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Polícia avalia vídeo do suspeito de matar menina: 'Não é contundente'

Imagens ajudam investigação, mas não são 'esclarecedoras', diz delegado.
Força-tarefa da polícia inclui mais 3 crimes em lista de casos apurados.


Imagens mostram menina antes de ser morta e suspeito fugindo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil está analisando o vídeo em que aparece imagens do homem suspeito de matar a estudante Ana Lídia Gomes, de 14 anos, no último sábado (2), em um ponto de ônibus no Setor Conjunto Morada Nova, em Goiânia. Para o superintente da Polícia Judiciária da Polícia Civil de Goiás, delegado Deusny Aparecido, o material é importante e auxilia na busca pelo suspeito. Porém, salienta que ainda é prematuro tirar conclusões sobre o caso somente a partir dessa prova.
"Infelizmente, apesar de nos ajudar, nos balizar para ver uma posição de fuga, que tipo de moto, o perfil, enfim, não é contundente. Não é uma imagem que possa ser esclarecedora. Depende de vários trabalhos em cima dessa imagem para poder surtir o efeito que a gente precisa", afirmou.
A família da garota acredita que a morte dela está ligada à série de homicídios envolvendo mulheres na capital. Já a polícia diz não acreditar que um assassino em série esteja cometendo os crimes, mas não descarta a possibilidade.
A força-tarefa formada por 16 delegados 30 agentes e dez escrivães responsáveis por investigar a morte de Ana Lídia e outros 11 homicídios contra mulheres em Goiânia que ocorreram de forma semelhante, ficou reunido durante toda à tarde desta terça-feira (5).
Após a reunião, a polícia anunciou que vai incluir na lista de investigações outros três casos: o de duas mulheres que sobreviveram a uma tentativa de homicídio, também praticada por um motoqueiro, e o de um homem, morto em uma situação similar a das outras mulheres.
Vídeo
As imagens que mostram o suspeito de matar a adolescente foram registradas por câmeras de segurança. A vítima aparece caminhando em direção ao ponto de ônibus. Em seguida, o motociclista é visto trafegando no mesmo sentido que a estudante.  Minutos após o crime, o homem passa no sentido oposto à parada de ônibus.
O crime ocorreu quando a garota aguardava o ônibus para se encontrar com a mãe na Feira da Lua, no Setor Oeste. Segundo a Polícia Civil, o suspeito passou pelo local e efetuou três disparos na direção da vítima. Dois dos tiros atingiram o peito da menina, que morreu na hora. O suspeito fugiu logo após o crime sem levar nenhum pertence da vítima.
Ana Lídia Gomes, 14, foi baleada e morta em ponto de ônibus (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Ana Lídia Gomes foi morta em ponto de ônibus
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A família da estudante acredita que a adolescente foi mais uma das vítimas de um suposto "serial killer", expressão usada para assassinos em série, que está assustando a população de Goiânia. De acordo com os parentes, Ana Lídia não tinha nenhuma inimizade ou envolvimento com drogas. “A gente se pergunta: por que ela? Nós não entendemos o porquê”, lamenta a avó de criação da menina, Ivone de Sousa, de 54 anos.
Série de crimes
A família da estudante acredita que todos os crimes cometidos nos últimos meses contra jovens em Goiânia estejam interligados. “Não é coincidência. Até quando vão falar que não é [um assassino em série]?”, questiona a avó. O assassinato da menor aumentou a desconfiança em relação a um assassino em série devido as semelhanças dos crimes. O suspeito chega de moto, saca a arma, dispara contra a vítima e foge sem levar nada.
Após a morte de Ana Lídia, diversas pessoas passaram a comentar sobre o assunto nas redes sociais e a pedir que as autoridades se mobilizem. Em diversos perfis, internautas colocaram fotos com símbolos e frases de luto, cobrando respostas nos casos ainda em aberto e também maior segurança na capital.
Desde maio, quando surgiu a informação de que existe um "serial killer" na capital, a Polícia Civil tratava o caso como um boato. No último domingo (3), a corporação voltou a afirmar que não crê na possibilidade de que um assassino em série esteja agindo em Goiânia, mas revelou, pela primeira vez, que não descarta a hipótese.
Investigações
Segundo informações da Polícia Civil, 12 crimes contra jovens mulheres tiveram dinâmica semelhante: o suspeito chega de moto, saca a arma, dispara contra a vítima e foge sem levar nada. Porém, de acordo com o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Murilo Polatti, as investigações apontam que as motocicletas usadas são de marcas e cilindradas diferentes, além das descrições físicas dos suspeitos não serem as mesmas.
O delegado explica que algumas das investigações indicam crimes passionais e outras apontam envolvimento das vítimas com consumo e tráfico de drogas, mas também não dá detalhes para não comprometer os inquéritos. “Nós não descartamos também que autores venham utilizando esse modo de agir inclusive para desviar a investigação. Dessa forma, seja por crime passional ou envolvimento com tráfico esse crime vai recair para o suposto maníaco”, diz.
A Polícia Civil de Goiás anunciou que delegados do interior do estado vão reforçar a investigação de crimes em Goiânia. O objetivo é acelerar os inquéritos, dentre eles 29 casos de homicídios contra mulheres que ocorreram deste janeiro deste ano na capital. Não há previsão para quantos ou quando os delegados do interior começarão a trabalhar nos casos. Mais de 500 policiais militares também passaram a reforçar o policiamento na capital na segunda-feira (4).
Do G1 GO,

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