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Presos firmam acordo para encerrar rebelião no Paraná, diz Secretaria

Dois presos foram decapitados e dois atirados do telhado, segundo Depen.
Rebelião começou às 6h30 de domingo (24), em Cascavel.


Policiais militares perto da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) (Foto: Franciele John / G1)Policiais militares perto da Penitenciária Estadual
de Cascavel (PEC) (Foto: Franciele John / G1)
Presos firmaram um acordo, por volta das 16h30 desta segunda-feira (25), para encerrar a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), no oeste do estado, conforme a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju). Até as 16h45, os dois agentes penitenciários, que são feitos reféns, ainda não haviam sido liberados.

Segundo a Seju, mais de 600 presos vão ser transferidos para presídios estaduais. O Juiz da Vara de Execuções Penais, Paulo Damas, confirmou que os reféns só serão liberados depois dessas transferências.
Até agora, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) confirmou que quatro detentos foram mortos pelos rebelados, dois deles foram decapitados, e outros dois morreram após serem atirados de cima do telhado da unidade.
A rebelião teve início às 6h30 de domingo (24). Além das mortes, os presos também causaram danos em 80% da penitenciária, segundo o Depen. Das 24 alas da unidade, pelo menos 20 ficaram destruídas.
Motim começou por volta das 6h30 de domingo (24) (Foto: Argeu Almeida/ RPCTV)Motim começou por volta das 6h30 de domingo
(24) (Foto: Argeu Almeida/ RPCTV)
Negociação
As negociações para o fim da rebelião foram interrompidas às 20h de domingo e retomadas apenas às 7h55 desta segunda-feira. A comissão é formada pela secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uillie Gomes, pelo diretor do Depen, Cezinando Paredes, pelo comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Cícero Tenório, e pelo Juiz Paulo Damas.
Segundo o Depen, entre as exigências dos rebelados estão o relaxamento nas visitas, mais diálogo com a direção da unidade e refeições melhores. A unidade prisional que tem capacidade para abrigar 1.116 condenados estava com 1.040 presos quando a rebelião começou.
Durante o domingo, 145 detentos foram transferidos para a Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC), que fica próxima a PEC. O grupo era formado por presos que estavam sendo ameaçados pelo rebelados. Outros 68 foram encaminhados para a Penitenciária de Francisco Beltrão, no sudoeste do estado , e mais seis devem ser transferidos para a Penitenciária Estadual de Maringá, na região norte do Paraná, e para Curitiba. A previsão da Seju é que ao menos 800 presos sejam transferidos no total.
Rebelião
De acordo com o advogado dos agentes penitenciários, Jairo Ferreira, a rebelião teve início no momento em que o café da manhã era entregue aos detentos. O trinco de uma das grades estava serrado, o que permitiu aos presos puxarem o agente para dentro e iniciarem a rebelião. Ainda segundo o advogado, apenas dez agentes estavam de plantão no presídio que é ocupado por mais de mil presos.
Os detentos invadiram o telhado da penitenciária, queimaram colchões e hastearam a bandeira de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios no país. Conforme Ferreira, cerca de 80% da unidade está destruída.
Familiares dos presos fecharam a BR-277 por três vezes desde o domingo, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). As duas pistas da rodovia ficaram bloqueadas no km 579, próximo ao trevo de acesso à penitenciária. Filas de veículos se formaram nos dois sentidos.
    Presos da Penitenciária Estadual de Cascavel  começaram a rebelião na manhã de domingo (24) (Foto: Sindarspen / Divulgação)
    Presos da Penitenciária Estadual de Cascavel começaram a rebelião na manhã de domingo (24) (Foto: Sindarspen / Divulgação)

    Do G1 PR


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