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PM suspeito de crime em moradia social não tem perfil de beneficiário

Recebendo o triplo da renda estabelecida, PM não poderia morar no local.
Soldado é suspeito de matar homem com três tiros em conjunto no Amapá.


Caso aconteceu no Conjunto Macapaba, na Zona Norte de Macapá (Foto: Reprodução/TV Amapá)Caso aconteceu no Conjunto Macapaba, na Zona
Norte de Macapá (Foto: Reprodução/TV Amapá)
O soldado da Polícia Militar suspeito de matar a tiros o vizinho no Conjunto Habitacional Macapaba, em Macapá, na noite de sábado (30), não poderia ser beneficiário de um dos apartamentos do residencial. O militar possui renda mensal quase três vezes maior do que a permitida pela Caixa Econômica Federal. Vizinhos contaram que o PM mora no conjunto desde a inauguração, em julho de 2014.
De acordo com a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), responsável por elaborar o dossiê de cada beneficiário, consta no apartamento onde ele mora apenas o registro do nome da mulher dele e da filha dela. Segundo o órgão, a beneficiária atende aos requisitos de ganhos mensais, não ultrapassando R$ 1.600. Alice Ribeiro, secretária adjunta de políticas de assistência, afirmou, porém, que a mulher deveria ter informado no cadastro o nome e a renda do companheiro.
"O nome desse PM não aparece na lista do Macapaba como proprietário e nem como cônjuge de nenhum morador. Quando o beneficiário faz a inscrição, ele deve informar sobre membros da composição familiar, como filho, marido, mãe e avós. Para averiguar se houve erro ou não vamos esperar o andamento do inquérito policial, pois ainda temos poucas informações sobre o caso", disse Alice.
Portal da Transparência informam ganhos de soldado da Polícia Militar (Foto: Reprodução)Portal da Transparência informa ganhos do soldado da Polícia Militar (Foto: Reprodução)
Dados do Portal da Transparência, consultados pelo G1 às 13h37 desta segunda-feira (1º),apontam que o PM recebe um salário líquido de R$ 4.741,15. Ainda na tarde desta segunda, os vizinhos do apartamento da família contaram que durante a manhã todos os móveis da casa foram retirados rapidamente, e com a ajuda de policiais militares.
Alice Ribeiro, secretária adjunta de políticas de assistência da Sims (Foto: John Pacheco/G1)Alice Ribeiro, secretária adjunta de políticas de
assistência da Sims (Foto: John Pacheco/G1)
"Eles encostaram um caminhão aqui e desceram vários policiais de uniforme, pegaram as coisas deles e foram embora. A esposa e a filha estavam em um carro pequeno esperando a mudança. Não falaram com ninguém e saíram rápido aqui do conjunto, deixando tudo trancado", reforçou uma vizinha, que pediu para não ser identificada.
A secretaria informou que se houver alguma transgressão da forma como o apartamento foi obtido, haverá uma abertura de processo por parte da Caixa Econômica Federal, que pode resultar na perda do benefício.
Crime
A polícia informou que o suspeito atirou em Clenildo Sales, de 34 anos, após uma discussão entre algumas pessoas que bebiam ao lado do apartamento do PM. Ele teria atirado por três vezes contra a vítima que teve perfurações na cabeça, na coxa e no peito. O suspeito fugiu do local, mas foi preso horas depois. Ele está detido no Comando Geral da PM.
A irmã da vítima disse durante o velório que a discussão iniciou por causa de uma muda de palmeira plantada em frente a casa do policial.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar informou que vai instaurar sindicância depois de receber o inquérito da Polícia Civil, para investigar a morte.
Do G1 AP

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