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Manifestação de policiais causa congestionamento de 16 quilômetros

A manifestação de policiais civis na tarde desta terça-feira, na BR-163, saída para Cuiabá, em Campo Grande, causou congestionamento de cerca de 16 quilômetros. O bloqueio na via durou cerca de uma 1h30minutos.
Havia fila de veículos parados nos dois sentidos da rodovia. Aproximadamente 300 policiais participaram da ação em protesto à proposta de reajuste à classe feita pelo Governo do Estado, que é de 7%.
“Não queremos prejudicar a sociedade, mas infelizmente é só dessa forma”, disse Alexandre Barbosa, presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), referindo-se à pressão por aumento maior.
Alexandre Barbosa declarou que a classe continua aberta à negociação e que desde 2010 o governador André Puccinelli (PMDB) promete reduzir a diferença entre o salário de escrivães e investigadores e de delegados.
A categoria está em greve desde sexta-feira. Não há acordo entre escrivães, investigadores e governo. Nesta quinta-feira, policiais militares e civis lotaram a Assembleia Legislativa e conseguiram evitar que projeto de aumento salarial fosse adiado.
A proposta do governo é de 7% este ano, 8% em 2014 e 12% em 2015, além de vantagens e reenquadramentos que elevam os salários da classe dos substitutos em 28% já em 2013.
O Estado também promete estender a todos os policiais a etapa alimentação – benefício semelhante ao ticket alimentação -, se compromete a aumentar o número de vagas para promoção de escrivães e investigadores, a fixar data para promoção anual em lista tríplice e a equiparar servidores DAP com os da segunda classe.

Governo avisa que só acordo garante pagamento em dia e reajuste maior

O governador André Pucinelli (PMDB) garante que o reajuste salarial previsto para as Polícias Civil e Militar de Mato Grosso do Sul ficará acima dos índices inflacionários no Estado.
Em nota, divulgada pela assessoria de imprensa, Pucinelli ressalta que mantêm abertas as negociações com as categorias e que "a manutenção das negociações inclui a preocupação em pagar em dia".
Para a Polícia Civil, a proposta é elevar o salário inicial de R$ 2.361 mil para R$ 3.031 mil, com a extinção da classe substituta (inicial).
Em dezembro de 2014, o salário inicial da Polícia Civil será de R$ 3.667,26, conforme o governo. Com este piso, o salário seria reajustado em 210% aos iniciantes, diante de uma inflação acumulada de 40%.
No caso dos militares, cabos que recebiam salário de R$ 2.099,75, em 2007, recebem hoje R$ 2.890,46. A proposta é que a partir de dezembro de 2014, o salário seja de R$ 3.807,85. Um reajuste de 81,35%, que representa, no mínimo, o dobro da arrecadação no período, argumenta o governo.
Ainda conforme Puccinelli, a recuperação do salário dos soldados da PM será de 118,29% até o fim de 2014. Esta categoria parte de um salário inicial, em 2007, de R$ 1.397,57 para R$ 2.200,00 atualmente e R$ 3.050,78 no fim de 2014.
Os maiores índices propostos na atual negociação foram os reajustes escalonados para a Polícia Militar, conforme o governo. Para cabos os percentuais chegam a 7%, 8% e 14%. E para os soldados o reajuste seria de 7%, 8% e 20%, sendo o último índice, nos dois casos, para 2015.
Segundo o governador, vários já aceitaram a negociação na Polícia Civil, com exceção dos investigadores e escrivães. Delegados, peritos oficiais forenses, papiloscopistas, agentes de polícia científica e administrativos, que atuam na segurança pública, estão de acordo com a proposta do governo.
Na Polícia Militar, oficiais subtenentes, sargentos também já aceitaram o acordo. (Campo Grande News).

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