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Polícia investiga se ordem de incêndio a ônibus partiu de presídio em MT

Seis ônibus foram incendiados em terminal de Sinop na noite de domingo.
Polícia apura indício de que ordem partiu de dentro do presídio 'Ferrugem'.


Ordem de ataque pode ter partido do ´presídio
'Ferrugem', em Sinop. (Foto: Reprodução/TVCA)
A Polícia Civil está apurando se o incêndio na noite de domingo (3) a seis ônibus de um terminal de transporte em Sinop, cidade a 503 km de Cuiabá, tenha sido um ataque ordenado de dentro da penitenciária Osvaldo Florentino Leite, o presídio “Ferrugem”. O incêndio foi de motivação criminosa, segundo apuração preliminar da polícia, e coincidiu com uma recente alteração na rotina da unidade penitenciária, que abriga hoje uma população carcerária de 778 pessoas.
Nesta segunda-feira, os reeducandos da unidade estavam passando por uma revista com objetivo de encontrar, entre outros, objetos como telefones celulares que pudessem conter pistas da ordem de ataque aos ônibus do terminal, segundo o delegado Bráulio Junqueira, que apura o caso. A Secretaria de estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), responsável por administrar o sistema penitenciário do estado, confirmou a medida.
De acordo com o delegado, os presos estariam insatisfeitos com as revistas que passaram a ser aplicadas no Ferrugem no último fim de semana, medida que impede a entrada de objetos na unidade.
Fogo destruiu rapidamente os veículos em terminal de ônibus de Sinop. (Foto: Reprodução/ TVCA)Fogo destruiu veículos em terminal de ônibus de
Sinop. (Foto: Reprodução/ TVCA)
Devido a um memorando que proíbe a revista íntima nos visitantes antes do encontro com os presos (nos dias e na ala apropriados), a administração do presídio resolveu adotar um novo esquema de segurança.
Sempre após as visitas realizadas os reeducandos agora passam por uma vistoria que pode encontrar objetos levados por seus visitantes. Esses também passam por uma vistoria com uso de raio-x.
Preso e visitante podem ser indiciados caso haja o transporte de algum objeto proibido para dentro da unidade penitenciária. Como a medida diminui a probabilidade de que os presos tenham acesso a objetos como celulares, drogas ou até armas, parte deles teria se revoltado e ordenado o ataque aos ônibus em Sinop, segundo a hipótese apurada pela polícia.
Como parte da apuração sobre o mandante do ataque, agentes da penitenciária iniciaram uma revista nas celas da unidade. A Sejudh deve divulgar posteriormente um balanço dos materiais irregulares apreendidos.
Na tarde desta segunda-feira, o Sindicato das empresas do Transporte coletivo Urbano de Mato Grosso (STU) emitiu nota repudiando o ataque aos veículos em Sinop e cobrando celeridade nas investigações sobre o caso, bem como rigor na punição dos responsáveis.
Do G1 MT

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