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PM expulsa soldado por posse de arma irregular e furto de colete em MT

Soldado também teria ligação com quadrilha de Rondonópolis, diz PM. 
Ela e seu companheiro eram investigados há seis meses.
A Polícia Militar de Mato Grosso expulsou dos quadros da Corporação na última segunda-feira (27) uma soldado acusada de posse de arma de fogo irregular e furto de colete balístico de propriedade do estado. Ela também é investigada por indícios de ligação com uma quadrilha responsável por roubos a residências e empresas no município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha teria até envolvimento com casos de homicídio. A portaria que determina a expulsão da militar foi publicada na edição desta quarta-feira (27) do Diário Oficial do Estado.
Segundo a portaria, a militar foi responsabilizada por posse irregular de arma de fogo e por ter furtado um colete à prova de balas do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) que deveria ter sido descartado no depósito da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) por ter expirado sua validade.
A soldado foi presa em flagrante no dia 3 de fevereiro pelo crime de posse da arma sem registro. Tanto a arma quanto o colete estavam em sua residência e vários coletes similares depois chegaram a ser encontrados jogados num terreno baldio do bairro Morada da Serra, em Cuiabá. Uma grade do depósito foi encontrada arrombada.
Já o indício de ligação com a quadrilha atuante em Rondonópolis se deve à relação da policial com seu companheiro. Ele responde a dois processos criminais por posse ilegal de arma e receptação e já atuou como falso advogado em Rondonópolis, onde também chegou a se apresentar como policial civil em ocasiões nas quais tentou extorquir traficantes, segundo consta do texto da portaria.
De acordo com a portaria referente à expulsão, o conselho de disciplina responsável por apurar os atos de transgressão disciplinar chegou a votar pela absolvição da soldado, mas o corregedor, que tem poder de desconsiderar o parecer do conselho, decidiu expulsar a militar.
“A disciplinada teve condutas irregulares que são incompatíveis com a profissão policial militar, agindo à margem da lei, por meio de atos que afetam o pundonor policial militar e o decoro da classe”, argumenta trecho da portaria, cujo texto também demonstrou preocupação com a imagem da Corporação.
“Estamos diante de um fato que expôs negativamente a Instituição Polícia Militar de Mato Grosso, tendo conseqüências de desgaste junto à sociedade, além de ser de natureza grave”, finalizou.
Do G1 MT

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