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Após cinco anos, execução de comandante da PM continua sem solução

A execução do comandante da PM, o coronel José Hermínio Rodrigues, não foi esclarecida até hoje. Uma investigação polêmica e um processo com falhas levaram a absolvição dos acusados por falta de provas.O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu o ex-soldado Pascoal dos Santos e o ex-sargento Lelces André Pires.
Pascoal falou ao Domingo Espetacular por um radiocomunicador. Ele disse que vai ter dificuldades para trabalhar.
— De repente acontece uma desgraça dessa na sua vida. Tira a sua farda, tira a sua arma, e hoje eu tenho que me esconder igual rato pra poder sobreviver e manter minha família. É um absurdo. Eu temo mesmo, temo.
O coronel Hermínio comandava 10 mil homens de quatro batalhões na zona norte de São Paulo. Ele investigava um grupo de extermínio formado por policiais militares, que ficou conhecido como “Matadores do 18”, em referência ao número do batalhão da PM.
Em janeiro de 2008, ele caiu em uma emboscada. O coronel estava de férias e à paisana, passeava de bicicleta por uma avenida da zona norte. O assassino chegou de moto, parou próximo à vítima e atirou diversas vezes no policial. Três disparos atingiram o rosto dele.
Duas investigações foram abertas, no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, e outra na Polícia Militar.
O delegado Marcos Carneiro era o chefe da divisão de homicídios na época do crime. Ele contou que o objetivo era justamente executar o coronel.
— Descobriu-se que o interesse foi matar o coronel Hermínio, não foi para roubar, não foi para fazer nada. Era para matar o coronel Hermínio. 
O primeiro indício contra os PMs Pascoal e Lelces veio de um suspeito de integrar um grupo de extermínio. Em depoimento, Wellington franco disse que "o executor do homicídio do coronel foi Pascoal. Havia um mandante: Lelces André Pires de Morais." Ainda segundo Wellington, "Lelces sempre dizia a Pascoal que se conseguissem matar aquele coronel, os problemas deles estariam resolvidos".
Lelces e Pascoal eram subordinados ao coronel no 18º batalhão da grande SP. O coronel decidiu transferir alguns policiais acusados de pertencer a grupos de extermínio. Entre eles, Pascoal. Esse poderia ser um motivo para o assassinato.  
Pascoal e Lelces tiveram a prisão temporária decretada em 2010. Eles ficaram quase dois anos presos, até conseguir na Justiça o direito de responder em liberdade. O inquérito da Justiça Militar está diferente do da Polícia Civil. No depoimento de Wellington, ele desmentiu tudo diante do juiz e disse que foi torturado pela polícia para incriminar os dois.
Além da denúncia de tortura, o julgamento militar apontou outro problema. A perícia feita nas cápsulas encontradas perto do corpo do coronel e a perícia das armas apreendidas não foram confrontadas. Isso só aconteceu depois de dois anos e nada foi constatado.
Por fim, com a questão da perícia, o inquérito da Polícia Civil não pode chegar a um resultado conclusivo. Os dois PMs foram absolvidos. A promotoria vai recorrer da absolvição.
Linhas de investigação
Três pistas que podem levar à morte do coronel ainda não foram analisadas pela polícia: um grampo telefônico que monitorava o coronel, uma lista no computador dele de policiais que seriam punidos e uma suposta pressão sofrida por Hermínio para agilizar a compra de radiocomunicadores no valor total de R$ 150 milhões. (R7).
Assita ao vídeo: 

Comentários

  1. Parem de ficar colocando esse cara como heroi, ele só era dono de uma rede de bingos, fora esses lances de compra de radiocomunicadores superfaturados...

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  2. Pergunte aos donos de bingo e caça niqueis e nos chapéis que esse lixo deu em outros Oficiais.

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