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Polícia investiga abuso sexual contra filho de PM dentro de colégio militar em SP

Policiais civis do 12º Distrito Policial (Pari) investigam denúncia de abuso sexual praticado contra o filho de um policial militar dentro do colégio da Polícia Militar no Pari, região central da capital paulista, no último dia 11. O crime teria sido cometido por um inspetor escolar.
O pai da vítima, o soldado C. R. S., 39 --ele preferiu não se identificar--, disse ao UOL que o abuso ocorreu por volta de 8h30, em um dos corredores do colégio, quando o estudante deixou a sala de aula para beber água. O jovem R. R. S. tem 12 anos e cursa o 8º ano do ensino fundamental.
O delegado Éder Pereira da Silva conversou por telefone com a reportagem e disse que já relatou o inquérito à Justiça. Ele afirmou que colheu depoimentos de várias testemunhas, como professores, alunos, o coordenador do colégio, além da vítima. Silva, entretanto, não quis dar detalhes sobre as investigações por considerar o caso "sigiloso". O caso está sendo investigado como "estupro de incapaz".
Segundo o soldado, que descreveu o relato feito a ele pelo filho, o inspetor teria agarrado o adolescente à força, o tocado nas partes íntimas e o beijado na boca. Em seguida, o estudante, em choque, teria voltado para a sala de aula.
Minutos depois, o inspetor foi chamado pela professora para conduzir à diretoria outro estudante, que havia acabado de levar uma advertência. O PM afirmou que o inspetor pediu à professora que R. R. S. fosse junto com o colega porque também tinha participado da ação que motivou a advertência --embora, segundo o denunciante, seu filho não tivesse participado da ação.
De acordo com o soldado, no meio do caminho até a diretoria, o inspetor liberou o outro estudante para ficar a sós com o adolescente. Em seguida, teria novamente agarrado o estudante e tentado levá-lo para o banheiro. O PM afirmou que seu filho ficou "transtornado", mas conseguiu fugir do inspetor.
Segundo o soldado, o adolescente, com medo, relatou o abuso a um amigo, que lhe confidenciou também ter sido assediado pelo inspetor. Ambos decidiram ir até a diretoria e relataram as agressões.
O PM afirmou que foi chamado pela direção da escola por volta de 12h. Depois, ligou para policiais da 3ª Companhia do 13º Batalhão, que conduziram o inspetor até o 12º DP.
Ainda de acordo com o policial militar, o assédio do inspetor ao seu filho havia começado cerca de três semanas antes. "Ele me contou depois que o inspetor ficava passando a mão nele, fazendo carícias no peito, na barriga, dizendo que meu filho está bonito."
O inspetor é um prestador de serviço e não pertence aos quadros da PM. Após a denúncia, ele foi transferido para uma outra unidade, em função na qual não mantém contato com os estudantes.
O soldado teme que o episódio exponha seu filho. "Estamos vendo de mudar ele pra outra unidade do colégio da PM, que fique bem afastada. Não vou deixá-lo voltar para lá [unidade do Pari]."
O PM, entretanto, diz que quer tornar o caso público para evitar que incidentes como esse se repitam. "São 10 mil alunos nos colégios da PM. Quem garante que isso é um caso isolado, que nunca aconteceu? A criança fica constrangida a denunciar. De repente essa denúncia pode trazer à tona outros casos", afirma.
Ao tomar conhecimento do caso, o delegado Éder Pereira da Silva decidiu encaminhar o caso para a Central de Flagrantes do 8º DP, por acreditar que o delito foi constatado em flagrante. O delegado do 8º DP, por sua vez, não viu flagrante no caso e devolveu as investigações para o 12º DP.
Outro lado
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da PM afirmou que o "Colégio da Polícia Militar é uma autarquia desvinculada da estrutura administrativa da instituição".
A direção da escola também foi procurada pela reportagem, mas, por volta de 18h15 dessa terça-feira (19), não havia nenhum responsável para comentar o caso. (UOL).

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Comentários

  1. Vai dar nada para o taradão de plantão. No mínimo deveria estar afastado de todas as funções e não apenas transferido para outra unidade pois trata-se de uma denúncia muito grave, com várias vítimas e ou testemunhas. A instituição esta mais preocupada em preservar seu nome do que apurar e responsabilizar o autor dos delitos. Cabe ai a responsabilização civil da instituição, independentemente da apuração criminal, que no mínimo foi omissa por não adotar medidas mais contundentes assim que foi informada dos fatos.

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