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PolíciaBR apóia:

Grupo que fez gerente e família reféns em roubo a banco é preso e diz ter aprendido crime na internet

Segundo delegado, eles assistiam a reportagens que relatavam essa modalidade de assalto. Vítima chegou a ter colete com explosivo militar amarrado ao corpo.

Uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar conseguiu prender em flagrante quatro pessoas suspeitas de fazer o gerente e a família reféns durante um roubo a banco em Nerópolis. Segundo o delegado Alex Vasconcelos, eles confessaram ter aprendido como praticar o crime vendo reportagens na internet. O grupo chegou a colocar um colete com explosivos militares no corpo do homem como forma de ameaça.
Três dos suspeitos são de Goiânia e um, de Nerópolis. Eles foram encontrados após as corporações fazerem um cerco na região em busca dos criminosos.
“Eles disseram que viram como faziam o crime por meio de reportagens na internet, então, desse pseudo know-how, eles tentaram cometer esse delito. Contudo, foram contidos a tempo. Com a utilização dos artefatos que eles utilizaram, colocaram em risco não apenas a vida das vítimas diretas do crime, mas também toda a população”, disse.

O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (18). Os criminosos renderam o gerente em casa, junto com as duas filhas e a empregada doméstica. O homem foi levado até o banco e as filhas foram mantidas como reféns, uma em cada carro.
As filhas do gerente foram liberadas próximo ao posto policial da GO-080 e o homem foi deixado no banco. Ainda não há informação se os criminosos conseguiram levar algum valor. “Foi uma artimanha dos seguranças com os gerentes, em trabalho com a Polícia Militar, de senha e contra-senha para dizer-se que tem algo de errado acontecendo e foi isso que possibilitou a frustração do roubo”, disse o major da PM, Fábio Prates.

Segundo o delegado Alex Vasconcelos, essa é a quarta quadrilha presa este ano que pratica crimes com as mesmas características. “O que mais chamou a atenção foi a utilização de artefatos explosivos de uso militar, que não são comumente utilizados. Existiam dois tipos diferentes e um deles usado pelo exército, e não pela construção civil, como geralmente usado para explosão de caixas eletrônicos”, contou o delegado. Agora, a polícia tenta identificar como o grupo conseguiu obter esses explosivos.
Fonte: G1

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