Pular para o conteúdo principal

Assine a nossa Newsletter e receba em seu e-mail as principais notícias

 

PolicialBR esta no Google Play | Instale nosso App em seu celular

Juíza 'permitiu' nova morte, diz advogado da família de Glauco

Defensor de viúva de cartunista morto por Cadu em SP criticou juíza de GO.
Ela soltou Cadu, que estava em manicômio, e ele cometeu latrocínio.


Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso suspeito de latrocínio em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/PM)Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso suspeito
de latrocínio em Goiânia, Goiás
(Foto: Divulgação/PM)
O advogado Alexandre Khuri Miguel, que representa a família do cartunista Glauco, afirma que o assassino do artista e do filho dele jamais poderia ter deixado a internação do manicômio judiciário.
Na segunda-feira (1º), o acusado de matar Glauco Vilas Boas e Raoni Ornelas durantes surto psicótico em março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo, voltou a ser preso, agora em Goiânia. Dessa vez, ele é suspeito de roubar e matar um motorista e de uma tentativa de latrocínio na capital de Goiás.
Considerado inimputável (ou seja, que, em tese, não responde por seus atos e por isso não pode ficar numa prisão comum) Cadu ficou três anos internado em clínicas psiquiátricas pelas mortes de Glauco e Raoni, mas foi solto há um ano por decisão da Justiça de Goiás.
Em agosto de 2013, a juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara das Execuções Penais em Goiânia, autorizou Cadu a continuar o tratamento de forma laboratorial, mas sem a necessidade de internação. Em outras palavras: poderia circular pelas ruas.

Em entrevista ao G1, nesta terça-feira (2), o advogado Alexandre Khuri Miguel, que defende os interesses de Beatriz Galvão Veniss, viúva de Glauco Vilas Boas e mãe de Raoni Ornelas, criticou a decisão da magistrada.
'Crônica de uma morte anunciada'
“Ao soltar Cadu, a juíza escreveu a crônica de uma morte anunciada e permitiu uma nova morte”, disse Khuri Miguel sobre a juíza Telma. “Soltá-lo foi uma tragédia anunciada, um crime, o mesmo que dar a Cadu um atestado de óbito em branco para escolher o nome da próxima vítima”.

Ainda segundo o advogado, a juíza foi alertada pela defesa de que Cadu não tinha condições de convívio social fora da internação do manicômio judiciário. “Ele sofre de esquizofrenia e consome drogas. É um potencial risco à sociedade para pegar uma arma e matar”, disse Khuri Miguel.
A equipe de reportagem não conseguiu localizar a magistrada para comentar o assunto. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás, ela dava entrevista coletiva por volta das 11h e não poderia falar com o G1.
O defensor da família de Glauco ainda responsabilizou a juíza pelos novos crimes cometidos por Cadu, no último domingo (30) em Goiânia. “Além da magistrada, os psiquiatras que liberaram Cadu também têm de ser responsabilizados por dolo eventual, ou seja, assumiram a possibilidade de o interno cometer um crime”, disse Khuri Miguel.
As críticas do advogado também não pouparam o pai de Cadu, Carlos Grecchi Nunes. “O pai também tem culpa porque teria a obrigação de cuidar do filho e impedir que ele fizesse algo de errado”, falou o defensor dos familiares de Glauco. “Uma das medidas de segurança era que o pai fosse responsável pelo rapaz”.
G1 não localizou o pai de Cadu para comentar às críticas.
Laudos
De acordo com o advogado, a juíza autorizou o tratamento laboratorial de Cadu, sem internação, com base em dois laudos: uma perícia do Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili) e outra da junta Oficial do Poder Judiciário.
“Segundo a magistrada, os relatórios médicos atestavam que Cadu não apresentava sintomas para continuar tratamento hospitalar de internação”, disse Khuri Miguel. “E a junta médica atestou que ele poderia se tratar em nível ambulatorial”.
Segundo o defensor, Cadu só foi solto porque é um “louco rico”. “Se fosse um louco pobre, continuaria no manicômio, mas como é um louco rico, e a família dele pode pagar bons advogados, foi solto”, criticou.
A equipe de reportagem não conseguiu localizar os advogados de Cadu para comentar as declarações de Khuri Miguel. O advogado Gustavo Badaró o defendeu no caso do assassinato de Glauco e Raoni.
O caderno especial “Gibi do Glauco”, editado pelo jornal Folha de S.Paulo em 2010, se transforma em exposição paralela do 39° Salão Internacional de Humor de Piracicaba. (Foto: Divulgação/Salão de Humor)Glauco em foto de arquivo.
(Divulgação/Salão de Humor de Piracicaba)
Glauco
Em 2010, a defesa de Cadu culpou o Daime por potencializar a esquizofrenia que ele tinha e, desse modo, matar o cartunista e o filho dele. Antes dos assassinatos, ele frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco em Osasco, na qual os discípulos bebiam o chá de Ayusca alucinógeno.

“Agora não vão poder alegar que ele matou de novo porque bebeu o Daime”, falou Khuri Miguel, que espera que a Justiça de Goiás determine a volta de Cadu para a internação num manicômio judiciário. “Ele descumpriu a medida de segurança e isso é passível de pena de retornar ao lugar onde estava”.

Um novo laudo psiquiátrico, no entanto, deverá ser feito em Cadu em Goiânia. Se o resultado for de que ele não é inimputável, o advogado dos parentes de Glauco afirmou que irá pedir a reabertura do processo das mortes do cartunista e do filho dele.

“Se isso ocorrer será uma aberração jurídica porque antes haviam dito que ele é louco e não podia responder por seus atos. Agora se ele for considerado normal, vou pedir a reabertura do caso para que ele seja julgado como um criminoso comum”, disse Khuri Miguel.
suspeito de matar glauco (Foto: Reprodução/TV Globo)Cadu em imagem de arquivo quando foi preso no
Paraná em 2010 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Os assassinatos
No dia 12 de março de 2010, Cadu foi levado à chácara de Glauco por um amigo, Felipe Iasi, então com 23 anos – que foi inocentado pelo acusado de participação no crime. Iasi afirmou que foi obrigado por Cadu a levá-lo até a residência do cartunista.
Segundo Cadu, a decisão de matar Glauco e Raoni foi tomada quando ele se descuidou e Iasi fugiu da chácara. Nesse momento, o suspeito achou que a polícia seria chamada, atrapalharia os planos e ele acabaria morto.
Após render a enteada de Glauco, Cadu entrou na chácara. Ele discutiu com Raoni e atirou no jovem. Em seguida baleou Glauco. No total foram quatro tiros disparados. Glauco tinha 53 anos, e Raoni, 25.
Após o crime, ele fugiu e passou dois dias escondido na mata. Nesse período, Cadu chegou a ligar para a viúva de Glauco. Um rastreamento mostrou que o acusado estaca em Cotia, na Grande São Paulo, quando fez a ligação.
Em 14 de março, Cadu roubou um carro e fugiu para o Paraná. Já no outro estado, ele furou um bloqueio policial e trocou tiros com policiais federais na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, onde foi preso.
Do G1 São Paulo

Comentários


| Mais Acessados na Última Semana |

Justiça Militar manda PM reintegrar cabo acusado de matar atriz durante blitz em Presidente Prudente

Decisão publicada nesta quarta-feira (18) atende a um pedido de tutela de urgência feito pela defesa. Marcelo Aparecido Domingos Coelho foi demitido da corporação em abril de 2015. oi publicada nesta quarta-feira (18) no Diário da Justiça Militar a decisão do juiz substituto da 2ª Auditoria do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM-SP), Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que determina a imediata reintegração de Marcelo Aparecido Domingos Coelho aos quadros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Em abril de 2015, o então cabo da PM foi demitido pela corporação, após ser acusado no processo que envolveu a morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa durante uma blitz policial na Avenida Joaquim Constantino, na Vila Formosa, em Presidente Prudente.
O juiz levou em consideração a absolvição que Coelho obteve na Justiça Militar, sob o argumento de “legítima defesa” e do “estrito cumprimento do dever legal”, o que, segundo o magistrado, de certa forma, contradiz c…

PL 920: uma bomba atômica no funcionalismo público que Alckmin quer ver aprovado a todo custo.

O governador Geraldo Alckmin protocolou na quinta-feira, 5/10, o Projeto de Lei 920/2017, que representa uma verdadeira bomba atômica no Estado de São Paulo, sobretudo um verdadeiro ataque aos servidores estaduais e à prestação de serviços públicos. Publicado no Diário Oficial já no dia seguinte, o PL formaliza a renegociação da dívida de São Paulo com a União, ampliando o prazo de pagamento.
            Em contrapartida, o Estado se compromete a cumprir as exigências do governo federal, que impõe um verdadeiro arrocho salarial sobre os servidores públicos. Essa cruel punição aos servidores foi aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Seu embrião foi o PLP 257, apresentado pela presidente Dilma, que depois foi maquiado pelo governo Temer e transformado na Lei Complementar federal 156/2016.
            Se o PL 920 for aprovado – e espero que não seja –, haverá um congelamento não só de salários, mas também da evolução funcional de todos os servidores estaduais, ficando suspens…

GENERAL QUE COMANDA A ABIN FALA EM VAZIO DE LIDERANÇAS E ELOGIA FEITOS DA DITADURA

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Temer, Sérgio Westphalen Etchegoyen, causou incômodo em parte da comunidade diplomática durante uma palestra no Instituto Rio Branco. O general sugeriu “medidas extremas” para a segurança pública, elogiou feitos dos anos de chumbo e disse que o país sofre com amoralidade e com patrulha do “politicamente correto”.
Etchegoyen começou a fala de quase duas horas contando que tinha sido soldado por 47 anos e que era por essa ótica, militar, que enxergava e
interpretava o mundo. Depois do alerta, tentou quebrar o gelo:
“Sou da arma de cavalaria e tem um problema que a ausência do meu cavalo reduz minha capacidade intelectual em uns 45, 40 por cento”, começou general da reserva que comanda, entre outros órgãos, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A plateia, majoritariamente composta por futuros diplomatas, riu discretamente.
Foi um dos poucos momentos de descontração. No restante do tempo, segundo pessoas que estiveram present…

Alckmin propõe reajuste de 7% para policiais

ATENÇÃO- ATENÇÃO ESTA NOTÍCIA É DO ANO DE 2013 E ESTA CIRCULANDO NAS REDES SOCIAIS COMO SENDO ATUAL

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira, 13, o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei que concede aumento salarial de 7% para os membros da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. O reajuste também será estendido aos agentes penitenciários. Aposentados e pensionistas das quatro categorias também terão o mesmo benefício. No total, serão beneficiados 172 mil policiais militares, 53 mil policiais civis e 33 mil agentes penitenciários. O custo para o Tesouro do Estado será de R$ 983 milhões por ano. Esta é a terceira vez que o governador Alckmin concede aumento salarial acima da inflação do período. Desde o último reajuste, o índice oficial de inflação acumulada é 5,66%. Em outubro de 2011, os policiais tiveram 15% de aumento retroativo a julho de 2011. Em agosto de 2012, o aumento foi de 11%. Com a nova proposta, o reajus…

Policial civil morto em mega-assalto a empresa de valores é enterrado

Vítima foi morta a tiros durante ação dos criminosos que explodiram sede da Protege em Araçatuba (SP). Policial estava de folga. O corpo do policial civil André Luís Ferro da Silva, morto durante o mega-assalto a empresa Protege em Araçatuba (SP) nesta segunda-feira (16), foi enterrado na manhã desta terça-feira (17) em um cemitério particular da cidade. Ferro tinha 37 anos e foi baleado durante a ação. Ele foi socorrido com vida, mas morreu durante atendimento na Santa Casa. Silva era investigador e integrante do Grupo de Operações Especiais (GOE), e deixou filhos e a esposa.
O velório da vítima foi feito em um salão de uma funerária em Araçatuba e, do local, o caixão seguiu em um caminhão do Corpo de Bombeiros em cortejo com viaturas das polícias Militar e Civil até o cemitério. Segundo a Polícia Militar, o policial civil estava de folga do serviço e foi ao local para ver o que acontecia após ser chamado pelos pais, que moram perto da sede da Protege.
O grupo criminoso, cerca de 40 la…