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Polícia Militar afasta comandante filmado dando soco em estudante

O comandante-geral da Polícia Militar de Goiás, Coronel Silvio Benedito Alves, informou que o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Wendel de Jesus Costa, foi afastado da função no final da tarde de quinta-feira (16). Ele foi flagrado dando um soco no rosto de um jovem, que protestava contra o possível aumento da tarifa de ônibus do transporte público, em Goiânia (veja vídeo abaixo). A confusão aconteceu durante uma manifestação, que reuniu cerca 400 pessoas, a maioria estudantes secundaristas e universitários, na manhã de quinta-feira, no Terminal Praça A, no Setor Campinas.
A polícia informou, em nota, que o afastamento do comandante do Pelotão de Choque, a princípio, se deu por causa de “conduta indevida” no protesto. Coronel Silvio Benedito Alves declarou ainda que foi instaurado procedimento administrativo para a apuração dos fatos.
Em entrevista ao G1, o major Wendel de Jesus Costa afirmou que ainda não tinha sido comunicado sobre o afastamento até as 9h dessa sexta-feira (17). No entanto, ele adiantou que estava à espera do comandante-geral da PM, que o chamou para uma reunião.
O major se defende e diz que sua atitude não foi excessiva em virtude do contexto. "Tem um contexto anterior que não foi documentado. Já tínhamos pedido ao manifestante que saísse dali e ele não saiu. Ele avançou em direção à minha cintura. Foi um reflexo da atitude dele. Não foi uma atitude gratuita", argumenta.
O então comandante do Batalhão de Choque alegou ainda que não era só uma bandeira. Nela, afirma, havia uma haste de madeira, que o rapaz e outros manifestantes estavam lançando contra os policiais.
Wendel de Jesus Costa ressaltou que a atitude dos policiais foi legítima, dentra da ordem e da legalidade. "A população que mora na área e que passava pelo local sofreu com a ação desses indivíduos, com o terror que eles provocaram", declarou.
O major lembrou ainda do último protesto que aconteceu na capital contra o possível aumento da passagem de ônibus, nas Avenidas Goiás e Anhanguera. "Eles fizeram o movimento com a finalidade de protestar, foi de forma organizada e com intenções pacíficas. Essa situação foi totalmente diferente da de ontem. Eles saquearam comércios e atiraram pedras e madeira contra os PMs", comparou.
Protesto
O protesto começou no Centro da capital e seguiu para o Terminal da Praça A, no Setor Campinas, onde os estudantes colocaram fogo em pneus na Avenida Anhanguera para bloquear o trânsito ao redor do local.
A Polícia Militar tentava negociar a liberação enquanto os estudantes protestavam. Um grupo tentou ocupar o terminal e foi recebido pelo Batalhão de Choque da PM. Houve correria e os policiais formaram um escudo para impedir o retorno dos manifestantes.
Eles continuaram o protesto do lado de fora. Mas a tropa de choque, a todo momento, atirava bomba de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Estudantes e pessoas que passavam pelo local tentaram buscar abrigo no comércio, mas a maioria fechou as portas. Uma agência bancária teve um dos vidros quebrados.
A polícia disse que agiu dessa forma para evitar danos ao patrimônio público. Estudantes tentaram argumentar com a PM, mas a conversa foi recebida com violência. Dois manifestantes foram detidos e levados para o 5º DP, suspeitos de depredarem o patrimônio público. Eles foram liberados horas depois.
Desde a greve dos motoristas do transporte coletivo, realizada no início do mês, cogita-se o aumento da passagem de R$ 2,70 para R$ 3. A possibilidade de um segundo reajuste no mesmo ano tem preocupado a população e desagradado os estudantes. "Nós somos um movimento que busca o não aumento da tarifa", disse o manifestante agredido. (G1).

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