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Deficiente mental é morto a tiros por policial militar no Norte de Minas

Um deficiente mental que sofria de epilepsia foi assassinado por um policial militar na porta de casa. O crime aconteceu por volta das 11h da manhã desta segunda-feira (19), na região central de São João do Paraíso, no Norte do estado.
Segundo relatos de familiares, a vítima Horácio Marcos dos Santos, de 28 anos, estava com estado nervoso alterado.
“Ele acordou com crise nervosa e começou a cortar todas as plantas do quintal. Chamamos a Polícia Militar para nos ajudar a contê-lo”, relatou o pai da vítima, Joaquim Francisco dos Santos.
Ainda segundo ele, a PM já tinha sido acionada em outras ocasiões. “Sempre pedíamos socorro à polícia, e eles já haviam nos ajudado”, diz.
Três policiais militares que eram novos na cidade se deslocaram até a casa da vítima. De acordo com a família, eles já chegaram atirando e os disparos teriam deixado o rapaz ainda mais nervoso.
Com um facão, Horácio começou a quebrar a viatura e a ameaçar um dos policiais. “Ele só apontou o facão para o militar depois de ser ameaçado com um revólver", enfatizou a mãe.
Ela relatou ainda, que a família ofereceu um pedaço de madeira para os policiais no intuito de evitar os disparos. "Parece que eles vieram aqui para matar o meu filho, nós chegamos a oferecer um pedaço de pau para que eles pudessem conter o menino, mesmo assim os tiros continuaram”, disse a mãe Neuza Rocha dos Santos.
Dos vários disparos efetuados pelos policiais, dois acertaram o peito do rapaz. Segundo a família, depois de baleado, ainda com vida, Horácio teria sido levado algemado para o hospital da cidade, onde morreu minutos depois de dar entrada. 
“Ele já estava quase sem vida quando foi algemado. O que aconteceu foi uma covardia, não precisava disso”, desabafa a mãe.
O militar que atirou em Horácio, Edmar Pereira Antunes, foi promovido a sargento recentemente e trabalhava na cidade há dois meses.
Em entrevista ao G1, o tenente Fernando Viana Dias, responsável pela ocorrência, informou que o militar agiu em legítima defesa.
“Houve a necessidade de efetuar os disparos para conseguir contê-lo”, ressaltou. Ainda segundo ele, o sargento foi preso em flagrante e encaminhado ao quartel da segunda companhia da Polícia Militar em Taiobeiras, onde ficará a disposição da justiça.
População quer justiça
O crime chocou a cidade de São João do Paraíso, com cerca de 23 mil habitantes. No bairro onde o jovem morava, além das marcas de sangue sobrou indignação e revolta.
“Estamos muito abalados com o que aconteceu, conheço esse menino desde criança e ele sempre foi uma pessoa tranquila. Nunca fez mal a ninguém”, relatou o vizinho Gilberto Marinho da Silva.
A doméstica Fernanda Silva Santos, também era amiga da família. Segundo ela, Horácio sempre foi uma pessoa muito boa e prestativa. “Todo mundo aqui conhece ele. Era um rapaz de coração bom, sempre disposto a ajudar.”
O jovem era conhecido na cidade pela paixão ao serviço militar. No quarto onde ele costumava passar a maior parte do tempo, uma farda, que ele teria ganhado de um amigo policial, estava em cima da cama.
“Ele era apaixonado pelos militares e acreditava que eles fossem seus amigos”, conta a irmã da vítima, Cleonice dos Santos Silva. (G1).


Comentários

  1. Não é fácil ter filho com problema. Talvez não se devesse chamar policia nesse caso.Tem uma gama de situações adversas que Humanos policiais são envolvidos e acabam ficando numa rota de resultados desastrosos.

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  2. Esse tipo de ocorrência poderia ser amenizada, desde que, usando "DARDO COM SUBSTÂNCIA ANESTÉSICA".

    1º Vice-presidente do Diretório Estadual de Pernambuco - PMB-PE.

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  3. Isso é culpa dos nossos governanates, pois se cada policial usasse uma arma de fogo e uma "Taser",com certeza muitas mortes seriam evitadas, mas como o Governo está sempre sem dinheiro, uma morte a mais ou a menos, pro governo não fará diferença!

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  4. A vida do policial militar nunca é fácil. Age sempre no extremo. Mas infelizmente os envolvidos esqueceram preceitos básicos: Qual a pressa de resolver esta ocorrência? Qual o risco iminente? Onde entrou a contenção do agressor, isolamento da área e a negociação? Tudo isto foi negligenciado, impedindo o uso progressivo da força. Que pena que o Tenente ainda vem em defesa alegando legítima defesa....lamentável.

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  5. PORQUE ESSE "MONTE" DE GENTE AI NA MANIFESTAÇÃO NÃO FOI AJUDAR A FAMÍLIA QUANDO DO NERVOSISMO?

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  6. Só quem estava envolvido direto na ocorrencia que sabe o que aconteceu e quem ja trabalhou e trabalha em destacamento, sabe que os recurssos não são os mesmos e apoio tambem as vezes nem temos. É facil julgar, mas tomar decisões não é tao facil como parece e talvez nem deu tempo, ninguem sabe o nivel de risco que ocorria no momento. Então é fácil criticar e dizer esqueceu isso ou aquilo, mas apoiar ou ajudar são poucos.NA VERDADE QUEM DEVERIA ESTAR NESTA OCORRENCIA, SERIA UMA AMBULANCIA DE PESSOAS TREINADAS E MESMO ASSIM AINDA TERIA QUE TER O APOIO DA VIATURA POLICIAL, E VAI SABER SE NÃO IRIA ACONTECER O QUE ACONTECEU TAMBEM.

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