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Alto índice de criminalidade causa insegurança nas ruas de Porto Alegre


Somente em 2012, foram registrados 57 mil roubos na capital gaúcha.
Destes, 12 mil foram de veículos roubados, segundo a polícia.
Os altos índices de criminalidade registrados no ano passado reforçam a sensação de medo e insegurança nas ruas de Porto Alegre. Roubos e furtos fazem parte da rotina da população, principalmente de motoristas. De acordo com a Polícia Civil, foram mais de 57 mil crimes deste tipo em 2012 no estado, sendo quase 12 mil ocorrências de veículos roubados, como mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grande, da RBS TV (veja o vídeo).
Para a polícia, a maioria dos furtos ocorre no momento em que a pessoa chega de carro em casa. “O carro é um patrimônio, vai e vem. Tem de ser deixado de lado, embora a gente saiba que é um valor alto investido. O que esse cidadão deve fazer? Ao se aproximar do portão de casa, verificar o retrovisor, olhar para os lados, ver se há alguma movimentação estranha. Se permanecer a situação de risco, o ideal é ligar para a polícia, Brigada Militar, ou não entrar em casa”, orienta o delegado Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubo de Veículos.
Às vezes, a mesma pessoa é assaltada mais de uma vez. É o caso do locutor Ari Ferreira, que já sofreu quatro assaltos em menos de um ano. “Havíamos saído para jantar fora e ao retornarmos fomos abordados por dois rapazes que nos apontaram a arma e levaram o carro”, fala Ari sobre o último ataque. “Não tem como reagir, a gente acaba ficando à mercê desse pessoal”, diz.
Apesar do número elevado de roubos, os furtos têm diminuído. “Como nos carros novos as chaves são codificadas, o furto tende a acabar, ou seja, vai permanecer somente em carros mais antigos. Em contrapartida, o roubo vem aumentando de forma gigantesca. Quando a tecnologia vem auxiliando nosso patrimônio, nós estamos resguardando nossa integridade física”, afirma o delegado Juliano Ferreira.
Os pontos de ônibus também são alvo dos assaltantes. O capitão da Brigada Militar Júlio Cesar de Ávila Perez diz que o ideal é procurar o local com maior número de pessoas. “Se é um local com poucas pessoas, que a pessoa procure um lugar melhor para se sentir mais segura. E sempre observar. Ou entrar em algum bar, uma loja, se sentir que está sendo perseguida”, ressalta.
Do G1 RS

Comentários

  1. E eu que estava pensando em me aposentar e ir morar no sul, não da mais acho que vou ter de mudar de planeta.

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