Pular para o conteúdo principal

Assine a nossa Newsletter e receba em seu e-mail as principais notícias

 

PolicialBR esta no Google Play | Instale nosso App em seu celular

Ultra Secreto - Documentos sigilosos


A Câmara vem liberando para consulta pública centenas de documentos até então secretos. Com isso, estão vindo à tona detalhes até então desconhecidos da história brasileira recente. É o caso da Revolta dos Sargentos, em 1963, quando os presidentes da Câmara e do Supremo foram presos por algumas horas por sargentos e fuzileiros que promoveram uma rebelião em Brasilia. Os documentos sigilosos são o tema da reportagem especial. Nesta semana, em capítulo único. Confira com João Arnolfo.

Brasilia, início dos anos 60. Após a renúncia de Jânio Quadros, o vice João Goulart precisou de muito apoio para virar presidente da República. Entre os que o apoiaram estavam marinheiros, sargentos e outros militares de baixa patente, que queriam eleger representantes no legislativo.

A Constituição não permitia, mas no Rio de Janeiro conseguiram eleger um sargento do exército como deputado federal. No Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral vetou a posse de outro sargento, eleito deputado estadual.

Quando o Supremo Tribunal Federal confirmou a proibição de se eleger militares, em 11 de setembro de 1963, estourou em Brasília a Revolta dos Sargentos.

Mais de 600 cabos, sargentos e suboficiais da aeronáutica e marinha tomaram a base aérea, a Rádio Nacional, as centrais telefônicas e alguns prédios públicos, isolando a capital do resto do país.

Alertado pelo serviço de segurança, o presidente em exercício da Câmara, deputado Clovis Motta, saiu de casa de madrugada. Viu que a central telefônica estava ocupada por soldados da aeronáutica e tentou chegar ao prédio do Congresso. Foi preso pelos revoltosos ainda na esplanada dos ministérios e levado para o Departamento Federal de Segurança Pública. 

Ao ser solto, no início da manhã, o deputado recorreu ao telex da Câmara para se comunicar com o Rio de Janeiro, pois os telefones estavam cortados. Contou que houve choques armados e que tropas do exército conseguiram controlar a situação no decorrer do dia, prendendo os líderes da revolta.

Assim como centenas de outros documentos históricos do período de 1947 a 1976, os telegramas do deputado Clovis Motta sobre sua prisão permaneceram secretos por quase meio século, guardados nos arquivos da Câmara dos Deputados.

Em 2009, foi criada uma Comissão Especial de Documentos Sigilosos. Desde então, documentos secretos, ultrassecretos e reservados vêm passando pelo crivo da comissão, antes de serem liberados para consulta pública, como conta o presidente da comissão, deputado Fábio Trad, do PMDB do Mato Grosso do Sul.

(sonora Fábio Trad)

Um destes papéis, que eram secretos e agora estão liberados, é um manuscrito, de agosto de 1963, escrito pelo então deputado Rubens Paiva. Ele autorizava a investigação do seu patrimônio pessoal e do de sua mulher.

Na época, Rubens Paiva era vice-presidente da CPI que investigava o IBAD, uma organização anticomunista, financiada por empresários e suspeita de fazer parte da conspiração que resultaria no Golpe de 1964. Anos depois, em 1971, o próprio Rubens Paiva seria preso, torturado e morto no Rio de Janeiro, vítima da ditadura militar.

O deputado Chico Alencar, do PSol do Rio de Janeiro, destaca a importância histórica do documento.

(sonora dep. Chico Alencar)

Os documentos agora liberados mostram que durante a ditadura os telefones dos deputados eram grampeados pelo Serviço Nacional de Informações. Em agosto de 1970, o general Carlos Alberto Fontoura, chefe do SNI, enviou à presidência da Câmara um relatório sobre o uso de telefones por parte de dois deputados da ARENA, partido que apoiava os militares. Eles estariam fazendo chamadas interurbanas particulares e debitando na conta da Câmara.

Chico Alencar disse que isso gerou uma situação inusitada.

(sonora dep. Chico Alencar)

Muitos dos pacotes de documentos secretos guardados pela Câmara dizem respeito a relações com outros países. Em um destes lotes, agora liberado, aparecem detalhes da apreensão, em Salvador, Bahia, em 1968, de um navio de bandeira americana. A embarcação só foi liberada para seguir viagem após entregar à marinha todo o material de pesquisa que vinha recolhendo em águas territoriais brasileiras. 

A marinha informou à Câmara dos Deputados ter apreendido cartas de navegação e centenas de rolos de fita magnética, com dados sobre o subsolo do mar territorial brasileiro. O material foi parar na Petrobras. E os documentos secretos estão agora abertos à consulta pública, na biblioteca da Câmara dos Deputados.

Repórter: João Arnolfo - Rádio Câmara

Comentários

  1. COM TODO RESPEITO, ACHO TUDO ISSO UMA PERCA DE TEMPO E DINHEIRO; QUE EU SAIBA SÓ TEVE UM QUE RESSUSCITOU ATÉ HOJE NA HISTÓRIA= SERÁ QUE ESTÃO QUERENDO RESSUSCITAR MAIS PESSOAS: DEIXEM O PESSOAL DAQUELA ÉPOCA EM PAZ.

    ResponderExcluir
  2. É a indústria da indenização, e quem paga somos nós, os "bocós", que não se manifesta dando um basta nesse circo...

    ResponderExcluir
  3. Nós brasileiros do bem queremos ver estas "CARTAS NAÚTICAS" do subsolo do mar territoial...

    ResponderExcluir
  4. Valdemiro Dusi Junior11 de maio de 2013 13:47

    Isto tem uma só missão, que é vitimizar os espoliadores do Brasil, Dilma, José Genuino, José Dirceu, entre tantos outros. Isto, de positivo, mostra uma parte importante da história do Brasil. Mostra também a garra com que os militares defenderam nossa terra, nosso solo, nosso mar, hoje entregue a americanos. Mostra que tínhamos segurança e tranquilidade e hoje o que eles nos trazem com este falso moralismo? E a verdade de quem roubou bancos, sequestrou embaixadores e explodiu quartéis em nosso País? O que eles vão pagar as famílias dos roubados sequestrados e mortos? O que eles vão pagar ao Patrimônio Nacional? No mais concordo com a postagem anterior sobre a indústria das indenizações, que serão pagas as nossas custas, trabalhadores pagadores de impostos. Já é hora de acabar com esta palhaçada. Ou então, daqui a algum tempo vou orientar meus filhos e netos a solicitar indenização pelos prejuízos daqueles que hoje estão no poder, nos pilhando, com licitações fraudulentas, mensalões, desvios de verbas, etc... E quem vai cobrar do poder, contra o próprio poder? Este País é uma vergonha!

    ResponderExcluir
  5. "...fazendo chamadas telefônicas particulares e debitando na conta da Cãmara"...Perto do que se vê hoje em dia,parece piada!!!... Gostaria de sugerir a divulgação dos famosos "Atos Secrteos", como por exemplo , o que nomeou um Mordomo para servir ao Senador Renan Canalheiros pela bagatela de R$ 18 mil mensais!

    ResponderExcluir
  6. E o salário Ó! E a saúde Ó! E a educação Ó! E a segurança então é Ó, Ó, Ó.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Os comentários não representam a opinião do site PolicialBR, elas obedecem os princípios da liberdade de expressão.


| Mais Acessados na Última Semana |

COMANDANTE DO EXÉRCITO DESCARTA INTERVENÇÃO MILITAR SUGERIDA POR GENERAL

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirma que "não há qualquer possibilidade" de intervenção militar no Brasil, em resposta ao general Antônio Mourão, que levantou a possibilidade no caso de o Judiciário "não resolver essa questão" política; "Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes", diz o comandante Villas Bôas; ele diz ainda que teve uma conversa com Mourão e que o problema "já está superado" Sempre polêmico, o general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão afirmou na última sexta-feira que é possível uma intervenção militar no Brasil, caso a crise política que o país atravessa não seja solucionada pelas próprias instituições. As afirmações de Mourão foram feitas em uma palestra realizada na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, horas após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denu…

Justiça condena 2 PMs e guarda civil a mais de 600 anos de prisão por maior chacina de SP

Os policiais militares Fabrício Eleutério e Thiago Henklain, além do guarda civil municipal Sérgio Manhanhã foram condenados nesta sexta-feira (22) a mais de 600 anos de prisão de terem participado da maior chacina de São Paulo, em agosto de 2015. Eles foram acusados de envolvimento em 17 dos 23 homicídios ocorridos nos dias 8 e 13 daquele mês. Eleutério foi condenado a 255 anos, 7 meses e 10 dias em regime fechado. Henklain pegou 247 anos, 7 meses e 10 dias, também em regime fechado. O guarda civil Manhanhã recebeu pena menor do que os policiais militares, condenado a 100 anos e 10 meses. A defesa dos três condenados já recorreu da sentença. O julgamento durou cinco dias, menos do que estava previsto. Os jurados se reuniram na sala secreta às 16h07. Eleutério entrou no plenário para ouvir a sentença, tremendo, chorando e segurando uma bíblia. Manhanhã e Hanklain aparentavam estar mais calmos.  Às 18h11, a juíza Élia Bulman divulgou a sentença. "A missão dos senhores foi muito b…

Homem é detido por suspeita de injúria racial após xingar policial de 'preto sem-vergonha', em Campinas

O policial estava a serviço em um bloqueio de trânsito e deu ordem de parada ao homem, de 36 anos, que se revoltou. Um homem de 36 anos foi detido em flagrante por suspeita de injúria racial e desacato após xingar um policial militar de "preto sem-vergonha", em Campinas (SP), nesta quarta-feira (20). O ato racista ocorreu, segundo a PM, após o homem ser abordado em uma blitz durante uma fiscalização de rotina e se revoltar contra os policiais. O suspeito estava sem o cinto de segurança e se exaltou ao questionar os policiais sobre a necessidade de realizar a blitz no bairro, localizado na periferia da cidade. Segundo o cabo Laudevino Ferreira Júnior, vítima da injúria, o homem entregou os documentos usando palavras de baixo calão.
"No momento em que eu saí de perto, ele falou: 'Esse preto sem-vergonha'. Eu retornei até ele e perguntei: 'Você me chamou do quê?' E ele estava exaltado e disse: 'Eu te chamei de preto sem-vergonha'. Foi o momento em q…

Com 1 milhão da Lei Rouanet, Santander Cultural promove exposição violando Santidade de Jesus e incentivando pedofilia.

Santander investiu quase R$ 1 milhão com Lei Rouanet em exposição que faz apologia à pedofilia. Segundo o site do Ministério da Cultura, o banco Santander investiu quase 1 milhão de reais, usando os benefícios fiscais da Lei Rouanet, na criminosa exposição Queermuseu, sediada no prédio da fundação Santander Cultural na cidade de Porto Alegre. Entre as ditas obras expostas no lugar, sob o pretexto da defesa dos direitos dos homossexuais, vê-se imagens que configuram os crimes de apologia à pedofilia e ultraje a fé cristã, como divulgada em várias páginas nas redes sociais. No link do site do Ministério da Cultura a seguir, você confere o processo de concessão do benefício fiscal da Lei Rouanet da grana que o Banco Santander usou para financiar a exposição, o que significa que a instituição financeira não recolheu impostos sobre esse valor: Veja aqui

Veja os vídeo sobre assunto:










Matéria atualizada em 13SET17 FOLHA DE SÃO PAULO Após protesto, mostra com temática LGBT em Porto Alegre é canc…

Banco Santander perde mais de 20 mil clientes em dois dias, após exposição pornográfica

Santander investiu quase R$ 1 milhão com Lei Rouanet em exposição que faz apologia à pedofilia Segundo o site do Ministério da Cultura, o banco Santander investiu quase 1 milhão de reais, usando os benefícios fiscais da Lei Rouanet, na criminosa exposição Queermuseu, sediada no prédio da fundação Santander Cultural na cidade de Porto Alegre. Entre as ditas obras expostas no lugar, sob o pretexto da defesa dos direitos dos homossexuais, vê-se imagens que configuram os crimes de apologia à pedofilia e ultraje a fé cristã, como divulgada em várias páginas nas redes sociais.
Não demorou muito para as paginas oficiais do Banco receberem milhares de críticas  dos próprios clientes que decidiram encerrar suas contas no banco ao todo em péssima avaliação foram mais de 22 mil e a cada hora o numero aumenta. Uma das paginas chegou a retirar as avaliações para evitar que as pessoas vissem que o banco esta com péssima qualidade.
Veja os vídeos
Fonte Folha Online