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Cadeias femininas da região de Ribeirão Preto estão cheias ou no limite


Alvo de críticas pelo excesso de presas e até de ações na Justiça para interdição, cadeias femininas da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) estão lotadas ou com um número de detentas muito próximo do limite.
A situação de lotação persiste mesmo com anúncio do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de esvaziar todas as cadeias femininas do Estado até 2014. Há atualmente 1.438 detidas em cadeias comuns, ligadas à Polícia Civil.
E as obras na penitenciária feminina de Guariba (337 km de São Paulo), que poderia desafogar as cadeias locais, precisaram ser paralisadas. A unidade, prevista para 2011, deverá funcionar somente em 2014.
Na região, duas cadeias estão com mais presas do que a capacidade e outras três abrigam detentas próximo do limite de vagas, segundo levantamento feito pela Folha na última quinta-feira (28).
Outra cadeia, a de Tambaú (255 km de São Paulo), tinha o dobro de detentas do que podia abrigar e foi interditada no ano passado. Sem vagas na capital, uma presa chegou a ficar com o filho recém-nascido dentro da cela, em 2010.
A pior situação na região é a das unidades de Pradópolis (315 km de São Paulo) e Cajuru (298 km). Com capacidade para 24 mulheres, a cadeia de Pradópolis (315 km) abrigava 61.
Devido ao excesso, os carcereiros tomaram a medida de, nos dias de visita, limitar a entrada de só um adulto por presa. Em Cajuru, estavam detidas 51 mulheres, mas a capacidade é para 20.
Sem vagas em presídios e CDPs (Centros de Detenção Provisória), é possível encontrar em cadeias comuns mulheres já condenadas pela Justiça, que deveriam estar em penitenciárias. É o caso da cadeia de Franca. Até quinta, havia oito condenadas cumprindo pena na unidade.
A cadeia de Altinópolis (333 km de São Paulo) abrigava 40 detentas --a capacidade é para 48. Mas, em outras ocasiões, já chegou a ultrapassar o limite. A situação crítica levou a Defensoria Pública de Ribeirão Preto a pedir a interdição da cadeia em março de 2012.
Segundo o órgão, entre os problemas detectados estavam instalações hidráulicas precárias, vasos sanitários quebrados e com vazamentos e risco de curto-circuito devido às más condições da instalação elétrica.
PRECARIEDADE
O retrato das cadeias femininas é muito semelhante na região, segundo o coordenador da Defensoria em Ribeirão, Victor Hugo Albernaz.
"As condições são muito precárias. A lotação cria problemas graves, como [falta de] lugar para dormir, e agrava as condições de higiene."
Diretor do Deinter-3, responsável pela Polícia Civil na região, o delegado João Osinski Júnior disse que já houve uma situação de superlotação no passado e que hoje há um constante fluxo de transferências de presas.
Ele admitiu, porém, que a situação atual é reflexo da falta de vagas no Estado.
Em nota, o governo estadual afirma que tem feito um "investimento de fôlego" para esvaziar as cadeias paulistas.
Folha de São Paulo

Comentários

  1. PORQUE AS CADEIAS ESTÃO CHEIAS????? PORQUE NÓS, OS TROUXAS, PRINCIPALMENTE OS PRAÇAS, TRABALHAMOS COMO BURROS DE CARGA, POIS 99% DOS DETENTOS FORAM PRESOS PELA POLICIA MILITAR. É SÓ PARAR DE TRABALHAR, NÃO PRENDER MAIS NINGUÉM, FAZER SOMENTE O NOSSO PAPEL, QUE É O POLICIAMENTO PREVENTIVO, POIS É PARA ISSO QUE RECEBEMOS NOSSO SUADO E VERGONHOSO SALÁRIO. SOMOS TROUXAS. PAREM JÁ, DE SE SACRIFICAR.

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