompanhamento das cartas de emprego dos presos, manutenções, além de qualquer situação que possa fugir da rotina da unidade, que pareça uma violação. A equipe faz o deslocamento para fazer cumprir as decisões judiciais”, finalizou.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

O laço de amizade construído enquanto eram parceiros na Brigada Militar e a preocupação com o animal, fizeram com que Kelly Thimoteo, de 30 anos, pedisse a adoção do cavalo Nanquin, que pertence ao governo do Rio Grande do Sul e deve ser leiloado. Ela deixou a corporação, onde trabalhava com o animal, há sete anos.

"Ele foi meu companheiro de patrulha e ajudei até a escolher o nome dele", conta a ex-policial militar, que hoje trabalha como advogada no município de Passo Fundo, Região Norte do estado.

Ela tenta conseguir a tutela do animal, que tem aproximadamente 12 anos, desde que deixou a Brigada Militar, mas diz que seus requerimentos não foram respondidos. Segundo Kelly, Nanquin não é utilizado pela corporação há dois anos e está na fazenda da BM, em Passo Fundo.

O G1 fez contato com a comunicação da BM e aguarda o posicionamento por meio de nota oficial.

Quando ficou sabendo que o governo estadual iria se desfazer de 60% dos cavalos usados no policiamento montado no Rio Grande do Sul, resolveu procurar pelo velho amigo.

"Quando encontrei com ele, percebi que a alimentação que estava recebendo não era suficiente, porque ele estava bastante magro", lembra.

Há menos de duas semanas, uma petição online foi criada para conseguir apoiadores que se solidarizassem com a história. Neste período, mais de 18 mil pessoas registraram seus nomes no abaixo-assinado, que visa pressionar o governo do estado para repassar Nanquin à antiga parceira.

Kelly se diz surpresa pela repercussão do caso e garante estar muito feliz com o apoio de pessoas que sequer lhe conhecem e ficaram comovidas com a amizade entre os dois.

"Estou surpresa e bastante emocionada, porque as pessoas estão demonstrando apoio na minha luta. As pessoas querem uma destinação boa para os animais. O Nanquim é um símbolo dessa luta", afirma, ao lembrar que também está preocupada com o destino que será dado aos outros cavalos que serão leiloadas pelo estado.

Até o momento sem respostas sobre a adoção, Kelly aguarda então pelo leilão para tentar comprar o velho amigo, de quem guarda boas lembranças.

"Ele é diferente dos outros. A maioria dos cavalos costuma ser medroso, mas ele é valente, curioso. Tinha até um grito que eu fazia quando chegava e ele respondia relinchando", recorda.
Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

A Polícia Civil de Alagoas informou nesta quarta-feira (19) que prendeu integrantes de uma facção criminosa em Maceió. Segundo as investigações, o grupo tinha o objetivo de praticar uma chacina contra membros de uma outra facção.

De acordo com a polícia, os suspeitos foram presos na última segunda (17), dia em que a chacina estava prevista para acontecer.

Eles foram identificados como Felipe Matheus Pereira Correia, o “Irmão Teteu”; Cristiam Pedro dos Santos, conhecido como “Irmão Sukito” ou “Neguinho”; Lucas Wanderlei Santos, chamado de “Irmão Ureia”; além de Eduardo Rafael Calisto da Silva, o “Irmão Toi”.

A Polícia Civil acredita que todos estão envolvidos com tráfico de drogas, roubos e homicídios.

Segundo a polícia, os suspeitos queriam cometer os assassinatos com o apoio de um carro roubado. O “Irmão Sukito”foi baleado pelo grupo rival. O restante do grupo foi preso momentos depois disso.

Com eles, foram apreendidos o veículo roubado; duas pistolas, sendo uma 9mm com dois carregadores e uma 380; 21 munições; além de um tablete de maconha com cerca de 2 quilos.

Os presos e o material apreendido foram levados para a sede da Deic, no bairro Santa Amélia, onde foram realizados os procedimentos legais. A polícia afirma que as investigações prosseguem para identificar outros integrantes do grupo criminoso.

A ação contou com apoio de agentes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil, e o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

Um motorista de um caminhão, de 26 anos, foi preso na noite desta quarta-feira (19) suspeito de tráfico de drogas, em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. De acordo com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron-MT), foram encontrados 70 tabletes de pasta base de cocaína que estavam escondidos no teto do baú do veículo.

Uma denúncia anônima mobilizou policiais militares, civis e rodoviários a montarem uma ação para prender o suspeito. A denúncia dizia que um caminhão teria saído com um carregamento de drogas da região de Mirassol D’Oeste, a 329 km de Cuiabá e seguiria para a cidade de Campos de Júlio, a 692 km de Cuiabá.

Os policiais fizeram a abordagem do caminhão descrito, com as mesmas placas, na região de Campo Novo do Parecis. Depois de revistarem o veículo, os policiais encontraram os 70 tabletes de droga no teto do baú do caminhão. O motorista disse que entregaria a droga em Goiânia, Goiás.

O condutor, a droga e o caminhão foram levados para a Delegacia Especial de Fronteira (Defron) em Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu uma mulher de 29 anos suspeita de se aproveitar da beleza e da simpatia para aplicar golpes. Entre os quase 50 casos registrados, 20 já se tornaram inquéritos por furto e estelionato. A prisão ocorreu nesta terça-feira (18) e foi divulgada nesta quarta (19). Ela chorou ao ser apresentada na delegacia.

Segundo o delegado-adjunto da 1ª DP, João de Ataliba Nogueira, a mulher tinha o costume de aplicar os golpes em salões de beleza, oficinas mecânicas, postos de gasolina, lojas de animais de estimação e até em uma clínica de cirurgia plástica. Vendedores de produtos em sites de compras também foram alvos da suposta estelionatária.

De acordo com as investigações, Larissa se apresentava às vítimas como arquiteta, e fazia uma transferência falsa ao pagar por serviços ou objetos. Para convencer os lojistas e empresários a aceitar pagamentos alternativos, a suspeita usava os dotes físicos e o charme.

"Ela sabia que a transação não seria autorizada e, por meio do charme, inventava uma história, pegava o número da conta corrente da vítima, simulava uma transferência bancária e apresentava um comprovante digital falso", explicou o delegado.

Após dois meses de investigação, a polícia a localizou em uma loja de produtos fitness, onde tentou fazer uma compra de R$ 300. O dono do local percebeu que o comprovante da transferência não havia caído na conta e negou a venda dos itens. Larissa, então, pegou os artigos e tentou fugir.

Policiais civis já monitoravam a "falsa arquiteta" há dois meses. Eles cumpriram a prisão preventiva pelos crimes de estelionato, e uma prisão em flagrante por furto.

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

Policiais civis do Rio de Janeiro realizam uma operação, na manhã desta quinta-feira (20), na Baixada Fluminense, para desarticular um esquema de tráfico internacional de adolescentes. A suspeita é de que a quadrilha trazia jovens do Paraguai para exploração sexual. A ação foi batizada como operação "Coiote".

Até as 10h30, quatro pessoas tinham sido presas e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos. As investigações começaram depois que uma das adolescentes fugiu do cativeiro e foi até a Delegacia de Atendimento à Mulher para pedir socorro.

Pelo menos 25 agentes estão nas ruas para cumprir os mandados de prisão. De acordo com a investigação, as adolescentes, de maioria entre 16 e 17 anos, eram aliciadas no Paraguai e trazidas para o Brasil com a promessa de que trabalhariam aqui. No entanto, ao chegarem ao país, eram mantidas em cativeiro e exploradas sexualmente.

Ainda segundo a investigação, a líder do esquema seria uma mulher, também paraguaia. Ela foi presa na manhã desta quinta na Baixada Fluminense.

Veja o Vídeo

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 20 jul, 2017

Já se vão três anos e os profissionais de segurança pública do estado de São Paulo estão sem reajuste, mesmo com o crescente aumento da criminalidade, mais trabalho, o governo Alckmin não se sensibiliza e continua negando reajuste sob pretexto de esta no "limite"  da Lei de responsabilidade fiscal.

Os policiais militares sob rígido regulamente disciplinar, sem poderem reivindicar, sem direito a greve ou qualquer outro movimento reivindicatório estão a deriva, segundo cabo Wilson, presidente da Associação dos cabos e soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo 100% dos policiais militares estão endividados.

Várias foram até agora as tentativas para um reajuste salarial sem efeito, lembrando que o ano de 2018 por ser ano de eleições fica, por Lei, proibido reajustar salários de servidores públicos, assim, se não houver neste ano um reajuste no final de 2018 os profissionais de segurança publica já irão somar quatro anos com salários congelados.

Veja vídeo do Presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Da Redação.

Por Amílcar Landiosi Jr.

ao AMILCAR LANDIOSE 19 jul, 2017
Um dos homens mais procurados de Minas Gerais foi preso pela Polícia Civil. Renato Pereira de Souza foi condenado pelo latrocínio – roubo seguido de morte – de um policial militar e de um homicídio contra um rival do tráfico de drogas. Ele estava foragido e foi encontrado no Espírito Santo. Segundo as investigações, ele mantinha conexões com criminosos de Belo Horizonte e municípios da Grande BH e tentava expandir o tráfico de drogas para o estado vizinho. Ao ser apresentado na tarde desta quarta-feira, Renato negou os fatos.
Renato já tinha cumprindo nove anos de pena por causa dos crimes. Porém, fugiu de Minas Gerais depois de receber um benefício da Justiça de saída temporária. “A partir de investigações levantadas pela Polícia Civil, apontaram que um dos mais procurados de Minas Gerais, se encontrava em Vitória, no Espirito Santo. Ele foragiu naquele estado, uma vez que tinha contra ele um mandado de condenação de 45 anos e oito meses de prisão por um homicídio e latrocínio”, explicou o delegado Eduardo Hilbert.

O latrocínio foi contra o policial militar Altemar Rogério de Campos, na época com 36 anos, no Bairro Paquetá, na Região da Pampulh. O crime aconteceu em 2005. As investigações apontaram que Renato e outros dois homens, entraram na casa da vítima. Ao ver os invasores, o policial reagiu e foi atingido por um tiro. Ele morreu na hora. “Com relação ao homicídio, ele aconteceu em Jequitinhonha. A motivação seria pela disputa do tráfico de drogas no município”, comentou o delegado.

Renato foi julgado pelos crimes e condenado. Ele ficou preso por nove anos, mas recebeu o benefício de saída temporária. Mas não voltou para a cadeia. “Assim que teve oportunidade, recebeu benefício no curso da execução penal e foragiu para o Espírito Santo. Lá, mantinha um elo com criminosos de Belo Horizonte e região metropolitana. Então, ele já tinha o interesse e demonstrava que queria expandir os negócios exclusos e ilegais daqui de Minas para aquele estado”, disse Hilbert.

Uma operação foi montada pela Polícia Civil e conseguiu prender Renato em 13 de junho. Ele estava na casa de um irmão, que à princípio, não tem participação nos crimes. Segundo o delegado, o homem não reagiu a prisão.

Durante a apresentação, Renato negou que queria expandir os crimes para o Espírito Santo e que desta vez vai cumprir a pena pelo qual foi condenado. “Tenho nada a falar não. Já paguei pelo meu erro. Já cumpri por nove anos. Estou só recapturado. O que fiz não tem como voltar atrás. Ganhei a “descida” (nome dado a saída temporária) e não voltei. Agora, vou cumprir de boa. Estava trabalhando”, disse.
Fonte: em.com.br
ao AMILCAR LANDIOSE 19 jul, 2017

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Wolney Dias, afirmou nesta quarta-feira (19) que defende a prisão perpétua para assassinos de policiais. A declaração foi dada durante o enterro de um soldado morto na última segunda-feira.

"Acho que quem atenta contra vida do policial atenta contra o Estado. Isso é um ato de terrorismo. Eu defendo penas muito severas", disse ele. Questionado pela reportagem de como deveria ser feita esta reformulação, Wolney respondeu: "Sinceramente, esse tipo de crime deveria ser prisão perpétua".

Em abril, Wolney já tinha dado declaração polêmica sobre a execução de dois homens em Acari, flagrada em vídeo após a morte da menina Maria Eduarda.

Ao jornal "O Dia", ele disse que não concordava com o crime, mas que entendia. "É humanamente compreensível baseado no estresse que esses policiais vivem".

No Rio, 89 foram policiais militares mortos neste ano. O número já é maior do que os 77 do ano passado. Na média, um PM é morto a cada dois dias.

"Esta perda se elevou nos últimos dois anos e nós temos quase 2 mil policiais militares a menos por ano. Hoje, não tenho reposição. Em razão da crise financeira, não podemos incrporar policiais militares. A cada dia, temos menos policiais nas ruas", afirmou Wolney.

Recompensa de R$ 5 mil

Também nesta quinta-feira, a PM divulgou em seu twitter uma recompensa de R$ 5 mil para informações sobre assassinos de agentes. "Colabore com informações que levem à prisão de assassinos de policiais.#ValorizeQuemTeProtege #ApoieaPolicia @DDalertaRio #Parceria", diz o post.

🚨Colabore com informações que levem à prisão de assassinos de policiais.#ValorizeQuemTeProtege #ApoieaPolicia @DDalertaRio #Parceriapic.twitter.com/6RspkV9XDd

— July 19, 2017
Fonte: G1
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