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Sanções unilaterais dos EUA contra o Irã entram em vigor

Medidas afetam transações financeiras, importações de matérias primas, o setor automotivo e a aviação comercial.

Montagem com as fotos do presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani (Foto: Mary F. Calvert e Peter Klaunzer / Reuters)

Montagem com as fotos do presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani (Foto: Mary F. Calvert e Peter Klaunzer / Reuters)

Os Estados Unidos retomaram nesta terça-feira (7) sanções unilaterais contra o Irã, que estavam suspensas desde 2015, quando foi assinado o acordo nuclear entre Teerã e as principais potências econômicas. Em maio, o presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo e anunciou que restauraria as medidas restritivas.

As duas primeiras rodadas de sanções entraram em vigor às 4h01 GMT (1h01 em Brasília), afetando transações financeiras, importações de matérias primas, o setor automotivo e a aviação comercial.

Elas proíbem o Irã de comprar dólares e metais preciosos, o que integra uma tentativa mais ampla de cortar o país do sistema financeiro internacional. Também ficam proibidas as importações de tapetes e alimentos produzidos no Irã. Negócios com aço, carvão e alumínio também foram vetados.

No início de novembro, os Estados Unidos planejam colocar em prática um segundo pacote de sanções, que visam o setor petrolífero, a indústria naval e o Banco Central do Irã.

As sanções valem apenas para americanos (pessoas, empresas ou organizações), mas afetam também empresas de outros países, já que elas podem ser multadas, excluídas do mercado americano ou impedidas de fazer negócios com empresas americanas se não respeitarem as sanções dos EUA.

Empresas estrangeiras podem ser afetadas também de forma indireta. Uma empresa alemã que venda produtos para o Irã, por exemplo, pode ter dificuldades para encontrar um banco que transfira seus euros para a Alemanha, pois os bancos temem ser excluídos do sistema financeiro americano.

Sanções internacionais também criam um ambiente de instabilidade que afasta investidores por dificultar o planejamento de longo prazo.

‘Pela paz mundial’
Nesta manhã, Trump afirmou no Twitter que as sanções são as mais severas já impostas e que em novembro elas se tornarão ainda duras. “Quem fizer negócios com o Irã, não fará com os Estados Unidos. Eu estou pedindo pela paz mundial, nada menos”, disse Trump.
Relações tensas
Na semana passada, o presidente americano afirmou estar disposto a encontrar o presidente do Irã, mas Hassan Rohani disse na segunda-feira (6) que “não faz sentido” os EUA convidá-lo para negociações ao mesmo tempo em que estabelece novas sanções ao país.

“Associar as negociações às sanções não faz sentido. Estão impondo sanções às crianças iranianas, aos doentes, à nação”, declarou Rohani.

Ele ainda afirmou que os EUA “querem lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e criar divisões entre o povo”.

Ele ainda afirmou que os EUA “querem lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e criar divisões entre o povo”.

“Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca”, disse Rohani.
A relação entre os dois países, pouco amistosa desde a Revolução Islâmica de 1979, deteriorou-se desde que Trump assumiu a presidência em janeiro de 2017. Em maio, Trump acusou o Irã de não cumprir o acordo multilateral, firmado ainda no governo Barack Obama, que previa a redução das suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais. Apesar das críticas da comunidade internacional, os Estados Unidos se retiraram do acordo.
‘Pressão máxima’
Washington disse querer exercer uma “pressão máxima” sobre o Irã por meio das sanções. “No momento em que mantemos nossa pressão econômica ao máximo sobre o regime iraniano, continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo”, afirmou Trump em um comunicado na segunda.

“O regime iraniano tem uma escola”, afirmou o presidente americano. “Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora, e poderá retornar para o seio da economia mundial, e pode continuar na rota do isolamento econômico”.

Fonte G1

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