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Após policiais serem baleados, PM reforça a segurança na Rocinha

Rio -  Dois ataques de traficantes a policiais militares em dois dias consecutivos foram suficientes para levar insegurança aos moradores da Rocinha, área que recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em novembro de 2010. O medo voltou a tomar conta da comunidade.
Na madrugada de terça-feira, PMs da UPP foram atingidos por tiros disparados por marginais, enquanto faziam uma ronda no local conhecido como Roupa Suja. Um soldado foi atingido por estilhaços. A PM atribuiu o ataque a traficantes que teriam perdido pontos de venda de drogas.
E em menos de 24 horas, outro ataque a PMs da UPP foi registrado. Na madrugada de ontem, mais um soldado foi baleado por bandidos. Segundo a polícia, o militar participava de um patrulhamento de rotina perto da Rua Dois, no alto do morro.
Feriado com dois tiros, o PM foi socorrido por colegas e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto. Depois, o militar foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio.
De acordo com a PM, após o ataque aos policiais, parte do efetivo fez buscas na favela para tentar prender os autores dos disparos. "Não quero falar sobre isso, pois não desejo reviver este clima de medo”, afirma a estudante Joana Nenes Carvalho, de 18 anos. Ela diz que não se sente segura, mesmo com a UPP. 
“A UPP foi inaugurada aqui em novembro de 2010. O que aconteceu mostra que, desde aquela época, os bandidos ainda atuam na região. Os moradores voltam a viver uma lei imposta pelo tráfico, a lei do silêncio”, resumiu um comerciante, que não quis se identificar.
Sete suspeitos de fugir do Cerro-Corá presos no Andaraí
Policiais da UPP do Andaraí prenderam seis homens e apreenderam um menor, suspeitos de envolvimento com o tráfico. Segundo a polícia, eles são fugitivos do Morro Cerro-Corá, no Cosme Velho, ocupado desde segunda-feira por forças de segurança do Estado.
Os agentes chegaram aos suspeitos, após uma denúncia anônima. Segundo o subcomandante da UPP do Andaraí, tenente Fábio Bonfim, não houve resistência à prisão.
Com o grupo foram apreendidos três carregadores para fuzil 556; dois carregadores de pistola 9 milímetros;
um rádiotransmissor, cinco celulares, R$ 510 em dinheiro, 58 trouxinhas de maconha e 44 papelotes de cocaína. Os presos e as drogas foram encaminhados para a 19ª DP (Tijuca).
William da Rocinha livre
O líder comunitário William de Oliveira, o ‘William da Rocinha’, obteve ontem à noite, no Tribunal de Justiça do Rio, um habeas corpus. Ele foi condenado a quatro anos de prisão por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Com a decisão, William pode ser solto a qualquer momento.
Para chegar à prisão do líder comunitário, o Ministério Público se baseou em imagens de vídeo que mostram William supostamente negociando um fuzil com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que cumpre pena em presídio de segurança máxima. No entanto, Flávio Henrique Moreira, ex-morador da comunidade, disse que foi obrigado a editar o vídeo.  
O Dia

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