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Morte de jovem por PM tem versões diferentes

Família e vizinhos dizem que foi execução, mas PM alega tiro em legítima defesa, sem ideia de matar
“O São Paulo tava ganhando, era quase 23h e eu só escutei os gritos: ‘Para, para, para’. E depois já veio o tiro. Saí de casa correndo e vi ele caído no chão, ‘estrebuchando’. Não jogou nada no telhado”. 
A versão de um morador do Jardim Redentor é uma das muitas para a morte de Vinicius Henrique da Silva, 18 anos, conhecido como “Tibiano”.  
Na noite de anteontem, ele foi morto com um tiro por um policial militar na quadra dois da rua Santa Agueda, Jardim Redentor, bairro onde ele morava com uma família de criação. 
 O disparo atingiu o braço do jovem e atravessou o tórax, comprometendo vários órgãos. Vinicius morreu à espera de atendimento, enquanto um tumulto se formava ao seu redor. 
Mesmo tumulto que continuou durante todo o dia de ontem no bairro. 
Sua mãe de criação, cujo nome será preservado porque ela teme supostas represálias, e outros moradores do bairro garantem que o jovem foi morto à queima-roupa, em uma execução. “Parecia que estavam tratando de bicho. Meu filho não fez nada pra morrer ”, protesta a mãe.  
Na versão da Polícia Militar, o tiro foi dado em legítima defesa. De acordo com posicionamento oficial feito pelo major Marcelo Dorneles, do CPI-4 (Comando de Policiamento do Interior), a PM foi acionada ao bairro duas vezes na noite desta quarta-feira através do Copom. 
A primeira solicitação foi por uma briga e a outra por uma denúncia de disparo de arma de fogo. Vinicius estaria envolvido nas duas, de acordo com a PM.  
Por volta das 22h45,  duas viaturas da Polícia Militar foram até o bairro checar as solicitações e teriam se deparado com o jovem em uma bicicleta com um revólver calibre 38 nas mãos. 
“A primeira viatura pediu para ele parar e ele não parou. A segunda viatura estacionou, os policiais abriram a porta e pediram pra ele parar, mas ele tentou seguir”, conta o major.  
No momento em que parou, na versão do major, Vinicius teria feito menção de atirar no policial, que atirou em seu braço em legítima defesa. A arma usada teria sido a Taurus 40, usada por toda a corporação durante patrulhamento.  
Antes de cair no chão, o jovem teria jogado o revólver que carregava em cima do telhado de uma casa. A Polícia Militar constatou depois que a arma não estava municiada. Ao lado do corpo de Vinicius havia uma munição picotada – que não disparou –, cuja origem ainda é desconhecida. 
A PM ainda afirma ter encontrado drogas com o jovem. Um conflito de informações existe em relação a isso, no entanto. De acordo com a Polícia Militar foram encontradas três porções de cocaína. A Policia Civil apreendeu  por meio da perícia duas pedras de crack.
Execução? Para a família e outros moradores do Jardim Redentor, entre eles pessoas que garantem ter visto toda a ação, Vinicius foi executado. 
“Ele tava descendo e os policiais chegaram já atirando. Não deu nem tempo dele descer da bicicleta”, conta um dos moradores do bairro. 
Eles afirmam que o jovem não estava armado. 
“Como ele ia jogar a arma no telhado  mesmo ferido? Ele não ia ter força pra isso. Além disso, se ele jogasse, o telhado de alvenaria ia quebrar”, questiona outro morador. A mãe afirma que Vinicius não tinha armas. 
Na versão dos moradores, os policiais teriam chegado atirando e subido no telhado para forjar a arma do crime. 
Sobre o envolvimento de Vinicius em uma briga, os moradores afirmam que ele foi intermediar uma discussão entre um casal de amigos seus. 
A mãe ainda reclama que não pôde chegar perto do filho em momento algum. “Ele ainda tava vivo. Eu pedia para socorrerem, pra me deixarem fazer alguma coisa e eu não pude nem chegar perto dele”. 
Um amigo de Vinicius também faz a mesma queixa. “O policial falou assim pra mim: ‘Se você chegar perto dele nós vamos descer madeira em você e você vai pro chão igual ele’. E o Tibiano gritava socorro pra mim. Me chamava com a mão e eu tive que ver ele morrer”, diz. 
No bairro, a comoção pela morte do jovem foi geral. Mesmo quem não foi ao velório, saía na rua para expressar suas opiniões. “A gente fica com medo da polícia desse jeito”, disse um morador. 
“O que fizeram com ele foi falta de amor, de humanidade”, afirma uma moradora da rua onde tudo aconteceu. 
Vinicius será enterrado hoje, no cemitério do Redentor. Ele tinha passagem por homicídio e roubos quando adolescente. Ele e outros jovens mataram um homem com quem tiveram um desentendimento em 2011. O jovem cumpriu pena na Fundação Casa.
Resolução determina que PM não socorra vítimas graves
 Através de resolução publicada no dia 7 de janeiro deste ano, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo determina que os policiais militares não podem socorrer vítimas graves e gravíssimas, para preservar as provas  e também garantir um atendimento qualificado aos feridos. 
A medida foi cumprida pelos policiais na morte de Vinicius, porém causou insatisfação. 
Moradores do bairro estavam inconformados com a medida. “Ele ficou agonizando até morrer e ninguém pôde fazer nada”, afirmava um dos moradores que presenciou a cena.
O delegado Kléber Granja explica, entretanto, que todas as precauções foram tomadas pela polícia afim de seguir as novas determinações. “A resolução trouxe uma série de protocolos relativos a eventos de morte com intervenção policial para uniformizar os procedimentos e, principalmente, preservar as provas do que aconteceu. Nós seguimos todos eles”, diz.  
 A resolução também muda o nome de ocorrências como a de Vinicius para “morte decorrente de intervenção policial’. Antes, usava-se “resistência seguida de morte”. (DANIELA PENHA - daniela.penha@bomdiabauru.com.br - Bom Dia).

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