Pular para o conteúdo principal

Assine a nossa Newsletter e receba em seu e-mail as principais notícias

 

PolicialBR esta no Google Play | Instale nosso App em seu celular

Após 4 anos, ex-PM do Gate vai a júri por sequestro e morte de jornalista

Rodrigo Medina é acusado de asfixiar Juliana Montanhana em 2010 em SP.
Réu chegou a confessar crime, mas depois alegou ter sido presissionado.


Ex-PM do Gate (Foto: Reprodução)Ex-PM do Gate (Foto: Reprodução)
O ex-policial militar do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) Rodrigo Domingues Medina deverá ser julgado a partir desta terça-feira (19) em São Paulo pelo sequestro e assassinato da jornalista Luciana Barreto Montanhana, de 29 anos, em 11 de novembro de 2010. O réu responde preso aos crimes.
No mesmo processo, Medina vai responder ainda por “extorsão mediante sequestro com resultado morte”, “ocultação de cadáver”, “três tentativas de homicídios” e “resistência à prisão” contra outras cinco vítimas que estão vivas.

Como é acusado de crimes dolosos contra vida (tentativas de homicídio), Medina será julgado por um júri popular, composto por sete jurados que serão escolhidos nesta manhã no Fórum de Santana, Zona Norte da capital. O julgamento será conduzido pelo juiz Paulo de Abreu Lorenzino. Ele ficará encarregado de dar a sentença. A audiência estava marcada para começar às 9h30. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), no entanto, apesar de o estar presente, o júri ainda não havia começado até as 10h. O plenário está reservado até sexta-feira (22).

Medina é acusado extorsão por cobrar R$ 500 mil de resgate ao pai da vítima, José Ivanor Montanhana, e ao noivo dele à época, Daniel Fernandes Chaves Pereira.

O ex-policial do Gate responde ainda por tentativa de homicídio e resistência à prisão porque atirou contra três policiais civis que o prenderam, quando era investigado como suspeito de envolvimento no sumiço da jornalista.
Tremembé
Atualmente, Medina está detido preventivamente na Penitenciária de Tremembé, no interior do estado. Na época dos crimes, ele trabalhava na Polícia Militar e foi exonerado da função no ano seguinte, em 2011.

Procurado pelo G1, o advogado Richard Bernardes Martins Silva, que defende Medina, informou que não iria se pronunciar sobre o caso.  Em junho de 2012, a equipe de reportagem conversou com outros  defensores do ex-PM. Naquela época, eles alegaram que o cliente é inocente das acusações e não cometeu os crimes.

A Promotoria, no entanto, informou ter provas da participação de Medina nos sequestro, homicídio e ocultação de cadáver de Luciana, além dos outros crimes. “As provas serão apresentadas no júri”, disse a promotora Claudia Ferreira Mac Dowell. “Pedirei a Justiça a condenação do réu e uma pena superior a 30 anos de prisão, aproximada a 50 anos ”.

De acordo com a acusação, o réu chegou a confessar os crimes. “O acusado, perante a autoridade policial, confessou, na presença de seu advogado, que sequestrou Luciana Barreto Montanhana, com o fim de obter, para si, quantia em dinheiro como preço do resgate. Disse que apertou demais a algema de plástico do pescoço da vítima, causando-lhe a morte”, escreveu a juíza em 2012, na decisão que levou o ex-PM a júri popular.
Juliana Montanhana (Foto: Reprodução)Juliana Montanhana (Foto: Reprodução)
Acusação
De acordo com o Ministério Público, Medina confessou ter sequestrado a jornalista no estacionamento do Shopping Eldorado, na Zona Oeste de São Paulo, quando ela saía de uma academia. Câmeras de segurança do local gravaram a jornalista e o momento que o carro dela deixa o estacionamento. Ao invés de abaixar o vidro para colocar o ticket na cancela, quem dirige o veículo abre a porta para introduzir o bilhete na máquina.
Segundo a Promotoria, quem guiava o automóvel de Luciana era Medina, que não abaixou os vidros escurecidos para não ser identificado nas filmagens. Pela denúncia, o objetivo do então policial militar do Gate era o de pedir dinheiro à família da jornalista como resgate para libertar a refém. O réu estaria endividado e não saberia mais como saldar as dividas. De acordo com a promotora Claudia Ferreira Mac Dowell, Medina asfixiou Luciana com algemas de plástico porque ela teria resistido ao sequestro.
A vítima foi morta no mesmo dia e seu corpo jogado no dia 12 de novembro de 2010 numa área de mata às margens da rodovia, na altura do km 44, em São Paulo. “Mas essas informações, sobre a morte de Luciana e a localização do corpo dela, só foram conhecidas após Rodrigo confessar o crime, uma semana depois de ter sido preso”, disse a promotora Claudia.
O crime
A Polícia Civil chegou até Medina após ser procurada pelos parentes de Luciana, que comunicaram o desaparecimento da jornalista e o contato feito pelo sequestrador exigindo R$ 500 mil pelo resgate. A Divisão Antissequestro (DAS) passou a gravar e rastrear os telefonemas feitos pelo criminoso, que só fazia contato com o pai e o noivo de Luciana de orelhão e a cada dia de um lugar diferente.

Ele foi flagrado pelos policiais quando falava de um telefone público na Zona Norte no dia 20 de novembro daquele ano. Durante a abordagem, o então integrante do Gate reagiu e atirou em direção aos policiais civis, que revidaram e o atingiram. Ferido, ele foi levado a um hospital.
Com Medina, foram encontrados o telefone celular e documentos da vítima, mas o paradeiro dela e se ainda estava viva eram dados desconhecidos da polícia porque o preso negava qualquer envolvimento no caso. Consta nos autos do processo que a confissão de Medina à DAS ocorreu uma semana depois, inclusive indicando o local onde havia jogado o corpo de Luciana. No dia 27 de novembro, o cadáver da jornalista foi encontrado pela polícia.
Medina estava com 34 anos quando Luciana foi morta. Ele já trabalhava no Gate da PM havia dez anos. O grupo é considerado uma das tropas de elite da corporação, principalmente em solucionar casos de sequestro. O réu tinha treinamento especial para libertar vítimas de cativeiro.
Em outro interrogatório dado por Medina alegou que confessou o crime sob pressão da polícia. Ele falou que estava internado no hospital, sob efeito de remédios e foi pressionado a confessar um crime que não cometeu.
Sobre ter atirado nos policiais, ele nem sabia que eram policiais porque eles estavam descaraterizados e teria agido em legítima-defesa. Afirmou ainda que ele e Luciana haviam se conhecido numa boate e tiveram um relacionamento que incomodou o noivo dela.
Insanidade mental
Laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, solicitado pela defesa de Mediana, e incluído no processo, concluiu que o réu é semi-imputável, ou seja, possui algum tipo de transtorno de personalidade, sabe o que faz,  percebe a gravidade dos fatos, mas não consegue impedir seus impulsos. Nos casos de semi-imputabilidade, a culpa não é excluída, mas a pena tem de ser reduzida de um a dois terços.
O exame de incidente de insanidade mental poderá ser usada pela defesa para pedir que a Justiça aplique a medida de segurança de internação para tratamento psiquiátrico.
Do G1 São Paulo

Comentários


| Mais Acessados na Última Semana |

Justiça Militar manda PM reintegrar cabo acusado de matar atriz durante blitz em Presidente Prudente

Decisão publicada nesta quarta-feira (18) atende a um pedido de tutela de urgência feito pela defesa. Marcelo Aparecido Domingos Coelho foi demitido da corporação em abril de 2015. oi publicada nesta quarta-feira (18) no Diário da Justiça Militar a decisão do juiz substituto da 2ª Auditoria do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM-SP), Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que determina a imediata reintegração de Marcelo Aparecido Domingos Coelho aos quadros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Em abril de 2015, o então cabo da PM foi demitido pela corporação, após ser acusado no processo que envolveu a morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa durante uma blitz policial na Avenida Joaquim Constantino, na Vila Formosa, em Presidente Prudente.
O juiz levou em consideração a absolvição que Coelho obteve na Justiça Militar, sob o argumento de “legítima defesa” e do “estrito cumprimento do dever legal”, o que, segundo o magistrado, de certa forma, contradiz c…

Policial civil morto em mega-assalto a empresa de valores é enterrado

Vítima foi morta a tiros durante ação dos criminosos que explodiram sede da Protege em Araçatuba (SP). Policial estava de folga. O corpo do policial civil André Luís Ferro da Silva, morto durante o mega-assalto a empresa Protege em Araçatuba (SP) nesta segunda-feira (16), foi enterrado na manhã desta terça-feira (17) em um cemitério particular da cidade. Ferro tinha 37 anos e foi baleado durante a ação. Ele foi socorrido com vida, mas morreu durante atendimento na Santa Casa. Silva era investigador e integrante do Grupo de Operações Especiais (GOE), e deixou filhos e a esposa.
O velório da vítima foi feito em um salão de uma funerária em Araçatuba e, do local, o caixão seguiu em um caminhão do Corpo de Bombeiros em cortejo com viaturas das polícias Militar e Civil até o cemitério. Segundo a Polícia Militar, o policial civil estava de folga do serviço e foi ao local para ver o que acontecia após ser chamado pelos pais, que moram perto da sede da Protege.
O grupo criminoso, cerca de 40 la…

Alckmin propõe reajuste de 7% para policiais

ATENÇÃO- ATENÇÃO ESTA NOTÍCIA É DO ANO DE 2013 E ESTA CIRCULANDO NAS REDES SOCIAIS COMO SENDO ATUAL

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira, 13, o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei que concede aumento salarial de 7% para os membros da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. O reajuste também será estendido aos agentes penitenciários. Aposentados e pensionistas das quatro categorias também terão o mesmo benefício. No total, serão beneficiados 172 mil policiais militares, 53 mil policiais civis e 33 mil agentes penitenciários. O custo para o Tesouro do Estado será de R$ 983 milhões por ano. Esta é a terceira vez que o governador Alckmin concede aumento salarial acima da inflação do período. Desde o último reajuste, o índice oficial de inflação acumulada é 5,66%. Em outubro de 2011, os policiais tiveram 15% de aumento retroativo a julho de 2011. Em agosto de 2012, o aumento foi de 11%. Com a nova proposta, o reajus…

PL 920: uma bomba atômica no funcionalismo público que Alckmin quer ver aprovado a todo custo.

O governador Geraldo Alckmin protocolou na quinta-feira, 5/10, o Projeto de Lei 920/2017, que representa uma verdadeira bomba atômica no Estado de São Paulo, sobretudo um verdadeiro ataque aos servidores estaduais e à prestação de serviços públicos. Publicado no Diário Oficial já no dia seguinte, o PL formaliza a renegociação da dívida de São Paulo com a União, ampliando o prazo de pagamento.
            Em contrapartida, o Estado se compromete a cumprir as exigências do governo federal, que impõe um verdadeiro arrocho salarial sobre os servidores públicos. Essa cruel punição aos servidores foi aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Seu embrião foi o PLP 257, apresentado pela presidente Dilma, que depois foi maquiado pelo governo Temer e transformado na Lei Complementar federal 156/2016.
            Se o PL 920 for aprovado – e espero que não seja –, haverá um congelamento não só de salários, mas também da evolução funcional de todos os servidores estaduais, ficando suspens…

Mais de 1 milhão de votos foram validados no Prêmio Congresso em Foco. Deputado Capitão Augusto esta entre os melhores de 2017.

Um dos três filtros desta décima edição do Prêmio Congresso em Foco 2017, a consulta popular na internet para a escolha dos melhores deputados e senadores do ano teve 1.034.683 votos validados, distribuídos por 130.113 pessoas, entre 1º e 30 de setembro. Os participantes da votação digital podem ter certeza de uma coisa: poucas consultas feitas pela internet são tão bem monitoradas quanto esta. Os vencedores serão conhecidos na próxima quinta-feira (19), na festa de premiação, a ser realizada no Unique Palace, a partir das 20 horas.
Desta vez, foi adotado o sistema de votação desenvolvido pela mais conceituada empresa de software de pesquisas do mundo, a Survey Monkey,  companhia norte-americana reconhecida mundialmente por sua capacidade de processamento e segurança de dados, e também pela auditoria realizada diariamente em cada um dos votos recebidos. Esses votos passam inicialmente pela checagem e filtragem dos seus números de Internet Protocol – o famoso IP, número pelo qual o di…