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Juliana Paes e a "heroína brasileira" "Bibiperigosa". 

  • ao AMILCAR LANDIOSE
  • 12 jul, 2017

Ser marginal é sinônimo de sucesso no Brasil nos dias de hoje.

Esse é o reflexo da nossa sociedade, fazem apologia ao crime, e no final das contas é a polícia que não deve sair dos quartéis pra não haver confronto e nenhuma "bala perdida" atingir ninguém.

Nunca pensei viver pra assistir essa inversão de valores.

Imoral, porém esperar o que de um país que tem uma imprensa podre, que exalta vagabundos e vagabundas, traficantes, delinquentes e marginais com personagens protagonistas, de destaque, numa telenovela em horário nobre. Infelizmente é disso a pior.

E ainda achando pouco, dão um belo presente, com uma reportagem/entrevista da atriz protagonista com a traficante da vida real num telejornal semanal do Domingo, um telejornal tradicional, o Fantástico, encorajando os nossos jovens a caminhos de "liberdade e aventuras proibidas", que nós já conhecemos muito bem qual o final.

Na busca por audiência/dinheiro a Rede Globo de Televisão não tem escrúpulos, sensatez e muito menos preocupação com os reflexos nos jovens brasileiros.

Não é possível se ter liberdade sem antes ter o discernimento do certo e do errado, daquilo que é moral e do que é legal.

A liberdade de expressão quando atrelada ao respeito, honestidade e educação se torna de fato liberdade de expressão, o que vemos neste caso é a mais pura podridão ideológica.

Da Redação.

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PolicialBR

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

A delegacia do 10º Distrito Policial, localizada no Bairro Antonio Bezerra, foi atacada por 12 pessoas, na noite deste domingo (23).

Mas em menos de 24 horas, três homens suspeitos de participarem desse ataque já foram presos. Francisco Anderson Sales, Ítalo Mendes e Juliano Moraes da Silva foram identificados e detidos.

Com eles, várias munições, 3 revólveres, 1 pistola, maconha e balança de precisão também foram apreendidos. Além disso, os veículos que foram usados na ação também foram resgatados.

De acordo com informações da Polícia, os homens tentavam resgatar um preso que fazia parte de uma facção criminosa e também queriam roubar armas que estavam na delegacia. Os outros suspeitos ainda estão foragidos, e a Polícia segue em busca de prendê-los.

A ação foi registrada pelas câmeras de segurança, e é possível ver a violência com que os criminosos chegam na delegacia, porém a reação dos policiais plantonistas foi imediata. Duas mulheres que aparecem nas imagens se assustam com o fato e uma delas até cai para não ser atingida por um dos tiros.

Fonte Tribuna do Ceará

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

Se um advogado, ou qualquer outra pessoa, portar uma arma para sua defesa pessoal responderá por porte ilegal de arma, no entanto, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em julgamento da Apelação Criminal o traficante de drogas ilícitas foi absolvido em sua apelação, sob a tese de que a arma era utilizada para proteção pessoal em razão do comércio de entorpecentes praticado e ao guarnecimento da atividade ilícita.

Em outras palavras pode se dizer que o bandido tem direito a portar uma arma para a sua defesa contra os outros bandidos de outras facções, pois necessita pela atividade de risco que pratica.

É no mínimo inusitado, para não dizer estranho que o Poder Judiciário considere lógica a absolvição por atipicidade o crime de porte ilegal de arma, quando for cometido em defesa do criminoso para se defender dos demais criminosos.

Pergunta-se:. Como fica a defesa do cidadão de bem, que não tem direito a porte de arma para se defender dos criminosos que o Estado não consegue colocar na cadeia.

Para conhecimento do mundo jurídico e da população em geral é que o Portal Justiça dar propulsão a divulgação do Acórdão, conforme segue:

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

A norma, lembrou o comandante, abrange quem está na inatividade, mas presta serviço à Marinha. A punição vai da repreensão, passando pela prisão e chegando à demissão do inativo.

A turbulência política, com o presidente Temer envolvido em denúncias de corrupção, motivou muitos militares a protestarem nas redes sociais — um fenômeno que, segundo fontes da caserna ouvidas pelo DIA, não aconteceu durante a derrocada da presidente Dilma Rousseff, no ano passado.

O movimento do comandante da Marinha — considerado de perfil discreto — divide especialistas. A advogada Livia Figueiredo, que encontrou um envelope perdido em um ônibus que continha documentos na qual a mensagem estava reproduzida, classificou a atitude do oficial como a implantação de uma ‘Lei da Mordaça’. “É o Temer querendo calar a boca de todo mundo”, afirmou.

Livia protocolou pedido de apuração no Ministério Público Federal. Mas, segundo o órgão, a representação foi arquivada porque não havia elementos que comprovassem a denúncia. A advogada tem até o dia 2 de agosto para recorrer. “Farei isso, sem dúvida”, anunciou.

Flávio Milhomem, professor de Direito Penal e Direito Penal Militar e promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sustenta que o direito à liberdade de expressão não é absoluto e admite ponderações. “O presidente da República é autoridade suprema, sob cuja autoridade se encontram as Forças Armadas, organizadas com base na hierarquia e na disciplina. Eventuais críticas a resolução do governo, ou atos diretos do presidente da República, podem encontrar adequação típica no referido artigo 166 do CPM, gerando responsabilidades penais e administrativas ao militar por elas responsável”, sustentou.

Em nota sobre a determinação do Comando, a Marinha foi taxativa: “Ressalta-se que a Marinha do Brasil é uma instituição nacional, permanente e apartidária que age em absoluta conformidade com a Constituição, não cabendo a esta Instituição apresentar juízo de valor em relação a assuntos de natureza política”.

Militar de volta ao poder só se ‘fosse eleito pelo povo’, diz general

A volta dos militares ao poder é pedida por setores da população e defendida por muitos integrantes das Forças Armadas que já foram para a reserva. A hipótese é rejeitada pelo 1º vice-presidente do Clube Militar, general de divisão Clóvis Purper Bandeira. “Não cabe aos militares voltarem ao regime do exercício do poder político. Só se o representante da Força passasse pela candidatura a que se submete qualquer cidadão e fosse eleito pelo povo”, afirmou.

O general disse acreditar que as manifestações nas redes sociais não têm grande participação dos militares que estão na ativa. “Isso acontece muito com aqueles que estão na inatividade. Mas quem ainda presta serviço à Força está submetido ao Regime Disciplinar Militar”, explicou o general.

Em nota oficial, a Marinha enfatizou a ordem: “O comandante da Marinha recomendou aos titulares de Organizações Militares que orientassem os militares da ativa e os inativos que permanecem atuando por Tarefa por Tempo Certo o respeito ao regramento contido no item 2 do artigo 7º do Regulamento Disciplinar para a Marinha (RDM), segundo o qual constitui contravenção disciplinar ‘censurar atos de superior’”. O presidente da República, segundo reza a Constitução, ‘exerce o comando supremo das Forças Armadas’.

O general Bandeira sustenta que a mesma obrigação tem os militares que servem ao Exército e a Aeronáutica. “Não soube de outras mensagens. Mas há regulamento semelhante nas outras Forças.

Fonte O Dia

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

A polícia também está investigando a morte de uma mulher no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, do Rio. Marcilene Soares Gama era acusada de aplicar silicone industrial nas pacientes. O corpo foi encontrado em um terreno baldio, no sábado (22). A vítima estava apenas com as roupas íntimas e não tinha documentos.

No Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Civil chegou à identificação: Marcilene Soares Gama, de 49 anos. Os peritos já descobriram que ela levou um tiro na cabeça.

Marcilene tinha sido presa em 2013 por policiais da 34ª DP (Bangu). Ela respondia em liberdade por ter aplicado silicone industrial nos bumbuns de mulheres. As vítimas tiveram várias lesões no corpo.

A polícia tenta agora entender em que circunstâncias Marcilene morreu. Os investigadores da Divisão de Homicídios (DH) procuram testemunhas e imagens de câmeras de segurança para descobrir quem são os assassinos e qual foi o motivo do crime.

Veja o Vídeo

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

O Batalhão de Operações com Cães (Bac) da Polícia Militar realiza na manhã desta segunda-feira (24) uma operação no Vidigal, no Leblon, na Zona Sul do Rio. A operação acontece pouco mais de 24 horas depois da morte de mais um policial no Rio de Janeiro: o sargento Hudson Silva de Araújo participava de um patrulhamento quando foi atingido na madrugada de domingo (23).

Até as 10h desta segunda-feira, ainda não havia informações sobre apreensões e prisões. Horas depois da morte do sargento Hudson, a Polícia Militar deu início a uma operação no Vidigal. Foram deslocados para a comunidade equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Segundo informações da corporação, o PM foi socorrido por colegas da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e levado ao Hospital Miguel Couto, mas ele não resistiu ao ferimento e morreu. O sargento é o 91º PM morto no Rio em 2017. No Rio de Janeiro, a média chega a um policial morto a cada 54 horas no estado.

Fonte: G1
ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

O sargento Hudson Silva Araújo, de 46 anos, estava sozinho quando foi baleado no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Ele foi o 91º PM morto em 2017.

O Bom Dia Rio teve acesso ao rádio da PM em que um colega de Hudson repassa a informação. "Confirmou: policial baleado, policial baleado, comandante. E sozinho, comandante, sozinho. Tem ninguém lá".

Aos 46 anos ele queria se aposentar daqui a três. O sargento foi levado ao Hospital Miguel Couto, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

No domingo, a PM fez uma operação na comunidade mas não encontrou os suspeitos.

Além da mobilização da PM, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil também investiga o caso. O número de militares direcionados para a operação não é divulgado pela PM por uma questão estratégica.

O sargendo Hudson Silva de Araújo patrulhava uma das principais vias da comunidade quando foi baleado na troca de tiros. O PM chegou a ser socorrido por outros policiais para o Hospital Miguel Couto, que também fica no Leblon, foi operado às pressas, mas morreu na mesa de cirurgia.

A Coordenação de Polícia Pacificadora comunicou que Hudson era supervisor de equipes na UPP Vidigal e completaria 15 anos na corporação em setembro deste ano. O PM era casado e deixa duas filhas. Por enquanto, o corpo do policial continua no Miguel Couto e, mais tarde, ainda nesta manhã, será encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Fonte: G1

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

Segundo os investigadores, o empresário Jacob Barata Filho estava com a ordem judicial para quebra do sigilo bancário dele e de outras dez pessoas, quando foi preso no Aeroporto do Galeão tentando embarcar para Portugal. Em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, o delegado da Polícia Federal Antônio Beaubrun diz que a ordem judicial não poderia estar com o empresário. Ele é acusado de fazer parte de uma organização criminosa que movimentou R$ 260 milhões, num esquema para corromper agentes públicos e garantir contratos milionários com o governo do Rio de Janeiro.
Veja o Vídeo

Fonte: G1 

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017
A Polícia Militar do Distrito Federal encontrou, nesse sábado (22/7), um galpão, no Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), que estava sendo usado para guardar uma grande quantidade de carga roubada. No local, a equipe da Patrulha Tático Móvel (Patamo) encontrou um caminhão roubado em Uruaçu (GO), cerca de 270 km distante de Brasília.
 
Segundo a corporação, o veículo foi roubado na noite de sexta-feira (21/7). Nele, havia mais de 500 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai, além de um aparelho que bloqueia o rastreador do caminhão, ferramentas e roupas roubadas.
O local funcionava como uma central de distribuição de cargas roubadas. Nas imagens, feitas pela PMDF, é possível ver a mercadoria. O valor dos produtos pode chegar a R$ 5 milhões. As investigações são da Delegacia de Roubo de Cargas (Decar) do Estado de Goiás em apoio com a Polícia Civil do DF. A polícia procura os suspeitos dos roubos.

Fonte: Correio Braziliense
ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017

Os americanos estão chegando, e eles vêm fardados. O desembarque será no coração da Amazônia, em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Peru, Brasil e Colômbia. Ficarão por lá sete dias, entre 6 e 13 de novembro. O convite foi feito pelo Exército brasileiro e a operação faz parte do projeto AmazonLog  – um exercício militar inspirado numa atividade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em 2015, da qual o Brasil foi um dos observadores.

O convite causou cizânia entre os militares. A ala nacionalista chiou. A região é considerada estratégica do ponto de vista dos interesses nacionais por concentrar a maior biodiversidade do planeta e ser fonte de recursos hídricos e reservas minerais. A proximidade irritou especialmente os oficiais da reserva. À boca pequena, via e-mail , deixaram claro o grau de insatisfação: “Convidar as forças armadas dos EUA para fazer exercícios conjuntos com nossas Forças Armadas, na Amazônia, é como crime de lesa-pátria. Ensinar ao inimigo como nos combater na selva Amazônica é alta traição”.

Oficialmente, o Exército brasileiro nega que a intenção seja criar uma base multinacional em plena Floresta Amazônica, ainda que esta tenha sido um dos subprodutos da operação da Otan, realizada na Hungria, há dois anos. Lá, a operação foi militar; aqui, é descrita como uma “cooperação de paz e ajuda humanitária comum em áreas remotas e desassistidas”, ainda que a região seja visada pelo narcotráfico como rota de passagem.

Mudança de rota

Ainda que a operação AmazonLog não tenha sido a primeira a colocar lado-a-lado militares brasileiros e americanos no país – às vésperas das Olimpíadas no Rio de Janeiro, as Marinhas dos dois países fizeram uma atividade conjunta com foco no combate ao terrorismo -, ela vem à reboque de outros acordos militares assinados entre Brasil e Estados Unidos, e que sinalizam uma mudança de rota nas relação bilateral entre os dois países.

“No fim da Guerra Fria, o Brasil se deparou com um país (EUA) que era aliado estratégico e que, de repente, começou a agir de forma totalmente independente, como superpotência única. Isso provocou uma reação de hiperdefesa da Amazônia e de afastamento”, avalia o cientista político João Roberto Martins Filho, professor da Universidade Federal de São Carlos e ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa.

Em março último, o comandante do Exército Sul dos Estados Unidos, o major-general Clarence K.K Chinn, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Militar. Na ocasião, visitou instalações do Comando Militar da Amazônia – uma demonstração clara de que a doutrina de defesa da Amazônia perdia força, depois de ter dominado durante décadas o pensamento corrente nas forças armadas brasileiras.

Martins não acredita que o gesto de aproximação entre Temer e Trump redunde em liberar a estratégia militar de guerra na selva, mas tem um “peso simbólico” importante, já que representa uma ruptura com a política de defesa do Brasil.

Especialista em assuntos estratégicos e editor da Agência de Notícias DefesaNet , Nelson Düring, considera um retrocesso criticar a parceria entre os dois países: “Até hoje, não descobri qual a razão de tanta restrição aos EUA por uma parte grande dos militares. O exercício trata-se de uma interação com outras forças militares. Até recentemente, não eram aceitos militares estrangeiros no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Agora, já tivemos americanos, europeus e até chineses. Cabe ao Brasil preservar os seus segredos. Muito do que poderia ser mantido em sigilo antes é hoje devastado pelos satélites de observação”.

Fonte projetocolabora

ao AMILCAR LANDIOSE 24 jul, 2017
Que o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC, ampliou os negócios para além das prisões paulistas já se tem notícia há pelo menos 10 anos. Que a facção criminosa cooptou integrantes das forças militares do Paraguai, uma reportagem do Correio, publicada há um mês, também já contou. O que não se sabia até agora era que os bandidos brasileiros trabalham numa espécie de parceria comercial com o Hezbollah, a organização paramilitar libanesa, com sede em Beirute, a mais de 10.000km do Brasil. A partir de relatórios inéditos e entrevistas com integrantes de forças de segurança nacionais e estrangeiras, a relação entre os dois grupos é estabelecida para além de simples suposições, expondo o tráfico de drogas e armas, o contrabando — de produtos eletrônicos, cigarros, roupas e combustível — e a sonegação de impostos. Tudo negociado e movimentado a partir das fronteiras.
 
De acordo com um relatório apresentado pela Fundação de Defesa da Democracia (FDD) — organização não governamental norte-americana que atua no combate a grupos terroristas —, o PCC, maior facção do crime organizado brasileiro, se aliou ao Hezbollah para elevar o poder financeiro. De acordo com o documento, o PCC está comprando drogas em países sul-americanos, como Paraguai e Colômbia, e repassando ao grupo que atua no Líbano. Segundo a FDD, as drogas são adquiridas por um baixo preço nas nações que fazem fronteira com o Brasil e vendidas por valor mais elevado ao Hezbollah. Além disso, a atuação central do PCC seria no contrabando de cigarros.
 
Os criminosos se aproveitam da imensa faixa de fronteira do Brasil com 10 países da América do Sul para entrar com produtos ilegais. São mais de 15 mil quilômetros em que graves problemas de vigilância permitem o comércio milionário do crime organizado. O cientista político Guaracy Mingardi, que atuou na Secretaria Nacional de Segurança Pública, investiga o PCC há mais de 20 anos. Ele conta que hoje a facção brasileira ganhou ramificações internacionais. “O PCC já é um grupo criminoso internacional. Ele tem escritório no Paraguai  para o transporte de drogas e armas, e na Bolívia, onde os entorpecentes são comprados. Tem algumas ligações no Peru, na Colômbia. Muitas vezes, eles podem fazer esse transporte de mercadoria para a Europa e para o Oriente Médio. Já sabemos que ocorre há algum tempo”, destaca.
 
Na Bolívia, um quilo de cocaína custa cerca de R$ 10 mil. Já no Brasil, a mesma quantidade chega a valer mais de R$ 20 mil, sendo que muitas vezes é misturada com outros produtos para render mais e pode resultar num lucro de R$ 180 mil. Os representantes do Hezbollah compram a droga pelo preço vendido em território brasileiro, o que propicia um ambiente financeiramente favorável para a expansão do PCC. Por meio de pontos vulneráveis, o entorpecente entra no Brasil via terra, ar e rios.

Rota de escoamento

O ponto mais crítico é na região de Mato Grosso do Sul que faz fronteira com o Paraguai. O país vizinho é usado como rota de escoamento da droga e de produtos ilegais, que vão parar nas grandes cidades brasileiras. Uma vez aqui dentro, a droga é enviada para o comércio nas cracolândias, em bocas de fumo de todos os estados, em presídios e nas periferias. No entanto, parte dos entorpecentes trazidos pelo PCC já tem destino certo: segue para o Oriente Médio, comprada pelo Hezbollah. Essas atividades rendem à facção brasileira um orçamento anual de R$ 20 milhões. O dinheiro financia a compra de armas e o recrutamento de criminosos que atuam dentro e fora das prisões para manter o poder paralelo da organização.
 
No ano passado, o narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, 56 anos, foi assassinado a tiros de metralhadora .50, equipamento usado em guerras. Conhecido como o “Rei do Tráfico”, ele tinha imposto um pedágio para o transporte da droga entre os dois países. De acordo com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, entre 30 e 40 veículos do PCC foram usados no ataque que matou Raffat. Na hora do crime, ele estava acompanhado por 30 seguranças e usava uma caminhonete blindada.
 
Os prejuízos com o contrabando não se limitam ao financiamento das organizações no Brasil e no exterior. Esse tipo de atividade ilegal causa dano bilionário. O Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) aponta que somente o contrabando de cigarros provoca um impacto negativo de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. Em 2016, o levantamento da instituição mostrou que a pirataria e a sonegação de impostos, resultantes da entrada de produtos ilegais em território nacional, geraram um prejuízo de R$ 130 bilhões nos setores público e privado.

Associação de facções é antiga

A relação simbiótica entre facções brasileiras e de países da América Latina é antiga, mas, como se vê, está se ampliando para grupos de países árabes. Em entrevista ao Correio na quinta-feira, o general do Exército Theophilo Gaspar de Oliveira — militar experiente em assuntos relacionados ao combate ao tráfico de armas — citou casos de envolvimento de traficantes brasileiros, como Fernandinho Beira-Mar, que circulou pelo Paraguai antes de ser preso, em 2001, na Colômbia. “As facções ampliaram o poder para além das fronteiras”, diz o general, chefe do Comando Logístico do Exército, em Brasília. Uma das recomendações do militar é controlar com mais eficiência os armamentos produzidos no Brasil, estabelecendo sanções e restrições para países que revendem os produtos nacionais.
 
No ano passado, por exemplo, o Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou a fabricante brasileira de armamento Taurus por exportar ilegalmente um lote com oito mil armas para o iemenita Fares Mohammed Mana’a, que, de acordo com as Nações Unidas, é um dos maiores traficantes de armas do mundo. Na denúncia, os procuradores afirmam que as peças foram vendidas por R$ 2 milhões por dois executivos da companhia. As pistolas e revólveres comercializados sem autorização dos órgãos reguladores foram parar no Iêmen, sendo usados na guerra civil que assola o país.
 
A Taurus é a maior exportadora de armamento da América Latina. De acordo com o MP, estava preparada para enviar um segundo lote, de 11 mil armas. Em nota, a Procuradoria da República do Rio Grande do Sul informa que o processo continua em andamento na Justiça do estado, já que a sede da empresa é em Porto Alegre. No entanto, por conta do envolvimento com organizações internacionais, o caso está sob segredo de Justiça.
 
Já a Taurus alega que todas as armas vendidas pela empresa são documentadas e seguem os protocolos exigidos pela legislação brasileira que regulam a comercialização. Em relação ao episódio do Iêmen, a empresa afirma que a conduta apurada pela Justiça se refere à ação isolada de dois ex-funcionários. Os lotes investigados teriam sido vendidos ao governo do Djibouti, nação do nordeste da África, e a Taurus afirma que “não teve na época motivos para desconfiar dos compradores”.
 
O general Theophilo destaca que o Brasil deveria seguir o modelo europeu e aplicar regras mais rígidas no controle do comércio dos artefatos. “Os países europeus estabelecem restrições quando uma arma deles é contrabandeada ou vendida. Por que não temos as mesmas regras para as nossas?”, questiona.
 
Um dos casos mais rumorosos ocorreu ao longo de um processo de compra de metralhadoras HK, da Alemanha, para forças de segurança do Brasil durante os Jogos Olímpicos de 2016. Supostamente, algumas armas desse lote específico teriam ido parar nas mãos de integrantes do Cartel de Sinaloa, no México. Como o contrato envolvia um “suporte logístico” para reposição de peças, o Brasil ficou impossibilitado de importar produtos para as próprias armas, por imposição do país fabricante.
 
Atualmente, está prevista a atualização do regulamento para fiscalização de produtos controlados, o R-105, como é conhecido entre os militares. No texto, há um artigo que estabelece restrições de comércio para países que revendam armas brasileiras ou não consigam controlar o tráfico dos produtos. A minuta do novo regulamento circula, num bate e volta infindável, entre os gabinetes dos ministérios da Defesa e da Casa Civil há mais de um ano, sem data ainda para se transformar em regra. (LC e RS)
 
Fonte Correio Brazilience
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