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Tribunal Militar dá liberdade a PMs suspeitos de matar pichadores

Quatro policiais estão presos desde 6 de agosto no Romão Gomes.
PMs alegam que pichadores estavam armados.


Interrogatório dos PMs presos suspeitos de executarem pichadores em um prédio em São Paulo (Foto: Reprodução)Interrogatório dos PMs presos suspeitos de
executarem pichadores em um prédio
na Mooca. (Foto: Reprodução)
O Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (2) expedir alvarás de soltura para os policiais militares André de Figueiredo Pereira, Danilo Keity Matsuoka, Amilcezar Silva e Adilson Perez Segalla, investigados pela morte de dois pichadores em um prédio na Mooca, na Zona Leste de São Paulo, em 31 de julho.

Os PMs foram detidos administrativamente em 6 de agosto, foram presos temporariamente no dia seguinte por determinação da Justiça Militar. Eles se encontravam no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Segundo a PM, eles devem ser notificados e imediatamente liberados para voltar ao batalhão de origem, onde prestarão serviços administrativos.

Os quatro policiais militares declararam durante interrogatório ter atirado oito vezes contra a dupla para se defender e revidar os disparos que alegaram ter recebido.
Segundo a versão dos PMs, Alex Dalla Vecchia Costa, de 32 anos, e Ailton dos Santos, de 33 anos, estavam armados e teriam dado ao menos três tiros antes de serem mortos. Um policial ainda disse ter sido ferido no braço durante o tiroteio.
Nos documentos, os policiais relataram ter tido informações de que Alex e Ailton, na verdade, eram, inicialmente, “indivíduos” não identificados que haviam “adentrado” o Edifício Windsor, na Avenida Paes de Barros, na Mooca, no final do mês passado, para roubar.

Para as famílias das vítimas, no entanto, os dois homens mortos eram pichadores e não criminosos armados. Segundo os parentes, eles haviam invadido o condomínio residencial para pichar. Apesar disso, não foram apreendidas latas de spray de tinta nas suas mochilas.
Além do mais, nas oito folhas de interrogatórios, os policiais não mencionam em qualquer momento a palavra “pichar”, ou outras, como, “pichação” ou “pichadores”. Os mortos são tratados como “infratores” pelos agentes, que registraram o caso na Polícia Civil como “morte decorrente de intervenção policial”.

Posteriormente, as investigações foram assumidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e Corregedoria da PM, que pediu a prisão deles por entender que houve "conduta irregular" na ação que resultou na morte dos pichadores. Foram analisadas câmeras de segurança que mostram Alex e Ailton entrarem no prédio, no hall e no elevador. As imagens também gravaram a chegada dos policiais. Não há registro de cenas do tiroteio.

Ainda em seus depoimentos à corporação, os PMs contaram que fizeram “varredura” até o 18º andar. Viram a porta de um apartamento entreaberta e entraram em busca dos “indivíduos”. Lá, se dividiram: o tenente Danilo e o cabo Adilson foram para os “fundos” do imóvel, onde Ailton estaria armado com uma pistola 380. Enquanto o sargento Amilcezar e o cabo André se dirigiram à cozinha, para onde teria ido Alex com um revólver calibre 38.

Sem precisarem horários, os policiais disseram ter ficado a distâncias que variam entre 2 metros a 4 metros dos suspeitos. Relataram que ao se aproximarem, foram recebidos a tiros por Aílton e Alex, que fez três disparos. Os PMs revidaram atirando oito vezes.
Em outro trecho do interrogatório, um policial afirma que os PMs só atiraram para revidar os disparos feitos pelos dois suspeitos (Foto: Reprodução)Em outro trecho do interrogatório, um policial afirma que os PMs só atiraram para revidar. (Foto: Reprodução)
Os agentes usaram pistolas .40. As armas deles e as atribuídas às vítimas foram apreendidas para análises de balística no Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica. Também não há informações sobre quantos tiros atingiram os pichadores. A maior parte dos ferimentos foi no tórax.

Danilo disse que disparou duas vezes e Adilson contou ter dado um tiro. “O infrator efetuou disparos em direção ao interrogado, que diante das agressões o interrogado e o cabo PM Segala revidaram efetuando disparos em direção ao infrator, que foi atingido e caiu no solo”, disse o tenente no seu interrogatório. “Foi solicitado resgate no local, onde foi constatado o óbito de ambos os indivíduos”.

Amilcezar afirmou ter gritado “polícia” antes de revidar três vezes os tiros que recebeu. “Visualizou um indivíduo com uma arma na mãos e na sequência efetuou disparos em sua direção”, informa o relato do sargento, que ficou ferido ao ser baleado, segundo ele, por um dos agressores. “Na tentativa de se proteger deu um passo para trás por ter sentido um tranco no braço; foi quando o interrogado percebeu que foi atingido por um disparo de arma de fogo em seu braço esquerdo”.
Pichadores (Foto: Reprodução/ Divulgação)Pichadores mortos fazem foto 'selfie' em elevador
de prédio de SP(Foto: Reprodução/ Divulgação)
Um laudo irá confirmar se a bala que atingiu Amilcezar partiu da arma atribuída aos suspeitos ou foi disparada pelos próprios PMs. Em seu interrogatório, André falou que fez dois disparos. 

Nos quatro relatos que os policiais deram, eles foram unânimes ao responder a pergunta feita pela PM se “havia como ter evitado o confronto”. “Não, pois deparou com o infrator com a arma nas mãos e disparando-a contra a guarnição”, declararam todos os agentes investigados.

Os PMs detidos também estariam respondendo a outros processos por conta de ações que resultaram em mortes. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os parentes das vítimas para comentar o assunto.
Do G1 São Paulo

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