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Policial Militar de São Vicente, SP, é preso em Sumaré por roubo de carga

Outras cinco pessoas estão envolvidas na operação de roubo de carga.
Um comerciante de Santos foi um dos identificados pelo motorista.
Um policial militar de São Vicente, no litoral de São Paulo, foi preso em Sumaré, no interior, com outras cinco pessoas durante uma operação da polícia. Eles são suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha de roubo de carga.
O caminhão, que pertence a uma transportadora de São Paulo, foi roubado na rodovia Fernão Dias e seguia para Belo Horizonte. O motorista ficou quatro horas sob a mira dos bandidos. Segundo o motorista, que não quis ser identificado, na carga haviam cerca de 300 itens. “Três carros e um caminhão estavam envolvidos. Me abordaram e mandaram descer do caminhão. Eles pegaram o caminhão e me passaram para o carro. Ficaram rodando comigo e me largaram depois no centro de São Paulo", conta.
A operação foi no bairro São Judas, em Sumaré, e envolveu 25 policiais militares. O barracão foi cercado no momento em que seis homens descarregavam um caminhão com carga de produtos comprados pela internet. “Tinha produtos de informática, cama, mesa e banho, brinquedos, materiais de escritório e aparelhos celulares”, afirma André Rosário da Silva, capitão da Polícia Militar.
A polícia encontrou com a quadrilha uma pistola, um inibidor de rastreamento, usado em caminhões, celulares e cerca de R$ 10 mil em dinheiro. Outro caminhão foi apreendido com a identificação da companhia de telefonia Vivo. Segundo a polícia, quatro acusados usavam uniformes da empresa.
Marcelo Moreschi, delegado do caso, conta que o motorista reconheceu dois dos seis homens. “Ele reconheceu o policial de São Vicente e outro que é um comerciante de Santos. É uma quadrilha grande, provavelmente de São Paulo, da região de Osasco, mas tudo isso vai ser investigado”, explica.
Os suspeitos foram presos por formação de quadrilha, quatro por receptação e outros dois por roubo, entre eles Pedro Cardoso Virgílio, cabo da Polícia Militar de São Vicente, que será encaminhado para o presídio Romão Gomes, em São Paulo. Os outros presos vão ser levados para o Centro de detenção Provisória de Americana.
O delegado afirmou também que as empresas Telemont e Vivo não têm nada a ver com o caso. A polícia disse ainda que a Telemont, que presta serviço para a operadora, confirmou que quatro dos seis presos são funcionários da empresa.
Do G1 Santos

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