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Suspeitos de matar sócia de restaurante na Gávea são presos

Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, a Tintim, morreu no dia 17 de julho.
Sócia do Guimas levou um tiro na cabeça ao reagir a assalto na Gávea.


Policiais da Divisão de Homicídios (DH) do Rio prenderam três suspeitos do homicídio da empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, sócia do restaurante Guimas, na Gávea, Zona Sul do Rio. Conhecida como Tintim, ela teria reagido a um assalto no dia 17 de julho e levou um tiro na cabeça, disparado por um homem que estava na garupa de uma moto.
Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas tinha 66 anos (Foto: Reprodução / Globo)Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas tinha
66 anos (Foto: Reprodução / Globo)
De acordo com as imagens e depoimentos, cinco homens participaram da ação. Dois deles seguem foragidos e só um foi identificado. Os suspeitos confessaram o crime.
Escolha aleatória, diz delegado
A investigação aponta que os criminosos escolheram a vítima no dia, dentro do banco onde ela sacou dinheiro para pagar funcionários.
"Ela foi escolhida aleatoriamente em razão da fragilidade dos bancos. Como que uma pessoa que vai ao banco tem que entrar em uma sala reservada, que todo mundo sabe que ela vai sacar dinheiro?", questionou o delegado Rivaldo Barbosa.
Arrependimento
Um dos três presos, Jardel Wanderson de Oliveira Vilas Boas, que seria o autor do disparo, disse estar arrependido. "Queria pedir desculpas à família, a intenção não era essa, não era atirar. Se arrependimento matasse, não estaria aqui", disse ele, que estava na garupa de uma moto.
Além de Jardel, Vitor Brunizzio Teixeira e Marcus Vinicius do Nascimento Bonfim foram presos temporariamente por 30 dias e indiciados por latrocínio, quando há um roubo seguido de morte. Dos dois foragidos, um deles foi identificado como Wendel dos Santos Gomes e o outro apenas como Júnior Playboy. Parte dos criminosos morava na comunidade Paula Ramos, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, e outra no Morro do Querosene, em Costa Barros, no subúrbio.
O crime
Tintim, como era conhecida a vítima, reagiu a um assalto no dia 17 de julho e levou um tiro na cabeça. O crime foi na Praça Santos Dumont, logo após a vítima sair de uma agência bancária no Shopping da Gávea, que fica na Avenida Marques de São Vicente.
Maria Cristina tinha acabado de fazer um saque de R$ 13 mil para fazer o pagamento de funcionários, quando foi abordada por dois homens em uma motocicleta. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, o autor do disparo ficou com apenas R$ 1 mil e o resto do dinheiro foi dividido com o bando. A ação contou com apoio de um carro, onde estavam outros quatro criminosos.
Segundo Geneton Lage, delegado da DH, a arma que foi usada no crime ficou boa parte do tempo dentro do carro. O motivo, segundo o delegado, é a alta incidência de abordagens aos motoqueiros na Zona Sul.  "A PM costuma abordar muitos motoqueiros, por isso eles mantiveram a arma com os outros bandidos no carro, que não tinha irregularidades, até a hora certa", explicou.
Antes do assalto, Vitor Brunizzio Teixeira entrou no banco para escolher a vítima. Segundo a investigação feita com base nas imagens das câmeras de segurança, Maria Cristina foi escolhida aleatoriamente, quando o suspeito observou que ela esperava na agência para fazer o saque. Depois que a vítima foi escolhida, o suspeito deixou o banco, entrou no carro e forneceu as características de Maria Cristina para os comparsas.
A arma, então, foi passada para os dois criminosos que estavam na moto, que seguiram Tintim e tentaram roubar a bolsa da empresária enquanto ela olhava saias para comprar em um camelô. De acordo com a polícia, ela tentou reagir e foi baleada. A dupla conseguiu fugir com a bolsa. Um carregador de pistola foi encontrado no local e levado para perícia.
Fotos de presos com capacete
De acordo com os dados de Instituto de Segurança Pública (ISP), na região da 15ª DP (Gávea) foram registrados 80 roubos, 101 furtos e nenhum homicídio em maio deste ano. A delegacia concentra as ocorrências dos bairros Gávea, Lagoa, Jardim Botânico e Vidigal, todos na Zona Sul.
A alta incidência de crimes praticados por criminosos em motocicletas motivou a polícia a adotar uma nova conduta no fichamento de presos. Como informou o chefe da Polícia Civil Fernando Veloso, a partir desta sexta-feira as delegacias da cidade farão fotos dos presos recém detidos com capacete de moto, para ajudar no reconhecimento. 
Do G1 Rio

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