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PolíciaBR apóia:

Mulher vai à delegacia para denunciar violência familiar e é agredida

Segundo jovem, foi dito que somente vítima é quem pode registrar B.O.
Imagens serão encaminhadas para Corregedoria da polícia em Palhoça.




Um vídeo mostra discussão entre uma policial e uma mulher que foi registrar um boletim de ocorrência na delegacia de Palhoça, na Grande Florianópolis. A denunciante reclama do despreparo da funcionária para fazer o atendimento e acaba sendo agredida pela agente (veja vídeo ao lado).

"Ela [a policial] começou a dar de dedo na minha cara no meio do atendimento, que não era com ela em momento algum. Eu fui agredida dentro da própria delegacia, não só verbalmente, mas ela também partiu para a agressão física. Ela ia me agredir se eles não tivessem separado a gente. Tanto é, que tem um vídeo dela querendo tirar a gravação. Ela agrediu a minha sobrinha, que é de menor", disse a mulher que preferiu não se identificar.
O vídeo foi gravado pela jovem de 17 anos. Ela contou que foi até a delegacia procurar ajuda porque acredita que a irmã mais velha seja vítima de violência doméstica. "Comecei a gravar na segunda vez que ela entrou porque ela estava bem agressiva. Ela entrou e comecei a gravar. Ela veio por trás de mim, falando um monte, tentou arrancar o celular de mim e me deu dois socos pelas costas", comentou a adolescente.
A confusão teve início por causa de uma orientação feita por dois policias, um deles a mulher que apareceu no vídeo fazendo os xingamentos. Segundo a jovem, foi dito que somente a vítima é quem pode registrar boletim de ocorrência. "Estou encaminhando as cópias [do vídeo] para a Corregedoria, o órgão competente para apurar o comportamento e o atendimento feito pelos policiais", informou a delegada regional Beatriz Ribas Reis.
"Talvez eles pudessem ter feito uma orientação melhor. Não foi o ideal, mas realmente a gente orienta se puder estar acompanhado de um maior ou de uma pessoa mais proxima da vítima, é o recomendável. Mas proibição de registrar boletim de ocorrência, isso não existe", explicou ela. Tia e sobrinha procuraram outra delegacia para registrar ocorrência contra a policial.
A policial não teve o nome divulgado. Ela registrou um boletim de ocorrência por desacato a autoridade. Até que a Corregedoria apure os fatos, a agente segue normalmente na escala de serviço. Na Polícia Civil, ela atua há seis anos, mas na delegacia especializada, trabalha há quatro meses.
Do G1 SC

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