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Família de jovem morto quando voltava de bloco no Rio acusa polícia


Corpo de Jefferson da Costa foi encontrado dentro de valão.
PM diz que o jovem praticava assalto contra agente penitenciário.
A família de um rapaz morto na madrugada desta terça-feira (12) em Ramos, no Subúrbio do Rio, acusa policiais militares de terem executado o jovem e  jogado seu corpo em um valão. 
Segundo a família, o técnico de computação Jefferson da Costa, de 22 anos, voltava de um desfile de blocos em Bonsucesso, bairro vizinho, quando houve um assalto e, sem identificar quem de fato havia praticado o crime, policiais teriam começado a perseguir os rapazes que estavam na rua.
A PM nega a execução e afirma que Jefferson foi baleado quando participava de uma tentativa de assalto a um agente penitenciário.
Um menor de 17 anos – detido no local onde Jefferson foi morto  – afirmou em depoimento à polícia que não conhecia o jovem, como mostrou o RJTV. Segundo a Polícia Civil, a afirmação do menor, de que não conhecia Jefferson, reforça a hipótese de que o jovem morto não teria participado do assalto. A Divisão de Homicídios investiga o caso.
No enterro, familiares revoltados
Mais de cem pessoas compareceram ao enterro de Jefferson da Costa no Cemitério de Inhaúma, no Subúrbio do Rio.
Parentes e amigos de Jefferson estavam revoltados. Eles afirmam que o jovem trabalhava e nunca havia se envolvido com o crime.
"Ele estudava, trabalhava, ia começar a faculdade agora. E a polícia acabou com a vida do meu filho, acabou com a esperança do meu filho. Ele ia ser técnico em computação. Quero que a justiça seja feita o mais rápido possivel", disse Alberto Costa, pai do jovem.
'Ele implorou perdão', diz mãe
Na manhã desta terça-feira, a mãe da vítima, Sebastiana Heloisa da Paz, de 52 anos, afirmou ao G1 que os amigos de Jefferson contaram que os policiais os cercaram e mataram o jovem, mesmo ele tendo implorado para não ser morto.
“Eles conseguiram correr, mas o meu filho, que estava gordinho, não. Ele ficou de joelhos implorando perdão, dizendo que era trabalhador, mas os policiais não quiseram nem ouvir. Deram um tiro no peito dele e jogaram o corpo no valão, como se fosse um bicho”, disse Sebastiana, que entrou em desespero após ver o corpo de filho no Instituto Médico Legal (IML), e precisou sair  do local apoiada pelo marido.
Segundo os familiares, o técnico de computação Jefferson da Costa voltava de um desfile de blocos em Bonsucesso, bairro vizinho, quando houve um assalto e, sem identificar quem de fato havia praticado o crime, policiais teriam começado a perseguir os rapazes que estavam na rua.
PM nega execução
A Polícia Militar tem uma versão diferente para o caso. Em nota, a corporação informou que encontrou o corpo de Jefferson da Costa boiando em um valão. Segundo a a PM, o jovem e um adolescente, de 17 anos, teriam tentado roubar a moto de um agente penitenciário, que reagiu e atirou contra Jefferson.
A PM foi acionada e o comparsa do jovem, que havia se escondido em uma tubulação do valão, se entregou ao ver os policiais. Os militares contaram ainda ter encontrado um revólver próximo ao corpo de Jefferson, além de um carro que teria sido roubado por ele e pelo menor.
Sebastiana se desespera após ver o corpo do filho no IML do Rio
Do G1 Rio

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