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Quadrilha que aplica 'Boa Noite Cinderela' em homens no Rio já atacou ao menos 58; veja o depoimento de vítima

Três suspeitos foram reconhecidos por vítimas. Irmãos aparecem em cartaz no Disque-Denúncia e possuem 23 mandados de prisão.

Três suspeitos de formarem uma quadrilha especializada em aplicar o golpe 'Boa Noite, Cinderela' em homens do Rio já foram reconhecidos por pelo menos 58 vítimas em Copacabana, outros bairros da Zona Sul e Centro do Rio. As vítimas foram abordadas em restaurantes, bares e lanchonetes. O G1 conversou com uma delas e com policiais que deram detalhes sobre a atuação da quadrilha.
X. tinha saído com amigos em uma noite de junho de 2017 e resolveu tomar a última cerveja em um bar na rua Miguel Lemos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, antes de ir para seu apartamento, na mesma rua. De repente, um rapaz se aproxima, começa a conversar e lhe oferece um chiclete.

"Não me lembro se aceitei ou não aceitei, e a partir daí eu não lembro de muita coisa. Eu tenho um flash de estar saindo do bar e outro flash na minha casa. E acordei no dia seguinte, trancado dentro de casa, sem a minha carteira, sem o cartão do banco, sem o dinheiro que estava na carteira e sem meu celular".
"Liguei para um amigo, ele me tirou de casa e vim para a delegacia. Não imaginava que o perigo estivesse na esquina de casa", acrescentou.
O golpe não é uma invenção recente: há na Polícia Civil registros de membros da quadrilha cometendo o mesmo crime desde 2006. Todos já foram presos pelo mesmo crime. Há inquéritos até mesmo em Niterói, na Região Metropolitana. Outros casos semelhantes foram registrados no Rio.
Segundo investigação em curso da 13ª DP (Ipanema), a preferência da quadrilha é abordar homossexuais que saem sozinhos e são dopados através de substâncias em chicletes ou na própria bebida. "Os criminosos até preferem abordar um homossexual porque [eles acreditam que] a maioria mora sozinho. Mas há heteros também", relata a delegada Cristiana Bento, titular da delegacia.
Um deles já está preso, e a polícia espera que novas vítimas apareçam para responsabilizá-lo por outros crimes da mesma natureza. Anderson de Souza Silva foi preso no dia 3 de agosto , e foi reconhecido por pelo menos nove pessoas como autor do mesmo golpe.
Há imagens de câmeras, obtidas pelo G1, que mostram o criminoso, conhecido como Andinho, entrando em um prédio em Copacabana em 14 de julho deste ano. Ele entra com uma sacola, acompanhando um homem, por volta das 17h25. Às 19h33, Andinho deixa o prédio, com uma mochila cheia nas costas.

Segundo as investigações, a quadrilha levou cartões bancários, identidade, R$ 3 mil em dinheiro, um iPod, diversos perfumes, mochila, relógios e um tablet. "É importante que outras vítimas venham à delegacia e reconheçam o Anderson", disse Cristiana Bento.
Os outros suspeitos são dois irmãos, Marcos de Carvalho Justo e Marcio de Carvalho Justo, conhecidos como "Águia" e "Bodão", são procurados pela polícia e têm recompensa de até R$ 1 mil por informações que levem à sua captura no Disque-Denúncia. Marcos tem 21 mandados de prisão e Marcio possui dois mandados.
"Ele (Bodão) estava bem diferente quando o vi", diz a vítima , que foi uma das 10 pessoas que reconheceu "Bodão". Segundo a delegada titular, Marcos de Carvalho Justo é um "velho conhecido da Polícia", e que consegue muito rapidamente a confiança de quem aborda. Ele está foragido desde 2011 e foi reconhecido por 39 pessoas.
"O Marcos começa a conversar muito sobre sistema financeiro, a pessoa acaba confiando, conta quando tem na poupança, por exemplo, e depois ele droga a pessoa", relata Cristiana Bento.

Prejuízo financeiro e alerta
A atuação da quadrilha, segundo a delegada Cristiana Bento, causou desfalques financeiros consideráveis. "Houve R$ 50 mil retirados de uma vítima só" , relata. O homem ouvido pelo G1 teve o cartão usado para compras no valor de mais de R$ 18 mil. "Felizmente consegui estornar esse dinheiro junto ao banco", relata. "Mas me roubaram R$ 1,8 mil no débito automático que não consegui reaver, além dos R$ 400 que usaria para viajar no dia seguinte a esse fato", contou.
Duas prisões de homens suspeitos de fraudes bancárias ajudaram a Polícia a identificar "Bodão" e "Águia". Italo Vogel da Silva e Rafael da Costa Viana, presos por fraudes com cartões de crédito, faziam uma conexão entre os esquemas criminosos no Rio e na Baixada. Rafael foi preso com 25 máquinas de cartão em sua casa.
A droga utilizada, segundo Cristiana Bento, chama-se Lorax. "São drogas muito perigosas, que agem no sistema nervoso central do indivíduo, e junto com álcool, podem levar a óbito", explica a delegada, que afirma que o número de casos pode ser muito maior.
"É importante que a população saiba desse crime, e que venham denunciar. É um crime que muitas pessoas não vêm à delegacia, até por vergonha. Somente com o registro eles poderão responder pelo crime e serem presos", alerta Cristiana. "Não perca de vista o seu copo, nunca".
A vítima do golpe ouvida pelo G1 conta que teve a rotina mudada após o fato. "Você fica meio preocupado com a insegurança. É algo que te pega desprevenido, né? Apesar de todos os cuidados que tinha antes, levava uma vida normal tranquila, que hoje não tenho mais", lamenta ele, que reforça que outras vítimas procurem a delegacia.
"É um dever do cidadão brasileiro correr atrás do prejuízo num caso como esse. Eu não me sinto menor por isso ter acontecido. Tomem cuidado, mas corram atrás do seus direitos e tentem barrar esse tipo de coisa na sociedade", finalizou.
Fonte: G1

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