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Delegado confirma participação de policiais em morte de jornalistas no Vale do Aço


Um radialista e um fotógrafo foram assassinados a tiros em pouco mais de um mês
A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (19) que há envolvimento de policiais na morte dos jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Assis Carvalho, assassinados no Vale do Aço. No início desta tarde, foi anunciado que o subcorregedor Élder Dangelo assumiu a chefia de 97 municípios da região.
O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Cylton Brandão da Matta, está em Ipatinga e informou que os suspeitos já foram identificados. Entre os investigados estão tanto policiais civis como militares.
O radialista Rodrigo Neto foi assassinado com cinco tiros há pouco mais de um mês em Ipatinga. Trinta e sete dias após a morte de Neto, um fotógrafo freelancer da imprensa da cidade também foi assassinado em um pesque-pague.
Os dois crimes desencadearam uma onda de pânico entre os profissionais da área na região, que cobram esclarecimentos quanto ao caso. Informações que correm pelo município dão conta de que um ex-policial civil, que atualmente é político no local, estaria envolvido. O jornalista teria um dossiê com informações sigilosas sobre o homem, que seria a motivação para o crime.
Neto era conhecido por acompanhar casos polêmicos e cobrar soluções da Polícia Civil para crimes que caíram no esquecimento. Ele seria o responsável pela investigação sobre a existência de um grupo de extermínio formado por policiais da cidade. Segundo informações, o radialista denunciava ameaças de morte que recebia para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa há cerca de nove anos.
Na quarta-feira (17), o Governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, chegou a afirmar que a possibilidade da participação de policiais existia.
 Do R7 MG, com Record Minas 

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