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Governo não descarta facilitação na fuga de 31 presos de Gericinó, no RJ

Inspetor penitenciário avistou pessoas sujas de esgoto na Avenida Brasil.
Após fuga em massa no domingo (3), 27 internos continuam foragidos.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) não descarta a participação de agentes para facilitar a fuga de 31 presos do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na tarde desta segunda-feira (4), o secretário Cesar Rubem Carvalho disse que a Seap tomou conhecimento da fuga por volta das 16h de domingo (3) quando um inspetor penitenciário avistou pessoas sujas de esgoto na Avenida Brasil, próximo à favela do Catiri, em Bangu.
O secretário explica que a fuga ocorreu durante o horário de visitação. No dia da fuga havia 18 inspetores trabalhando na penitenciária. Cesar admitiu que esse número não é satisfatório e afirmou que o policiamento continuará reforçado. A partir de quarta-feira (6), 325 novos inspetores começarão a trabalhar no Complexo de Bangu.
"Essa fuga ocorreu logicamente por uma falha nossa, falha na nossa segurança. É inevitável, não tem como não entender que houve essa falha. Estamos tentando entender se foi uma falha sem intenção, ou sem nenhum tipo de conivência dos inspetores, ou se foi uma falha de observação", disse coronel Cesar Rubem Monteiro de Carvalho.
Além da fuga de Claudino dos Santos Coelho, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, as autoridades revelaram que outro criminoso de alta periculosidade está entre os foragidos. O traficante Robertinho do Jacaré, apontado como líder do tráfico da favela conseguiu fugir.
“Eles [os presos] podem ter feito o túnel durante a visita. Queremos saber se foi com algum tipo de argumento de se fazer uma manutenção, ou uma faxina no local. A gente quer saber como eles conseguiram ficar nesse local com uma permanência maior. Queremos saber se à noite eles ficaram nesse local, o que não é permitido", explicou o secretário.
Familiares aguardam informações
Familiares de presos do Instituto Penal Vicente Piragibe ainda aguardavam por informações após a fuga de 31 presidiários. Quatro foram capturados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e 27 continuam foragidos.
"Ninguém fala nada com a gente. Tem que vir alguém dos Direitos Humanos para conseguirmos informações. Hoje é dia de custódia, e muitas pessoas não conseguiram levar coisas para seus familiares", disse Maria Fernanda, mãe de um dos presos.
Alguns parentes dos presidiários estão ansiosos pela visita na próxima quinta-feira (7). "Nós queremos saber se tem preso ferido, se alguém morreu. É muito descaso com as famílias", disse a mãe de um preso que não quis se identificar.
A entrada de carros da Defesa Civil e de ambulâncias no Complexo de Gericinó também preocupam os familiares. "Já saiu um rabecão daí de dentro, e ninguém diz quem são essas pessoas mortas", disse Claudia Pereira, mãe de um presidiário de 23 anos, já há 3 anos e meio cumprindo pena em Gericinó.
Assassino de Tim Lopes
Um dos 27 criminosos que continuam foragidos, Claudino dos Santos Coelho, conhecido como Xuxa ou Russão, foi condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002, no conjunto de favelas do Alemão. Ele foi condenado pelo 1º Tribunal do Júri a 23 anos e 6 meses de cadeia, por homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver, mas ganhou o direito ao regime semiaberto em dezembro de 2008.
O Ministério Público e a organização Repórteres Sem Fronteiras criticaram a concessão da liberdade condicional a Xuxa para fazer "visitas periódicas ao lar", devido a bom comportamento e por ter cumprido mais de um sexto da pena. Na ocasião, o promotor Fabiano Rangel Moreira, responsável pelo caso, ressaltou justamente que isso poderia servir como uma oportunidade de fuga para o criminoso.
Reforço
Na manhã desta segunda-feira (4), o policiamento na região de Bangu foi reforçado para tranquilizar a população e reforçar a busca aos foragidos. Foram recapturados Antônio Luis de França, Rafael Silva Souza, Reginaldo Fernandes da Silva e Rogério Fernando Cunha de Abreu. Os quatro foram interceptados ainda dentro de um túnel na tubulação de esgoto que, de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), foi utilizado como rota de fuga. Anteriormente, a Seap havia informado que 27 presos teriam tentado fugir.
Também entre os 27 que conseguiram escapar está o criminoso Luíiz Cláudio Machado, conhecido como Marreta. Segundo a polícia, ele seria um dos chefes do tráfico do conjunto de favelas do Lins e do Morro do Jorge Turco, em Coelho Neto, Subúrbio do Rio. Ele ainda seria responsável pela chegada de cocaína às favelas do Rio de Janeiro dominadas pela sua facção criminosa.
Outro foragido, Bruno Di Carlantonio Martins, conhecido como "Bruninho BR", foi uma dos traficantes da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, presos após terem sua atividade flagrada nos vídeos filmados pela idosa que ficou conhecida como Dona Vitória. Ele foi condenado, em outubro de 2006, a 32 anos e 8 meses de reclusão pelo então juiz da 27ª Vara Criminal da Comarca da Capital, Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau.
Josinaldo Rodrigues de Araújo, o Naldo, comandava, de dentro do presídio, o tráfico da localidade de Rio do Ouro, em Niterói, até Rio Bonito, de acordo com investigação de policiais da 119ª DP (Rio Bonito). Ele cumpria pena por homicídio, tráfico e associação para o tráfico, desde 2002.
Já Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, chegou a ficar preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).
Ainda de acordo com a Seap, os detentos cumprem pena em regime semiaberto, mas esse grupo não tinha o benefício de deixar o presídio.

A secretaria abriu sindicância interna para apurar as circunstâncias da fuga. Os internos recapturados foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1). Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil também investiga a fuga em massa. (G1).

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