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Governo cobra esclarecimento da PM sobre conduta contra alunos da UFMT


Não admitimos abusos', afirmou o governador nesta sexta (8).
Nesta sexta-feira (8), comandante de base policial foi exonerado da função.
O governador Silval Barbosa anunciou nesta sexta-feira (8) que determinou ao Comando-Geral da Polícia Militar uma apuração urgente dos fatos ocorridos na tarde da última quarta-feira (6) em Cuiabá, quando estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram agredidos por policiais durante um protesto na Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Segundo Silval, o comando está incumbido de investigar, por meio de processos administrativos, se houve abusos por parte dos policiais escalados para conter o protesto, ação que culminou num confronto no qual pelo menos seis universitários foram feridos. Os universitários protestavam, entre outros, contra a redução do número de vagas disponíveis na Casa do Estudante (CEU), mantida pela UFMT.
“Eu determinei ao comandante-geral da Polícia, coronel Denardi, que tome todas as providencias cabíveis para esclarecer os fatos com processos administrativos. Nós não admitimos, não aceitamos excessos e abusos na nossa Corporação. Isso eu determinei e quero esclarecimento o mais urgente possível”, respondeu o governador na noite desta sexta-feira, durante solenidade no Ministério Público Estadual (MPE), ao ser questionado sobre o posicionamento do governo e as medidas a respeito do episódio.
Na tarde do mesmo dia, o governo já havia tomado algumas providências decorrentes do episódio da quarta-feira.
O capitão Gilson Vieira da Silva foi exonerado da função de comandante da base da Polícia Militar do Bairro Boa Esperança, localizado nas imediações do campus da UFMT em Cuiabá. Ele teria sido o responsável por acionar os policiais a fim de conter a manifestação estudantil.
Também nesta sexta-feira um dos vários videos gravados durante o confronto foi responsável pelo afastamento de outros dois policiais. Ambos são da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) e, conforme apontaram as imagens, teriam cometido agressões contra estudantes presentes durante a manifestação.
Enquanto respondem aos processos administrativos mencionados pelo governador Silval Barbosa, os policiais afastados devem seguir servindo à Corporação em cargos burocráticos, segundo informou o coordenador de comunicação e marketing da Polícia Militar, coronel Paulo Serbija.
Os processo administrativos são instrumentos utilizados para a apuração da conduta dos policiais e, caso confirmem excesso e abusos, podem levar a sanções administrativas ou ensejar até mesmo punições na esfera criminal.
Do G1 MT

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