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Virada termina com 2 mortos e 28 presos

Em balanço da Virada Cultural 2013, PM diz ter prendido 28 pessoas.
Duas pessoas morreram durante as 24 horas de evento na capital paulista.
Ocorrências foram maiores do que o previsto, destacou Fernando Haddad.
A Polícia Militar afirma que 28 pessoas foram presas durante a operação da Virada Cultural 2013, segundo balanço preliminar divulgado às 18h deste domingo (19). Duas pessoas morreram: uma com suspeita de overdose e outra baleada com um tiro no rosto ao reagir a um assalto.
Os casos foram registrados na região central de São Paulo, onde mais de 900 atrações foram apresentadas entre 18h deste sábado (18) e 18h de domingo. A estimativa é que cerca de 4 milhões de pessoas tenham participado do evento.
Segundo o balanço da PM, houve 17 prisões em flagrantes, 12 roubos, 12 tumultos, seis pessoas esfaqueadas, nove menores presos e uma arma apreendida.  Entre os detidos estão suspeitos de roubos de celulares, bolsas, vandalismo e tráfico de drogas.
Ao todo, quatro pessoas foram baleadas, incluindo o padeiro Elias Martins Moraes Neto, de 19 anos, que morreu. Além disso, ao menos 1.800 pessoas tiveram de ser atendidas em quatro unidades montadas pelo Samu, sendo que foram necessárias 260 remoções causadas sobretudo por problemas relacionados ao consumo de álcool.
O comandante da operação, Reynaldo Simões Rossi, disse que os números podem ser alterados com a conclusão de ocorrências.
O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que, com base na observação do Centro de Comando, a organização percebeu o aumento na criminalidade. “A constatação foi a de que o número de ocorrências foi maior do que o previsto, mas havia contingente para atender essas ocorrências e reforçar o policiamento onde era necessário”, disse Haddad. “O que mais preocupou foi a questão da segurança, principalmente nos episódios da madrugada, das 2h30 às 5h”, afirmou o prefeito.
Haddad destacou que houve um contingente recorde com 3,8 mil PMs e 1,4 mil guardas-civis para monitorar um público estimado em 4 milhões de pessoas.

Após Haddad afirmar que houve aumento no total de ocorrências, o representante da PM pediu a palavra para afirmar que ainda é preciso analisar os números finais para constatar se houve recorde.
“Peço licença, mas gostaríamos de aguardar o total do cômputo de ocorrências para dizer se houve aumento”, disse. “Presumimos que, com o aumento do público, o número de ocorrências ia aumentar, mas mesmo assim temos que concluir esse levantamento”, completou.
Questionado sobre os arrastões na madrugada, o coronel admitiu que a polícia acompanhou a atuação de alguns grupos que cometeram crimes patrimoniais. De acordo com ele, no entanto, qualquer intervenção em evento público deste porte tem de ser "muito bem pensada". "A prioridade é preservar a integridade das pessoas", completou.
Sobre possíveis omissões de policiais militares relatadas por participantes da Virada, o comandante da PM afirmou que "os desvios de conduta vão ser apurados". "Há problemas? Há problemas, mas não podemos esquecer a envergadura (do evento)", disse.
O prefeito disse que não houve qualquer tipo de crise entre governo municipal e PM. Segundo Haddad, ele conversou pela manhã com os representantes da polícia em reuniões de trabalho. “Não tenho autonomia para pedir para a PM não dar coletiva”, afirmou. Perguntado se a Virada Cultural foi segura, Haddad respondeu: "Eu participei da Virada, meus filhos participaram e vamos continuar participando".
Ao comentar sobre o comportamento de criminosos que aproveitaram a aglomeração para roubar, o prefeito citou o discurso de Mano Brown, vocalista do Racionais MC's, durante o show do grupo neste domingo. "É o depoimento mais insuspeito que poderia haver", concluiu Haddad.
Em seu show, Mano Brown foi direto. "A gente fala da polícia, mas ontem estive aqui de madrugada e vi muita covardia nas ruas do centro. Vários malandros 'ramelando', se agredindo, se desrespeitando. Vi dez manos roubando o Mizuno do moleque. O que vi ontem no Centro está longe de ser evolução", disse o vocalista.
Arrastões e morte de padeiro
Ao longo da noite, houve diversos relatos de arrastões para roubar celulares. A morte de Elias Martins Moraes Neto teria ligação com a reação a um assalto. Segundo os policiais ouvidos pelo G1, o padeiro estava acompanhado de três amigos quando foram abordados por dois criminosos que exigiram os celulares deles, na Avenida Rio Branco. Os quatro amigos entregaram os aparelhos, mesmo suspeitando que a dupla não portava arma.
Elias e os amigos, então, correram atrás dos criminosos, quando o jovem levou um tiro no rosto. Ele foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu. O caso foi registrado pelo 3º Distrito Policial, em Santa Ifigênia, como latrocínio (roubo seguido de morte).
Além de Elias, a PM registrou outra morte na Virada Cultural. Um jovem de 21 anos morreu por suspeita de overdose. Jonatan Santos Nascimento foi encontrado caído na região de Santa Ifigênia, no Centro, e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Santa Casa.
(Com reportagem de Roney Domingos, Marcelo Mora e Kléber Tomaz - G1).

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