Pular para o conteúdo principal

Rádio PolicialBR 24 horas com você. Notícias e entretenimento.

PolicialBR esta no Google Play | Instale nosso App em seu celular

PMs acusados de execução são absolvidos

Policiais acusados de execução em cemitério de Ferraz são absolvidos.
Julgamento durou cerca de 10 horas no Fórum de Ferraz de Vasconcelos.
PMs eram acusados de matar um homem dentro de um cemitério.
Os dois policiais militares acusados de executar um homem em um cemitério de Ferraz de Vasconcelos (SP) em 2011 foram absolvidos no início da noite desta quinta-feira (23), após cerca de 10 horas de julgamento. Os PMs Ailton Vital da Silva e Felipe Daniel da Silva foram julgados pela morte de Dileone Lacerda de Aquino, de 27 anos. O Ministério Público informou que vai recorrer da decisão.
O crime ocorreu em 2011 e foi testemunhado por uma mulher. Segundo a acusação, Aquino teria participado do roubo de uma van carregada com cosméticos. Ele tinha várias passagens pela polícia.
O promotor Sergio Ricardo Gomes disse que o lado emocional pesou na decisão e, por causa disso, irá recorrer da decisão. “Queremos um novo julgamento. Entendemos que os jurados tiveram piedade pelos réus serem policias e pela emoção da família que chegou a aplaudir a defesa em alguns momentos.”
Defesa
Para o advogados dos policiais, Celso Vendramini o depoimento de uma das testemunhas sigilosas fez a diferença. “Foi feita  a justiça. Sempre acredite neles e a contradição das testemunhas de acusação fizeram a diferença. Uma delas modificou o depoimento”. Segundo Vendramini a votação foi apertada 4 a 3. O Ministério Público não confirmou este placar.
Os soldados foram expulsos da corporação há cerca de um ano. Vendramini irá recorrer:  “Eles foram explusos pelo erro na conduta de ter ido ao cemitério e não pelo homicidio. Vamos entrar com um processo de reintegração”
Mãe
A mãe de Aquino, Fátima Lacerda disse que já esperava o resultado. “Meu filho sempre foi errado. Nunca apoiamos o lado que ele escolheu, mas também eles (policiais) agiram errado. Não tenho o que falar do julgamento.
Interrogatórios
O primeiro a ser ouvido foi Ailton Vital. Ele afirmou que todos foram ao cemitério porque Dileone disse que parte da carga estava lá. No depoimento, Vital afirmou que quando desceram da viatura, Dileone tentou tomar sua arma. Ele então reagiu e disparou. O policial admitiu que este não era o procedimento correto para este tipo de ocorrência, já que deveriam levar o suspeito diretamente para a delegacia. Contudo, os policiais decidiram tentar recuperar a carga.
Questionado pelo advogado de defesa se eles não estavam tentando “trabalhar a mais”, ou fazer um “serviço extra” indo ao cemitério para recuperar a carga, o Vital concordou e disse: “se tivesse feito somente o ‘feijão com arroz’ não estaria aqui agora.”
A juíza, Patricia Pires, confrontou a versão dada pela testemunha de acusação, a mulher que denunciou o caso pelo 190, de que a vítima foi retirada da viatura pelos policiais e executada. Ailton disse acreditar que a mulher pode ter “fantasiado”. “Ela tinha ido visitar o túmulo do pai, ali naquele momento e pode ter se emocionado”, afirmou em seu depoimento.
Em seguida, Felipe Daniel, que era quem dirigia a viatura, confirmou que a intenção dos dois era tentar recuperar a carga, já que no momento em que conseguiram olhar dentro da van, que havia batido no muro de um condomínio, já praticamente não havia mais cosméticos.
A juíza questionou a série de erros da equipe, como seguir para o cemitério sem avisar seu comando e deixar o suspeito descer da viatura sem os dois policiais estarem juntos. Felipe limitou-se a dizer que eles “estavam tentando fazer o melhor pela sociedade.”
Antes do depoimento dos réus foram ouvidas duas testemunhas de acusação, cujas identidades são mantidas em sigilo e tiveram os depoimentos colhidos sem a presença do público e da imprensa. Depois, a juíza afirmou que uma das testemunhas era a mulher que denunciou o crime. Em seguida foram chamadas três testemunhas de defesa: uma vítima de um assalto anterior de Dileone, um policial militar colega dos réus e o motorista da van de cosméticos assaltada .
O caso
No dia 12 de março de 2011, uma mulher que visitava a sepultura do pai entrou em contato com a Polícia Militar pelo telefone 190, dizendo que estava no interior do cemitério Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, e que viu quando policiais militares entraram com o carro da polícia no cemitério, retiraram uma pessoa de dentro do veículo e atiraram contra ela. Em sua denúncia, ela indicou o prefixo do carro envolvido.
Os policiais são Felipe Daniel da Silva (que tinha cinco anos de polícia na época) e Ailton Vidal da Silva (com 18 anos de carreira), conhecidos na corporação até então pela boa conduta e pelas prisões em flagrante.
Os dois contam que faziam ronda na Zona Leste de São Paulo,quando interceptaram um furgão que tinha acabado de ser roubado. Perseguiram o veículo em alta velocidade e, dentro de um condomínio residencial, trocaram tiros com o motorista. O furgão era dirigido por Dileone Lacerda de Aquino, de27 anos, que já tinha várias passagens pela polícia. Ele morreu a caminho do pronto-socorro.
No entanto, a versão dos policiais não incluia uma passagem pelo cemitério, onde a  testemunha viu quando eles tiraram o rapaz do carro e o executaram com um tiro. Na mesma hora ela ligou para a polícia. “Eu estou aqui no Cemitério das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, e a Polícia Militar acabou de entrar com uma viatura aqui no cemitério com uma pessoa dentro do carro, tirou essa pessoa do carro e deu umtiro”, relata a testemunha em uma gravação.
A central da PM pergunta se ela consegue ver a placa e o prefixo da viatura policial. “Não. Eu não vou chegar perto para olhar. Eu estou olhando a viatura, mas não dá para ver o prefixo. Essa hora do dia fazer isso? Dizem que é normal fazer isso aqui, mas não é normal eu assistir a isso. Eu estou no Cemitério das Palmeiras, a viatura está parada”, completa.
O carro dos policiais parte em direção à saída do cemitério .“Espera só um pouquinho que eles vão passar por mim agora”, continua a testemunha. “Espero que eles não me matem, também. A placa é DJL-0451. O prefixo é 29411, M29411.”
O carro para e um dos policiais se aproxima: “Eu não sei por que ele está vindo agora. Tem um PM vindo na nossa direção”, diz. Mas a mulher não se intimida e enfrenta o policial. “Desculpa, senhor. O senhor que estava naquela viatura ali? O senhor que efetuou o disparo? Foi o senhor que tirou a pessoa de dentro, atrás de onde nós estávamos? Eu estou falando com a Polícia Militar”, diz a mulher ao policial.
“Não, não. Eu estava socorrendo o rapaz”, responde o PM suspeito. “Socorrendo? Meu senhor, olha bem para a minha cara”, enfrenta a testemunha.
“A senhora não sabe o que o rapaz fez”, responde o policial.
“Ele falou que estava socorrendo, mentira”, relata a mulher aotelefone. “É mentira, senhor, é mentira. Eu não quero conversar com o senhor. O senhor paga o que o senhor faz. O senhor tem a sua consciência.”
Uma pessoa ao lado da testemunha se preocupa: “Vai complicar para você”, diz. “Não vou me complicar. Vou me complicar por quê?”, questiona a testemunha. “Ele está dizendo que estava socorrendo, ele entrou no cemitério.” A mulher que ligou para a polícia está em um programa deproteção a testemunhas. (G1).

Comentários

  1. Fico feliz pela absolvição dos policiais.
    Quanto a morte do bandido, tenho certeza de que a sociedade não perdeu nada com a morte dele.

    ResponderExcluir
  2. E agora jose? os policiais foram presos, expulsos antes mesmo do julgamento, com certeza ficaram sem receber vencimentos; familia sem assistencia medica, alem da exposição na midia como assassinos.Tudo porque a PM ja faz um pre-julgamento, pois precisa "depurar", como a gente vê as entrevistas. Agora precisam entrar na justiça para tentar o retorno. Com certeza irão entrar ja justiça por danos morais e pleitear uma indenização, se bem que nada vai apagar a humilhação que passaram, bem como os seus familiares.

    ResponderExcluir
  3. Já dizia o grande deputado Civuca,bandido bom é bandido morto,menor de arma na mão,não e menor.Hoje o direitos humanos(direito de quem?)diz que menor tem que ser tratado como ser humano,ótimo,mas e os humanos que eles matam,estrupam e as familias que eles destroem,ficamos aonde nesses direitos.Se queixaram ao um orgão internacional de um julgamento no Brsil á 19 anos atrás,e parece que vão julgar de novo os reus da época que foram absolvidos,querem condenação de um fato que já foi julgado,não entendi.Lá,eles,julgam,condena até a pena de morte,ou prisão perpétua os menores que cometem crimes graves e ninguém ouse falar nada,aqui querem mandar,cade os nossos desembargadores,juizes e homens que conhecem nossos direitos e não falam nada,politicos e fazedores de leis que ganham bem,que BRASIL MARAVILHOSO

    ResponderExcluir

Postar um comentário

ANTES DE ESCREVER LEIA COM ATENÇÃO: Palavras de baixo calão, racismo, ofensas, ameaças e tudo mais de não estejam de acordo com os bons costumes e as leis vigentes não será aprovado. Expressão do pensamento é um direito Constitucional, expresse o seu com educação e propriedade. Os comentários publicados não traduzem a opinião do blog. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. O IP do comentarista fica arquivado e pode ser fornecido por Ordem Judicial.

| Mais Acessados na Última Semana |

ROTA invade tribunal e resgata ex-presidiário

Sim, o título acima está correto. Numa incrível operação relâmpago, PMs de ROTA impedem que tribunal do crime assassine um ex-presidiário

A ROTA está nas ruas 24 horas por dia, todos os dias, o ano inteiro. Seu efetivo é dividido em três Companhias: Noturna, Matutina e Vespertina. Esta matéria relata uma incrível ocorrência de resgate conduzida pelo Pelotão do Tenente PM Soares, que patrulhava a Zona Leste de São Paulo às 21:40 nesta segunda-feira, dia 14. “O despacho do Policiamento de Choque do COPOM nos informou que uma pessoa estava sendo torturada na favela Eliane, numa casa com detalhes verdes no seu portão, localizada na rua Esperança. Pelas particularidades que nos foram relatadas, estava claro que a ocorrência envolvia a ação de um ‘tribunal do crime’ provavelmente comandado pelo PCC. Imediatamente acionei meu Pelotão”, relata o Tenente de ROTA Soares. O nome dessa rua, 'Esperança', não podia ser menos adequado em função do cenário que os PMs iriam encontrar em poucos…

Aprovado PL que da poder de polícia administrativa às polícias e bombeiros militares do Brasil

O poder de polícia administrativa trás condições das polícia militares e bombeiros atuarem de forma efetiva em eventos, estabelecimentos comerciais e outros. Autor: Capitão Augusto - PR/SPData da apresentação:  04/02/2015 Ementa: Regula as ações de Polícia Administrativa exercida pelos Corpos de Bombeiros Militares dentro das suas atribuições de prevenção e extinção de incêndio, e perícias de incêndios e ações de defesa civil, de busca salvamento, de resgate e atendimento pré-hospitalar e de emergência; e pelas Polícias Militares no exercício da Polícia Ostensiva e Polícia de Preservação da Ordem Pública, e dá outras ...Leia integra do PL 196/2015Regula as ações de Polícia Administrativa exercida pelos Corpos de Bombeiros Militares dentro das suas atribuições de prevenção e extinção de incêndio, e perícias de incêndios e ações de defesa civil, de busca salvamento, de resgate e atendimento pré-hospitalar e de emergência; e pelas Polícias Militares no exercício da Polícia Ostensiva e Pol…

Usar arma de uso restrito com porte ilegal agora é crime hediondo

Aprovada urgência para projeto que torna crime hediondo o porte ilegal de armas de uso restrito O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 332 votos a 7 e 2 abstenções, o regime de urgência para o Projeto de Lei 3376/15, do Senado, que torna crime hediondo a posse ou o porte ilegal de arma de fogo de uso restrito das forças policiais e militares. Após a votação, a sessão ordinária foi encerrada. Projeto de Lei do Senado nº 230, de 2014, de autoria do Senador Marcelo Crivella, constante dos autógrafos em anexo, que “Altera a Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito no rol dos crimes hediondos”. A Lei 8.072/90 define como hediondos os crimes de homicídio praticado por grupo de extermínio; homicídio qualificado; latrocínio; genocídio; extorsão qualificada por morte; extorsão mediante sequestro; estupro; disseminação de epidemia que provoque morte; falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto …

Policiais e bombeiros militares não sabem a força que tem

Deputado Federal Capitão Augusto orienta os militares de São Paulo sobre a força política da classe
Por mais que façamos aqui pela Câmara dos Deputados, aprovando projetos dando mais direitos e garantias aos policiais e não deixando ser aprovado nenhum projeto que os prejudique, a grande reivindicação que recebo dos policiais refere-se a questão do aumento salarial.
Infelizmente Deputados não podem apresentar projetos que gerem despesas para o executivo, então está fora de nossa competência atender essa solicitação, o que nos resta é cobrar (e muito) do governador e fazer articulação para que ele conceda o tão esperado aumento salarial.
Hoje temos força política para eleger representantes para Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e para todos cargos nas eleições municipais. Está na hora de influenciarmos as eleições para Governador e Senador, um que reconheça nosso valor, ou ficaremos fadados a apenas reclamar nos bastidores.
Nós podemos muito mais que isso! Somos quase 150.000 po…

Vaccarezza é preso em nova fase da Operação Lava Jato em São Paulo

Ex-deputado, que deixou o PT, foi líder dos governos Lula e Dilma. Segundo o MPF, ele recebeu a maior parte de um total de propina que soma US$ 500 mil. O ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara dos Deputados Cândido Vaccarezza, que deixou o PT, foi preso nesta sexta-feira (18) em São Paulo. Ele é alvo da Operação Abate, uma das duas novas fases da Operação Lava Jato deflagradas nesta manhã. A prisão é temporária, válida por cinco dias. Por volta das 9h, Vaccarezza estava em casa sob custódia da PF. Ele deve seguir para Curitiba ainda nesta sexta. O G1 tenta contato com a defesa do ex-deputado, com PT e com as empresas citadas. Principais pontos das investigações Ações apuram o favorecimento de empresas estrangeiras em contratos com Petrobras. Operação Abate investiga fraudes no fornecimento de asfalto para a Petrobras por uma empresa norte-americana, entre 2010 e 2013. Funcionários da Petrobras, o PT e, principalmente, Cândido Vaccarezza teriam recebido propinas que somam US$ 5…