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Traficantes e policiais trocam tiros em favelas pacificadas do Rio

Traficantes e policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) trocaram tiros durante 30 minutos na noite de ontem (25) na Pedra do Sapo, no interior do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.
Entre 22h e 22h30, os criminosos atiraram contra o contêiner que serve como base secundária da unidade, na rua João Rêgo. Os disparos atingiram ainda casas, muros e postes. Ninguém ficou ferido.
De acordo com a assessoria de imprensa da UPP, na hora do tiroteio, a área estava sem luz porque criminosos haviam atirado mais cedo na fiação elétrica. Ninguém foi preso.
O motivo investigado pela polícia seria uma represália de traficantes do Comando Vermelho contra a prisão de dois homens na tarde de ontem. O policiamento foi reforçado com servidores das unidades da Fazendinha, Adeus e Nova Brasília, que fazem parte do Complexo do Alemão.
Em outubro de 2010, o complexo foi ocupado pelas forças de segurança. Após a retomada da área, o Exército permaneceu no local até abril do ano passado quando passou o policiamento para as mãos do governo do Rio. Em junho, começaram a ser inauguradas as primeiras UPPs no Complexo do Alemão e da Penha.
OUTRAS OCORRÊNCIAS
No início da tarde de ontem, criminosos assaltaram um policial militar no bairro do Lins, na zona norte da
cidade, e fugiram para o morro vizinho, da Matriz, ocupado por uma UPP.
Os policiais foram avisados do roubo e tentaram interceptar o carro dos criminosos, que responderam com tiros. Durante a ação, um policial da UPP do Morro da Matriz que estava sobre uma moto sofreu um acidente e teve ferimentos leves.
Já na comunidade da Rocinha, também ocupada por uma UPP, não houve tiroteio, mas policiais prenderam quatro suspeitos de integrar a quadrilha que vende drogas na favela, na noite de ontem. Eles estavam em uma casa usada como boca de fumo (ponto de comércio de drogas), que foi denunciada por moradores.
A mesma denúncia informou que os criminosos estavam usando um terreno da favela para enterrar suas armas. Na madrugada de hoje (26), policiais encontraram vários fuzis enterrados no local.
Folha de São Paulo

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