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Forças Armadas vistoriam 42,2 mil veículos e 2,2 mil embarcações na região de fronteira

O balanço dos cinco primeiros dias da Operação Ágata 7 indicou que as Forças Armadas vistoriaram 42,2 mil veículos e 2.778 embarcações em toda a faixa de fronteira do Brasil, de 16,8 mil quilômetros.
Com o emprego de 31.263 militares e civis – o maior efetivo utilizado em operações pelo governo federal -, a Ágata também teve a apreensão de 70 quilos de maconha, 18 quilos de cocaína e três quilos de pasta base da droga. Quatro aeronaves foram interceptadas e, posteriormente, liberadas, após não terem sido constatadas irregularidades.
Numa outra frente, houve a realização de Ações Cívico-Sociais (Acisos) na região Norte. O resultado parcial aponta 25.955 pessoas atendidas e 4.608 medicamentos distribuídos. Até o fim da operação estão previstos atendimentos médico, odontológico e hospitalar em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e em Tabatinga, no Amazonas, além de outras localidades que estão sendo definidas pelos comandantes militares da Amazônia (CMA), do Oeste (CMO) e do Sul (CMS).
Um fato de destaque ocorrido no curso da operação foi a apreensão, pela 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, de U$ 260 mil. O dinheiro, de origem desconhecida, estava em um saco plástico embaixo do banco do motorista de um veículo BMW. O flagrante ocorreu na BR-280, na cidade de Maravilha (SC).
Instituída com uma das ações do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) pela presidenta Dilma Rousseff, a operação Ágata é mantida sob o comando do Ministério da Defesa e coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB), com o apoio de 12 ministérios, cerca de 20 agências governamentais, forças policiais e agentes de dez estados e 710 municípios.
Balanço parcial
A Ágata começou no último sábado (18) entre Oiapoque, no Amapá, e Chuí, no Rio Grande do Sul. A previsão inicial era de emprego de 25 mil militares, mas até o momento, os números indicam mobilização de 31,2 mil civis e militares na faixa fronteiriça do Brasil com os países sul-americanos. A operação acontece às vésperas da Copa das Confederações e da visita do Papa Francisco, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), dois grandes eventos que acontecerão no país.
Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS).  Nesses locais atuarão militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. No entanto, as três Forças utilizarão homens e equipamentos das Organizações Militares, além de poder contar com reforço de outras regiões.
A Marinha está utilizando navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais.
O Exército emprega aeronaves, além de blindados e veículos leves para o transporte das tropas. A Força terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira.
No caso específico da Força Aérea Brasileira (FAB), o centro de operação encontra-se no Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR), com sede em Brasília. Para tanto, a Aeronáutica tem à disposição os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os VANTs  e helicópteros.
Por  Ministério da Defesa

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