Pular para o conteúdo principal

Assine a nossa Newsletter e receba em seu e-mail as principais notícias

 

PolicialBR esta no Google Play | Instale nosso App em seu celular

Começa júri de policiais acusados de execução em cemitério de Ferraz

Trabalhos tiveram início com depoimentos de testemunhas sigilosas.
Mulher que visitava túmulo do pai presenciou crime e chamou a polícia.
Os policiais acusados de executar um homem em um cemitério de Ferraz de Vasconcelos (SP) chegaram ao fórum do município para o júri popular, nesta quinta-feira (23), com semblante tranquilo. Eles respondem pelo assassinato de Dileone Lacerda de Aquino, de 27 anos, em 2011. A vítima tinha várias passagens pela polícia.
Um mulher que visitava o túmulo do pai no momento do crime testemunhou a ação e denunciou o prefixo da viatura em que estavam os policiais Ailton Vital da Silva e Felipe Daniel da Silva pelo 190, relatando com detalhes o que eles estavam fazendo. O caso ficou conhecido em todo o Brasil porque a gravação da chamada para a polícia foi divulgada pela imprensa e mostra a coragem da mulher, que chegou a avisar para os policiais que os estava denunciando 
Os jurados foram sorteados às 9h. A acusação recusou um jurado e a defesa dois. De 25 pessoas, sete foram escolhidas. Quatro homens e três mulheres compõem o júri.
Os trabalhos começaram com os depoimentos de testemunhas de acusação sigilosas. Os réus foram retirados da sala do Tribunal do Júri, assim como a maioria dos presentes. Ficaram apenas a juíza Patrícia Pires, promotor, jurados, oficiais de justiça e os advogados de defesa.
Acusados de homicídio, os réus aguardavam o julgamento no Presídio Militar Romão Gomes. O advogado que defende os dois, Celso Vendramini disse em entrevista ao G1 na quarta-feira (22) que acredita em um julgamento imparcial. "A defesa vai alegar legítima defesa para Vital e e negativa de autoria para o Felipe. A razão é que no interior do cemítério o indivíduo tentou pegar a arma de Vital e ele efetuou o disparo para se defender", afirma o advogado, que também aposta em um julgamento que se estenda além de quinta-feira.
Júri
O julgamento começa com a leitura do processo seguida do depoimento das testemunhas de acusação e defesa. Os réus são interrogados e em seguida acontecem os debates das partes. Na etapa seguinte os sete jurados se retiram para uma sala onde respondem a uma série de perguntas e a maioria do júri decide pela culpa ou inocência dos acusados. Em caso de condenação, o juiz definirá a sentença. Ainda há a possibilidade dos advogados da defesa apresentarem recurso.
O caso
No dia 12 de março de 2011, uma mulher que visitava a sepultura do pai entrou em contato com a Polícia Militar pelo telefone 190, dizendo que estava no interior do cemitério Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos e que viu quando policiais militares entraram com o carro da polícia no cemitério, retiraram uma pessoa de dentro do veículo e atiraram contra ela. Em sua denúncia, ela indicou o prefixo do carro envolvido.
Os policiais são Felipe Daniel da Silva (que tinha cinco anos de polícia na época) e Ailton Vidal da Silva (com 18 anos de carreira), conhecidos na corporação até então pela boa conduta e pelas prisões em flagrante.
Os dois contam que faziam ronda na Zona Leste de São Paulo, quando interceptaram um furgão que tinha acabado de ser roubado. Perseguiram o veículo em alta velocidade e, dentro de um condomínio residencial, trocaram tiros com o motorista. O furgão era dirigido por Dileone Lacerda de Aquino, de 27 anos, que já tinha várias passagens pela polícia. Ele morreu a caminho do pronto-socorro.
No entanto, a versão dos policiais não inclui uma passagem pelo cemitério, onde a  testemunha viu quando eles tiraram o rapaz do carro e o executaram com um tiro. Na mesma hora ela ligou para a polícia.
“Eu estou aqui no Cemitério das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, e a Polícia Militar acabou de entrar com uma viatura aqui no cemitério com uma pessoa dentro do carro, tirou essa pessoa do carro e deu um tiro”, relata a testemunha em uma gravação.
A central da PM pergunta se ela consegue ver a placa e o prefixo da viatura policial. “Não. Eu não vou chegar perto para olhar. Eu estou olhando a viatura, mas não dá para ver o prefixo. Essa hora do dia fazer isso? Dizem que é normal fazer isso aqui, mas não é normal eu assistir a isso. Eu estou no Cemitério das Palmeiras, a viatura está parada”, completa.
O carro dos policiais parte em direção à saída do cemitério. “Espera só um pouquinho que eles vão passar por mim agora”, continua a testemunha. “Espero que eles não me matem, também. A placa é DJL-0451. O prefixo é 29411, M29411.”
O carro para e um dos policiais se aproxima: “Eu não sei por que ele está vindo agora. Tem um PM vindo na nossa direção”, diz.
Mas a mulher não se intimida e enfrenta o policial. “Desculpa, senhor. O senhor que estava naquela viatura ali? O senhor que efetuou o disparo? Foi o senhor que tirou a pessoa de dentro, atrás de onde nós estávamos? Eu estou falando com a Polícia Militar”, diz a mulher ao policial.
“Não, não. Eu estava socorrendo o rapaz”, responde o PM suspeito.
“Socorrendo? Meu senhor, olha bem para a minha cara”, enfrenta a testemunha.
“A senhora não sabe o que o rapaz fez”, responde o policial.
“Ele falou que estava socorrendo, mentira”, relata a mulher ao telefone. “É mentira, senhor, é mentira. Eu não quero conversar com o senhor. O senhor paga o que o senhor faz. O senhor tem a sua consciência.”
Uma pessoa ao lado da testemunha se preocupa: “Vai complicar para você”, diz.
“Não vou me complicar. Vou me complicar por quê?”, questiona a testemunha. “Ele está dizendo que estava socorrendo, ele entrou no cemitério.”
A mulher que ligou para a polícia está em um programa de proteção a testemunhas.
Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Comentários

  1. Quem deveria ir a julgamento é essa mulher pelo deserviço que fez pra sociedade.

    ResponderExcluir
  2. Essa mulher merecia que esse indivíduo que tem várias passagens pelos Dps da vida entrasse em sua casa e roubasse tudo que ela tem ai ela ia dar valor para o policial que está tirando da face da terra mais um inútil que só serve pra fazer peso na terra ,e fazer com que eu ,vc e ela pague pra ele comer beber e dormir nas minhas custas ,sem contar que ainda usam drogas que só Deus e eu e várias pessoas sabem como entra nas delegacias ,falei.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Os comentários não representam a opinião do site PolicialBR, elas obedecem os princípios da liberdade de expressão.


| Mais Acessados na Última Semana |

Justiça Militar manda PM reintegrar cabo acusado de matar atriz durante blitz em Presidente Prudente

Decisão publicada nesta quarta-feira (18) atende a um pedido de tutela de urgência feito pela defesa. Marcelo Aparecido Domingos Coelho foi demitido da corporação em abril de 2015. oi publicada nesta quarta-feira (18) no Diário da Justiça Militar a decisão do juiz substituto da 2ª Auditoria do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM-SP), Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que determina a imediata reintegração de Marcelo Aparecido Domingos Coelho aos quadros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Em abril de 2015, o então cabo da PM foi demitido pela corporação, após ser acusado no processo que envolveu a morte da atriz e produtora cultural Luana Barbosa durante uma blitz policial na Avenida Joaquim Constantino, na Vila Formosa, em Presidente Prudente.
O juiz levou em consideração a absolvição que Coelho obteve na Justiça Militar, sob o argumento de “legítima defesa” e do “estrito cumprimento do dever legal”, o que, segundo o magistrado, de certa forma, contradiz c…

GENERAL QUE COMANDA A ABIN FALA EM VAZIO DE LIDERANÇAS E ELOGIA FEITOS DA DITADURA

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Temer, Sérgio Westphalen Etchegoyen, causou incômodo em parte da comunidade diplomática durante uma palestra no Instituto Rio Branco. O general sugeriu “medidas extremas” para a segurança pública, elogiou feitos dos anos de chumbo e disse que o país sofre com amoralidade e com patrulha do “politicamente correto”.
Etchegoyen começou a fala de quase duas horas contando que tinha sido soldado por 47 anos e que era por essa ótica, militar, que enxergava e
interpretava o mundo. Depois do alerta, tentou quebrar o gelo:
“Sou da arma de cavalaria e tem um problema que a ausência do meu cavalo reduz minha capacidade intelectual em uns 45, 40 por cento”, começou general da reserva que comanda, entre outros órgãos, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A plateia, majoritariamente composta por futuros diplomatas, riu discretamente.
Foi um dos poucos momentos de descontração. No restante do tempo, segundo pessoas que estiveram present…

PL 920: uma bomba atômica no funcionalismo público que Alckmin quer ver aprovado a todo custo.

O governador Geraldo Alckmin protocolou na quinta-feira, 5/10, o Projeto de Lei 920/2017, que representa uma verdadeira bomba atômica no Estado de São Paulo, sobretudo um verdadeiro ataque aos servidores estaduais e à prestação de serviços públicos. Publicado no Diário Oficial já no dia seguinte, o PL formaliza a renegociação da dívida de São Paulo com a União, ampliando o prazo de pagamento.
            Em contrapartida, o Estado se compromete a cumprir as exigências do governo federal, que impõe um verdadeiro arrocho salarial sobre os servidores públicos. Essa cruel punição aos servidores foi aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Seu embrião foi o PLP 257, apresentado pela presidente Dilma, que depois foi maquiado pelo governo Temer e transformado na Lei Complementar federal 156/2016.
            Se o PL 920 for aprovado – e espero que não seja –, haverá um congelamento não só de salários, mas também da evolução funcional de todos os servidores estaduais, ficando suspens…

Alckmin propõe reajuste de 7% para policiais

ATENÇÃO- ATENÇÃO ESTA NOTÍCIA É DO ANO DE 2013 E ESTA CIRCULANDO NAS REDES SOCIAIS COMO SENDO ATUAL

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira, 13, o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei que concede aumento salarial de 7% para os membros da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. O reajuste também será estendido aos agentes penitenciários. Aposentados e pensionistas das quatro categorias também terão o mesmo benefício. No total, serão beneficiados 172 mil policiais militares, 53 mil policiais civis e 33 mil agentes penitenciários. O custo para o Tesouro do Estado será de R$ 983 milhões por ano. Esta é a terceira vez que o governador Alckmin concede aumento salarial acima da inflação do período. Desde o último reajuste, o índice oficial de inflação acumulada é 5,66%. Em outubro de 2011, os policiais tiveram 15% de aumento retroativo a julho de 2011. Em agosto de 2012, o aumento foi de 11%. Com a nova proposta, o reajus…

Policial civil morto em mega-assalto a empresa de valores é enterrado

Vítima foi morta a tiros durante ação dos criminosos que explodiram sede da Protege em Araçatuba (SP). Policial estava de folga. O corpo do policial civil André Luís Ferro da Silva, morto durante o mega-assalto a empresa Protege em Araçatuba (SP) nesta segunda-feira (16), foi enterrado na manhã desta terça-feira (17) em um cemitério particular da cidade. Ferro tinha 37 anos e foi baleado durante a ação. Ele foi socorrido com vida, mas morreu durante atendimento na Santa Casa. Silva era investigador e integrante do Grupo de Operações Especiais (GOE), e deixou filhos e a esposa.
O velório da vítima foi feito em um salão de uma funerária em Araçatuba e, do local, o caixão seguiu em um caminhão do Corpo de Bombeiros em cortejo com viaturas das polícias Militar e Civil até o cemitério. Segundo a Polícia Militar, o policial civil estava de folga do serviço e foi ao local para ver o que acontecia após ser chamado pelos pais, que moram perto da sede da Protege.
O grupo criminoso, cerca de 40 la…