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Em Chicago, polícia pede ajuda depois de fim de semana com 60 feridos a tiros

O prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, nesta segunda-feira, após entrevista a jornalistas sobre o fim de semana de violência e mortes na cidade - Joshua LOTT / AFP

O prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, nesta segunda-feira, após entrevista a jornalistas sobre o fim de semana de violência e mortes na cidade – Joshua LOTT / AFP

Em Chicago, polícia pede ajuda depois de fim de semana com 60 feridos a tiros

CHICAGO — A polícia de Chicago classificou o fim de semana passado como um dos mais violentos da história da cidade. Ao todo, segundo a BBC, 60 pessoas foram vítimas de disparos de armas de fogo, das quais dez morreram. Ante os números, as autoridades policiais convocaram jornalistas e a imprensa local para fazer um apelo por ajuda da população:

— Estou cansado disso, todos nesta cidade estão cansados disso — desabafou o superintendente da polícia Eddie Johnson nesta segunda-feira. — Continuamos enviando uma mensagem de que é ok cometer esses crimes porque não fazemos nada enquanto comunidade.

As vítimas deste fim de semana se concentraram nas regiões Sul e Oeste da cidade. Em apenas três horas na madrugada de sábado para domingo, 30 pessoas foram baleadas.

Segundo Johnson, a polícia tem “boas pistas” sobre alguns dos suspeitos, mas ainda não executou nenhuma prisão. Ele pediu que membros da comunidade ajudem a identificar os indivíduos que causam violência na cidade.

— Certamente o Departamento de Polícia de Chicago pode melhorar, mas, no fim do dia, os policiais não dormem com esses indivíduos à noite, não acordam com eles pela manhã… Alguém sabe quem fez isso — continuou o superintendente. — Eles me responsabilizam, responsabilizam o prefeito, o conselho da cidade, mas onde está a responsabilidade de cada um? Nunca ouço essas pessoas dizendo a esses indivíduos na rua que eles precisam parar de puxar o gatilho.

O prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, também pediu aos cidadãos para que participem e falem o que sabem às autoridades.

— Todos os que amam essa cidade e a chamam de casa têm a responsabilidade de cuidar de seus bairros — afirmou Emanuel.

A polícia classificou este como um dos mais violentos finais de semana de Chicago. “Este é o pior momento que já vi”, disse um policial que nÕa quis se identificar ao “Chicago Sun Times. “Há muita tensão no ar… E isso deve piorar”, completou.

A mesma polícia, por outro lado, lembrou que os números deste fim de semana estão fora da tendência da cidade como um todo, cujas estatísticas de disparos estão em queda. No início deste mês, o “Chicago Tribune” informou que ocorreram 532 tiroteios a menos neste ano com relação ao mesmo período do ano passado. Desde 2017, o número caiu 30%, e os homicídios, 25%.

Ainda assim, segundo o “USA Today”, a cidade registrou mais de 300 homicícios (com armas de fogo) em julho, mais do que qualquer outra cidade dos Estados Unidos. Numa comparação imperfeita com estatísticas de julho do Rio de Janeiro, Chicago ganha com folga: os números da capital do Rio, somados aos das cidades de Belford Roxo, São Gonçalo, Niterói e Duque de Caxias totalizam 101 mortos (a bala) em julho passado, de acordo com a plataforma digital Fogo Cruzado.

No caso de Chicago, segundo as autoridades locais, a onda de violência no final de semana é resultado de confrontos entre gangues, cujos membros atiram indiscriminadamente em meio a multidões. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu repetidas vezes intervir em Chicago e, no ano passado, disse que o crime na cidade alcançou “proporções epidêmicas”.

Fonte O Globo

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