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Polícia do DF prende quatro pessoas e apreende 1,5 mil kg de maconha

Esquema era comandado de dentro de cadeia goiana, diz delegado.
Investigação sobre tráfico interestadual começou há quatro meses.


Policiais interceptam carga de milho e descobrem drogas escondidas no caminhão (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Policiais interceptam carga de milho e descobrem drogas escondidas no caminhão (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu quatro pessoas e pretende deter mais duas na manhã desta terça-feira (19) suspeitas de integrarem um esquema de tráfico interestadual de drogas. No dia 6, a corporação apreendeu 1.116 quilos de maconha escondidos no fundo falso de uma carreta carregada com 15 mil quilos de milho na BR-060, na altura de Engenho das Lajes. Outros 400 quilos da droga foram apreendidos nesta segunda em Ponta Porã (MS). De acordo com o coordenador de Repressão às Drogas, Rodrigo Bonach, o esquema era comandado de dentro do presídio e Aparecida de Goiânia (GO).
A investigação começou há quatro meses, por meio de denúncia anônima. A Operação Tártaro recebeu este nome em referência a mitologia grega na qual tártaro é um dos deuses nascidos a partir do caos e também o local onde criminosos são castigados. A apuração apontou que o preso dava as ordens para transporte e pagamentos da droga. Agentes de Mato Grosso do Sul colaboraram com a polícia do DF.
O suspeito já havia sido condenado há 42 anos de prisão por tráfico internacional de drogas em 2011, mas segundo as investigações, utilizava celulares à vontade e tinha acesso aos aparelhos por meio de familiares e advogados durante as visitas. No mês passado, 81 celulares foram apreendidos em uma operação da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e Justiça durante uma revista na Casa de Prisão Provisória (CPP), também em Aparecida de Goiânia. No mesmo local, foram encontrados chips, drogas, carregadores e armas artesanais.
Bonach diz que a maconha seria distribuída no DF, GO e estados do Nordeste.  Entre os presos, há uma mulher, responsável pela contratação de motoristas e de mecânicos responsáveis pela instalação de fundos falsos nos caminhões.
“Enquanto não conseguirmos acabar com os celulares dentro dos presídios do Brasil, o tráfico de drogas e o crime organizado vão prosperar e a violência extra muros vai continuar”, afirmou o delegado.
Os suspeitos responderão por tráfico interestadual de drogas, com pena de até 25 anos de prisão, além de organização criminosa, com pena de 5 a 15 anos. O milho apreendido será doado nesta terça pela manhã ao Zoológico de Brasília. As carretas serão leiloadas e o dinheiro revertido para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas no combate as entorpecentes no Brasil.
Da TV Globo

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