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RN - Polícia Civil dá 30 dias ao Governo

Policiais ocuparam as ruas para chamar a atenção do Governo

Policiais Civis voltam ao trabalho normalmente a partir das 8h de hoje no estado. Mas o governo tem um prazo para atender às reivindicações da categoria: 30 dias. Os pontos reivindicados são o fim da custódia de presos em delegacias, o aumento do efetivo com a nomeação dos aprovados no último concurso público e a valorização dos policiais civis.
A decisão foi tomada ontem após uma assembleia geral no auditório do Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol), onde desde o início da manhã de ontem a categoria estava reunida. Na parte da tarde, os policiais fizeram uma passeata pela avenida Rio Branco entregando panfletos, exibindo faixas e explicando as motivações que levaram o Sinpol a adotar esse posicionamento.
De acordo com Djair Oliveira, presidente do Sinpol, não houve diálogo com a governadora Rosalba Ciarlini, apesar da procura do Sinpol. “Entregamos ao governo nossa reivindicação, mas fomos, até o momento, ignorados”, disse ele. 
Apesar da volta dos policiais às ruas, Djair Oliveira fez uma ressalva de que um novo indicativo de greve pode ser feito se o governo não se posicionar. “Vamos elaborar umas diretrizes a respeito da custória de presos nas delegacias e, dentro de 30 dias, se o governo não atender as nossas reivindicações outra assembleia será convocada para decidirmos, mais uma vez, se vamos fazer uma greve ou não”, alertou o sindicalista.
A decisão de paralisação de alerta por 24 horas foi tomada no início do mês em virtude do retorno de presos para as delegacias, situação considerada inaceitável, visto que a custódia deve ser feita pelo sistema prisional, ou seja, por agentes penitenciários. 
A situação se tornou insustentável com as recentes decisões judiciais de interdições de cadeias públicas e presídios, notadamente nos municípios de Caicó, Goianinha, Mossoró e Macau. “Delegacia não é presídio, os policiais estão deixando de investigar alguns casos para vigiar presos”, disse Djair Oliveira. Nas delegacias, as celas estão lotadas e há presos algemados a barras de ferro, como em Macau. 
Delegacias param durante o dia de mobilização
As delegacias de Natal e do interior do estado permaneceram fechadas durante todo o dia de ontem. Somente das Dps de Plantão Zona Sul e Norte da capital e as dez delegacias regionais do interior funcionaram, em virtude da paralisação de advertência de 24h da Polícia Civil. Os agentes se reuniram durante toda a manhã de ontem na sede do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores de Segurança (Sinpol-RN) para chegar a uma conclusão sobre o movimento grevista, mas foi preciso outra reunião à tarde e um ato público para chamar a atenção do Governo do Estado.
Durante todo o dia, as delegacias permaneceram sem realizar as atividades básicas. Na 7ª DP, no bairro das Quintas, havia somente um guarda patrimonial, que tomava conta do prédio. Apesar da paralisação, o expediente iniciou tranquilo nas Delegacias de Plantão de Natal. Os agentes confirmaram que o movimento não foi intenso, mesmo com as distritais estando fechadas. O transtorno maior foi da população, que precisou procurar delegacias mais distantes para a realização de serviços simples, como o registro do Boletim de Ocorrência pela perda de documento.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis e Servidores de Segurança (Sinpol-RN) a Polícia Civil possui menos de 1,5 mil homens. “A Polícia Civil está arquejando”, alerta o presidente do Sinpol, Djair Oliveira. Cerca de 300 aprovados no concurso realizado em 2008 aguardam nomeação. Cerca de 300 aprovados no concurso realizado em 2008 aguardam nomeação.
Oliveira afirma que há mais de 100 presos nas delegacias do RN. As que estão em situação mais críticas são as de Macau, Santa Cruz e Nova Cruz, onde os presos aguardam para que à noite sejam transportados ao Batalhão da Polícia Militar pelo comandante.
Tribuna da Norte

Comentários

  1. a unica linguagem que eles entendem
    a unica que funciona
    a mais eficiente, sem traumas e com resultado contundente.
    Sem fiscalização nao ha arrecadação.

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