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Servidores da Polícia Civil de Roraima aprovam estado de greve

Decisão foi aprovada em assembleia geral do Sindpol neste sábado (25).
Trabalhadores não descartam greve geral caso promoção não ocorra.
Os servidores da Polícia Civil de Roraima estão em estado de greve. A decisão foi aprovada na manhã deste sábado (25) pela maioria dos trabalhadores que participaram da assembleia geral do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindpol/RR).
Segundo o presidente da entidade, José Nilton Pereira, esse é um estágio preparatório que antecede a deflagração de greve geral, não descartada pelos 750 servidores de nove dos dez cargos que formam a Polícia Civil caso a promoção não ocorra até julho.
Desde que ingressaram na instituição policial, em 19 de julho de 2004, todos os servidores permanecem na mesma classe e nível. Ano passado, somente a promoção dos delegados da Polícia Civil foi concretizada. 
"A promoção é um sonho que se transformou em pesadelo para os policiais de nove cargos. Vamos completar nove anos de exercício na Polícia Civil e até hoje ainda não tivemos o nosso direito, que é garantido em Lei, concretizado", destaca.
Ele informou que o Sindicato tem decisão favorável da Justiça determinando a promoção das categorias visto que "a integração de todos os cargos em uma só carreira (policial civil) exige que o tratamento dado a estes se dê de forma isonômica".
"O Sindpol ganhou duas ações na Justiça, em primeiro e segundo grau, dizendo que esse direito tem que ser concretizado de acordo com o que determina a Constituição Federal, que é o subsídio e cada classe com o valor correspondente ao nível 5", explica Nilton.
A comissão criada via decreto governametal para discutir e normatizar a proposta de promoção que deverá ser encaminhada à Assembleia Legislativa de Roraima (ALE) também foi discutida. O Sindpol busca medidas para que os diretores da entidade integrem o grupo de trabalho.
A falta de condições de trabalho, a retirada da insalubridade e o não pagamento do auxílio alimentação aos policiais foram debatidos pelos servidores que afirmam estarem "andando para trás" no que se refere ao cumprimento dos direitos das categorias.
Até julho, o presidente do Sindicato informou que será feita uma mobilização junto as unidades policiais orientando os servidores para que façam somente o que for de atribuição inerente ao seu cargo, conforme previsto em Lei.
Como exemplo, foi citado o caso dos flagrantes e depoimentos. Em ambos os procedimentos o delegado deverá estar presente para ditar e assinar tudo o que o escrivão digitar. Na confecção do Boletim de Ocorrência, o delegado também deverá estar presente para tipificar o crime e assinar o documento.
O não uso em serviço de material próprio do policial, como arma, notebook, celular e veículo, também será pontuado, assim como a participação em missão somente com colete, armamento e munições em perfeito estado e dentro da validade.
Do G1 RR

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