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Polícia investiga mãe e padrasto suspeitos de espancar criança no DF

Mãe disse que batia no filho, mas negou espancamento, informou conselho.
Garoto e empregada disseram que agressões eram cometidas por padrasto.


Marcas na perna e na coxa de supostas agressões a menino de 5 anos em ÁguasClaras, no DF (Foto: Conselho Tutelar/Divulgação)Marcas na perna e coxa de supostas agressões a menino de
5 anos em Águas Claras (Foto: Conselho Tutelar/Divulgação)
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a mãe e o padrasto de um menino de 5 anos, por suspeito de espancamento. A família mora em um apartamento de luxo em Águas Claras. O Conselho Tutelar transferiu a guarda do garoto para o pai biológico, em caráter provisório.
As agressões teriam ocorrido na última sexta-feira. A denúncia foi feita pela babá do menino, que fotografou as marcas de agressão e encaminhou o material ao Conselho Tutelar. Uma equipe foi ao apartamento da família para verificar a situação e encontrou o menino dormindo, na companhia da empregada.
De acordo com o conselheiro Iran Magalhães, a mulher confirmou as agressões por parte do padrasto, mas disse estar com medo da reação dos patrões. Ela chegou a receber uma ligação da mãe durante a visita e foi orientada a não deixar a equipe entrar na casa ou ver o menino.
Questionei se ela achava correto espancar, e ela disse que não, que ela não espancou, que corrigiu. 'Não espanquei, cresci apanhando, bato na hora que eu quero', foi o que ela me disse"
Iran Magalhães, integrante do Conselho Tutelar
"Então ele acordou, e foi um momento bastante emocionante para a gente. Ela explicou quem éramos e disse: 'Eu não prometi que o tio [o padrasto] nunca mais iria te machucar?' O menino a abraçou, e depois nos contou tudo", disse Magalhães.
Ainda segundo o conselheiro, a mãe esteve na instituição na terça e negou que o padrasto fosse o autor das agressões. Ela teria dito que bateu na criança para "corrigi-la" e que achava a situação normal.

"Questionei se ela achava correto espancar, e ela disse que não, que ela não espancou, que corrigiu. 'Não espanquei, cresci apanhando, bato na hora que eu quero', foi o que ela me disse", afirmou.
Em depoimento, o pai biológico afirmou que desconhecia as agressões, e que perdeu o contato com a família nos últimos três meses. Até as 16h desta sexta (29), a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente ainda tentava intimar a mãe e o padrasto para prestarem depoimento.
Segundo o delegado Reinaldo Lobo, responsável pelo caso, a criança apresenta sequelas psicológicas da agressão. "Ele chora muito, está muito agressivo. A toda hora conta que foi agredido pelo padrasto", diz.
Segundo depoimentos de testemunhas, a mãe disse que o garoto tem distúrbio de atenção e é hiperativo – o que, na visão dela, poderia justificar as agressões.
A Polícia Civil aguarda o laudo definitivo do Instituto Médico Legal, que deve ser concluído na próxima semana. O casal será indiciado por maus tratos, e a pena varia de dois meses a um ano (ou pagamento de fiança). Ambos respondem em liberdade.
Do G1 DF

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