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Estrutura precária na segurança pública é motivo de liderança em mortes na região norte e nordeste

Os Estados do Norte e Nordeste do país têm as maiores carências referentes a equipamentos de segurança pública. Segundo a pesquisa "Perfil das Instituições de Segurança Pública 2013", da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), falta de algemas, armas, coletes e até de laboratórios e prédios para perícias médico-legais fazem parte da realidade de algumas unidades da federação das duas regiões.
A pesquisa é realizada anualmente desde 2004, com a coleta de informações repassadas pelas próprias unidades da federação. O objetivo é "subsidiar a elaboração e a execução de políticas públicas para a área."
Coincidência ou não, as duas regiões são as que registraram as maiores escaladas de violência no país nos últimos anos, segundo dados do Mapa da Violência 2012, do Ministério da Justiça, com as maiores taxas de assassinatos.
Entre 2000 e 2010, por exemplo, o Norte assistiu a um crescimento de mortes violentas de jovens até 19 anos de de 123%. No Nordeste, a alta foi ainda maior: 137%. No país, a alta foi bem mais tímida, de 15% no mesmo período.
Equipamentos
No quesito equipamentos para a PM (Polícia Militar), o Piauí apresenta dados que chamam a atenção. Segundo o levantamento, são apenas 333 algemas para quase 6.000 policiais. Além disso, seriam 1.142 coletes para 5.980 militares, o que dá uma média de 5,2 para cada policial –a menor média do país.
Procurada pelo UOL, a PM do Piauí não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem.
Outro problema verificado foi a a pouca quantidade de armas. "Observou-se que, em 11 Estados, a razão entre efetivo e armas de fogo é menor que 1, significando que o arsenal de armamento é menor que o efetivo.” E mais uma vez um Estado nordestino apareceu como destaque.
No Maranhão, a Senasp apontou que existem 7.585 policiais, com 3.530 armas --2,15 para cada policial, a menor média do país. Mas, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, os dados da pesquisa, que correspondem a 2011, estão desatualizados.
"A Polícia Militar dispõe de 9.070 armas, entre escopetas, fuzis, metralhadoras, pistolas e revólveres. Assim, na atualidade, a razão é de 1,2 arma para cada policial militar", informou o órgão.
O estudo também aponta que em apenas 15 Estados as polícias militares possuem registro informatizado de ocorrências, feitos em banco de dados. A pesquisa também cita que o acesso à internet ainda é “bastante limitado” em alguns Estados, como Roraima, Acre, Mato Grosso e Piauí.
Perícia carente
Na área de perícia, o estudo faz uma análise genérica de que “há carência de pessoal, de equipamentos e de capacitação”, mas cita que a principal constatação mostra a “necessidade de reformulação da gestão da criminalística, sem o que o país seguirá carente de serviço tão fundamental para a proteção dos direitos humanos (das vítimas, dos acusados e dos criminosos) e para o fortalecimento do arcabouço probatório e a consequente redução da impunidade".
Para a Senasp, as investigações são comprometidas pela falta de exames necessários, como o toxicológico, fundamental para detectar o uso de drogas ou veneno, mas que não é realizado por seis Estados
Estruturalmente, o estudo destaca o caso de Alagoas, único Estado entre as 27 unidades da federação que não teria um laboratório para análises químicas.
“Embora em Alagoas a competência para realização de perícias laboratoriais seja do Instituto de Criminalística, o Estado não tem de fato laboratório”, afirma o estudo, que cita ainda que o IML não possui também um raio-x.
Em nota enviada ao UOL, o Instituto de Criminalística questionou parte da informação contida na pesquisa, citando que o instituto "possui um dos mais modernos laboratórios do país na área de balística com três microcomparadores balísticos. Possui também laboratório de toxicologia para analise, por exemplo, de material entorpecente".
O órgão alagoano, porém, confirma que não possui raio-x e alega que o atual prédio não oferece condições para instalação. "É um problema histórico, mas que a atual gestão está resolvendo. Prova disso é que já garantimos recursos para a compra deste tipo de equipamento, tanto para o IML de Maceió como para o IML de Arapiraca."
Outro problema encontrado é logístico, com a falta de institutos médico legal. O caso que mais chama atenção vem justamente do maior Estado do país. “Amazonas, com toda sua extensão territorial, tem IML tão somente na capital”, citou o estudo.
A diretora do Departamento de Polícia Técnica Científica do Amazonas, delegada Lia Gazineu, confirmou que há apenas um IML no Estado, mas disse que “a nomeação de perito legista também pode ser feita pelas autoridades judiciais ou autoridades policiais competentes, por meio de documento”, informou, complementando: “São selecionadas pessoas capacitadas, no caso do interior do Estado, um médico. Esse médico legista é devidamente nomeado e procede a autopsia”.
Gazineu também afirmou que busca parcerias com Senasp para implantação de IMLs nos municípios mais longínquos, “primeiramente nos municípios de fronteira, como São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Boca do Acre.” “O objetivo da Polícia Civil do Amazonas é fazer a implantação de núcleos, não somente do IML, mais também do Instituto de Criminalística nesses municípios”, informou.
Aumento da violência
Para o pesquisador do Instituto Sangari e coordenador do Mapa da Violência, Julio Jacobo Waiselfisz, existe uma relação direta entre falta de estrutura dos aparelhos de segurança e o crescimento da criminalidade. Ele cita também que falta coordenação para integrar o trabalho das polícias e judiciário.
"Há uma série de diagnósticos que mostram que as polícias não têm um pavimento estrutural para enfrentar a violência. Eu acho que uma ação coordenada é muito importante. Se não há articulação, há um prejuízo em qualquer área, seja comercial, financeira, estatal ou da segurança. Se uma empresa não coordena vai a falência.
O pesquisador cita que a falta de estrutura e coordenação leva a baixa eficiência, por exemplo, de investigações policiais. "O relatório da meta 2, do próprio Ministério da Justiça --que fala sobre inquéritos que dormiam nas prateleiras de delegacias-- mostrava, em julho, que eles conseguiram solucionar pouca quantidade de casos. E fizeram um diagnostico, e viram uma falta de coordenação, estruturas obsoletas e baixa eficiência. Esse é o problema", disse. (UOL).

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