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Moto de PM atrapalha embarque de alunos

Os motoristas das peruas escolares reclamam da maneira hostil como são tratados pelos policiais
Desde o início do ano letivo, em meados de fevereiro, a entrada e saída de funcionários e alunos da Escola Municipal Arquiteto Luis Saia, em São Miguel Paulista, na Zona Leste, não tem sido tarefa fácil. O lugar criado no ano passado para facilitar o acesso de alunos, principalmente cadeirantes,  está sendo usado  por policiais militares como estacionamento para motocicletas particulares. Os PMs trabalham em um posto policial perto do local.
Antes da adaptação do espaço, o embarque e o desembarque de crianças eram feitos nas movimentadas ruas laterais, a Américo Gomes da Costa e a Professor Antonio Gama de Cerqueira. Temendo atropelamentos, a escola entrou com o pedido na subprefeitura do bairro para utilizar o recuo da Praça das Noivas.
A situação foi resolvida até que os policiais começarem a utilizar a área. O relacionamento entre motoristas, funcionários da escola e policiais militares não tem sido dos mais amistosos. De acordo com Henrique Wellington Domingos, de 38 anos, os motoristas vivem com constante receio de serem autuados.
“Ficam três (policiais) em cada esquina e, como não tem a placa permitindo o nosso acesso, temos medo de sermos multados. Quando fizeram esse recuo falaram que colocariam placas permitindo o transporte escolar, mas até agora não foram colocadas”, reclama.
O também motorista Daniel Leal afirma que, com o uso do lugar para estacionamento, pais de alunos com carros  também passaram a circular pela área, intensificando o tráfego.
Um dos funcionários da Arquiteto Luis Saia, que preferiu não se identificar por medo de represálias, afirmou que há dias a situação está pior e, além de motos, carros dos policiais também param no espaço.
“Até carros ficam parados aí, impedindo o acesso dos professores ao estacionamento da escola”, diz.
Clima de intimidação/ O DIÁRIO esteve no local por duas vezes. Na primeira, na semana passada, flagrou 15 motos estacionadas em frente ao portão da escola. Já na segunda vez, ontem, o número de motocicletas era menor, mas uma das policiais, em tom intimidatório, questionou os motivos da reportagem e ainda fotografou o carro do jornal.
Impasse  ainda não tem prazo  para ser solucionado
Questionada sobre o estacionamento das motos particulares de policiais, a Polícia Militar não se manifestou até o fechamento desta edição. Já a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que os próprios policiais militares podem fazer a fiscalização no espaço e, por isso, não pode intervir. Sobre a falta de sinalização, a CET disse apenas que a escola pode fazer a solicitação de uma placa que permite o acesso a veículos escolares. A Secretaria Municipal de Educação explicou que a escola está negociando com a Polícia Militar e a CET a liberação do espaço. 
Diário de São Paulo

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