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Polícia investiga participação de terceira pessoa em tortura de jovem

Principais suspeitos são um policial militar e a namorada.
Porteiro do prédio onde ocorreu o crime foi ouvido nesta manhã.


A polícia investiga a participação de uma terceira pessoa no crime de tortura contra um jovem de 20 anos, ocorrido na última quarta-feira (6), em um apartamento no bairro de Mangabeiras, Maceió. A delegada adjunta do caso, Liana França, diz que uma pessoa foi cúmplice das agressões.
"Não resta dúvidas de que havia uma terceira pessoa no apartamento. Essa pessoa é cúmplice de tudo o que ocorreu lá. Esperamos descobrir a identidade dela em breve. Ainda temos 10 dias para concluir o inquérito e as investigações continuam", afirma a delegada.
Na manhã desta terça-feira (12) o porteiro do prédio onde o jovem foi torturado foi ouvido pela polícia. Ele chegou ao 2º Distrito Policial, localizado no bairro de Jatiúca, e não quis falar com a imprensa. Segundo a polícia, com o depoimento do funcionário e as imagens do circuito de câmeras de segurança do prédio será possível fechar as investigações.
Os principais suspeitos são o policial militar, Marcos Antônio de Moraes e a namorada dele, Joseane Eunice Silva dos Santos. De acordo com informações da polícia, eles prepararam uma armadilha para torturar o estudante que teria ameaçado publicar fotos íntimas de Joseane, com quem manteve um relacionamento. Porém, o estudante nega as ameaças e diz que nunca a ameaçou e que Marcos Antônio deve ter visto as mensagens enviadas pela mulher.
A polícia informou que os suspeitos confessaram o crime. Joseane está no Presídio Santa Luzia e o soldado da PM continua detido em unidade militar. O Comando Geral da PM garantiu que vai investigar o caso. A Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito, mas ainda quer descobrir a identidade de uma terceira pessoa envolvida no crime.
Relembre o caso
Um soldado da Polícia Militar de Alagoas e a namorada foram presos suspeitos de torturar um jovem no bairro de Mangabeiras, em Maceió. Segundo a polícia, o soldado Marcos Antônio de Moraes, 39, e a namorada Joseane Eunice Silva dos Santos, 20 teriam feito uma armadilha para torturar um jovem porque ele ameaçava publicar fotos íntimas da namorada do militar com quem já havia namorado. A vítima, que é filho de um militar, denunciou o caso à polícia na noite da quarta-feira (6).
Militar foi preso por agredir filho de policial (Foto: Paula Nunes/G1)Militar foi preso por agredir filho de policial
(Foto: Paula Nunes/G1)
O soldado foi preso e levado para o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), onde é lotado desde 2006, quando ingressou na PM. O militar chegou acompanhado de uma advogada na Central de Flagrantes, no bairro do Farol, onde prestou depoimento na última quinta-feira (7).
De acordo com o delegado Alexandre César, Joseane teria namorado a vítima no período que ficou separada de Moraes. Quando o namoro com o soldado foi reatado, o jovem teria ameaçado publicar fotos íntimas que recebeu dela por um aplicativo de celular.
Joseane teria marcado um encontro com a vítima em um apartamento, onde aconteceram as agressões. Segundo a denúncia, quando o rapaz chegou, um homem encapuzado e o policial militar o aguardavam e começaram as agressões. "Durante as agressões, que aconteceram no apartamento do primo do militar, o soldado teria tentado conseguir a senha de redes sociais do rapaz para encontrar as fotos", disse o delegado.
A polícia informou que a vítima foi dopada e teve um objeto introduzido em seu ânus. Após ser socorrido e medicado, a vítima procurou a polícia para denunciar o caso.

Joseane foi presa na Casa de Custódia da Polícia Civil e o soldado ainda está na unidade militar. "Os dois presos e o outro suspeito, que não foi identificado, serão autuados por tortura e furto porque foi levado o celular da vítima e a quantia de 50 reais", explicou  delegado.
Do G1 AL

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