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Regimento de Cavalaria da Polícia Militar é interditado de forma preventiva

O Regimento de Cavalaria  Alferes Tiradentes da Polícia Militar foi interditado preventivamente nesta terça-feira (21). O motivo, de acordo com o comando do regimento, refere-se a uma suspeita de mormo, uma doença que afeta os cavalos de forma nociva e pode ser transmitida para o ser humano.
Segundo o comandante da Cavalaria, tenente-coronel Mac Dowel, os cavalos originários do Distrito Federal, ficaram no regimento há 42 dias. A equipe de equitação voltava de uma competição do Espírito Santo e teria passado um dia no regimento para prosseguir viagem. “Quando os animais chegaram no plantel nenhuma doença foi constatada”, disse.
Com a suspeita, veterinários do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estiveram na unidade para realização de vistorias e exames nos animais. Os cavalos ficarão isolados por sete dias até que o diagnóstico saia. “Todos foram examinados, mas garantimos que nenhum dos nossos cavalos tiveram contato com os visitantes. Além disso, o tempo para que a doença manifestasse passou e nada foi constatado”, completou o comandante.
Ainda segundo o comando, se o resultado dos exames for negativo, a interdição será imediatamente suspensa. Em caso de confirmação, o animal doente deverá ser sacrificado. Enquanto isso, os militares irão integrar o Batalhão de Eventos da Polícia Militar, já que não podem realizar o patrulhamento montado.
O comandante Mac Dowel explicou ainda que a hospedagem dos animais entre os regimentos durante competições é um procedimento normal entre os militares. “Em Minas é exigido o exame para mormo e anemia equina antes desses animais ficarem no regimento”, contou.
Doença
O mormo, também conhecido como lamparão, é uma doença infecto-contagiosa que acomete equídeos e tem como agente etiológico a bactéria Burkholderia mallei; pode também ser contraída por outros animais como o cão, gato, bode e até o homem.
A infecção dada por bactéria se da através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como: pús, urina, secreção nasal e fezes. Esta bactéria possui um período de incubação de aproximadamente 4 dias. No Brasil, o mormo foi detectado nos anos de 1999 e 2000 no Nordeste do país. (O Tempo).

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