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Militares na política do século XXI

Os militares ao longo da história tem tido um papel importante na política nacional, de forma singela ou quase nenhuma na época do império.

Já nas articulações para Proclamação da República o papel foi fundamental, alguns afirmam que ela foi um golpe militar, após sua proclamação os militares tiveram participação atuante e de forma muito participativa nos períodos de democracia.

O interessante é que nos períodos ditatoriais da história de nosso país, quando os militares estiveram no poder apenas a cúpula militar atuava, os demais eram proibidos, cabos e soldados nem podiam votar.

Como toda opressão gera uma explosão, no meio militar politicamente não foi diferente, muitas foram as revoltas e as lutas na busca de direitos fundamentais dos cidadãos militares.

Este “chove e não molha” político se arrastou até o século XX e só agora no século XXI é que os militares passaram a atuar de forma indiscriminada na política nacional.

A participação de fato ganhou força a partir do ano 2.000 mais especificamente com advento da PEC300 que mobilizou toda categoria dos policiais e bombeiros do Brasil, levando a grandes manifestações.

Ainda se tem algumas restrições que desestimulam a categoria, tal como no caso de um militar eleito ser aposentado proporcionalmente e não podendo retornar as suas atividades caso não seja reeleito.

Agora nas eleições de 2018 observa-se grande número de militares concorrendo aos cargos eletivos, observa-se também muitos deles ao lado de civis como seus vices.

O momento é bastante interessante e merece um olhar mais atento porque com a crise em que o país vive na questão da segurança pública a população busca pelos militares, a que se observar e alertar para o devido cuidado dos políticos lacaios que buscam tirar proveito desta situação, é preciso cuidar para não contaminar a tropa com métodos de políticas escusas e desonestas.

O número de militares participando deste pleito eleitoral é grande, isto tem suas vantagens e desvantagens, a desvantagem é a pulverização dos votos e não eleger ninguém, a vantagem é maior opção de escolha. É preciso consciência política por parte dos militares ao irem as urnas escolherem seus representantes.

Não podem e não devem votar por afinidade e sim pelas propostas, histórico e vida pregressa dos candidatos, eleger por companheirismo este ou aquele pode fazer com que o tiro saia pela culatra ofuscando no futuro o olhar de muitos, lembrando que na política não existe hierarquia militar, praças e oficiais são iguais candidatos concorrendo ao pleito eleitoral, eleitos a única hierarquia é a hierarquia política portanto não se atentem ao fato do candidato ser praça ou oficial e sim a quem ele é!

Por estarem avançando a toda vela politicamente, os militares não podem se dar o luxo de errar o voto por causa de afinidade, devem, na minha opinião, votar naqueles que tem possibilidade de se elegerem e se reelegerem, erar o voto pode levar a derrota política da categoria causando grandes prejuízos até mesmo de ordem financeira; a reforma da previdência ainda não acabou e vai ressurgir em 2019 e quem não tem representatividade política delega as tomadas das decisões aos outros.

Votar com consciência, buscando neste primeiro momento reeleger os eleitos porque eles já tem muitos trabalhos em andamento que se não reeleitos serão perdidos é o mínimo que se pode fazer por agora!

Não percam esta oportunidade, com um militar para presidente e reforçando a Câmara e o Senado elegendo e reelegendo militares vai dar sustentação para grandes mudanças futuras.

Não percam esta oportunidade pra depois não dizer que eu não avisei!

Amílcar Landiosi Jr

Redator site PolicialBR

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