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PM que matou colega após levar trote consegue liberdade em MT

Na foto o PM vitimado.

O policial militar Elizeu Teixeira Cintra, que atirou e matou o PM Yung Caio Rodrigues, ganhou liberdade após decisão da 11ª Vara da Justiça Militar de Cuiabá. No dia 17 deste mês, Yung tentou passar um trote em Elizeu e acabou sendo baleado pelo colega, em Rondonópolis, município a 218 quilômetros da capital. O policial foi solto no final de semana, porém, a informação só foi divulgada nesta quinta-feira (31).
O juiz Marcos Faleiros entendeu que o PM teve uma falsa impressão de um ataque e agiu em defesa dele e da família, no dia da tragédia. Cintra estava detido no 5º Batalhão da PM de Rondonópolis, desde o dia 18. Apesar de ser solto, o policial está afastado das funções que exercia no batalhão e vai passar por acompanhamento psicológico.
O inquérito policial que foi aberto para investigar o caso deve ser concluído em 40 dias e será enviado ao Ministério Público Estadual, que decidirá se denunciará ou não o PM.
Trote
Em entrevista à TV Centro América, o soldado disse que o amigo estava de capacete, usava bermuda e não estava fardado. Ele pensou que realmente era um assalto. "Quando o portão terminou de abrir, engatei a marcha ré, fui saindo. As minhas filhas estavam brincando na frente da minha casa. No que eu estou saindo, o motoqueiro entrou. Aí foi quando aconteceu a tragédia. O menino falou ‘Perdeu polícia, perdeu’, Minha esposa comigo no carro e eu reagi”, disse Cintra.
Depois de atirar uma vez contra Caio, Cintra explicou que atirou mais uma vez e só então o amigo tirou o capacete. "Sou eu, sou eu, Caio. Sou eu, o Caio’. Eu desesperei! Ele falou ‘perdão velho, eu estava brincando com você’.”, lembrou o PM.
O próprio PM e outros policiais que faziam ronda no bairro levaram Caio para o hospital. Na unidade de saúde, a vítima passou por cirurgia e transfusão de sangue, no entanto, não resistiu e faleceu na madrugada do dia 18.
Sobre Cintra, a PM afirmou que o soldado passava por um momento conturbado na vida e tinha sido jurado de morte. Cintra teve a vida ameaçada por ter matado um criminoso durante confronto com a polícia, no dia 29 de dezembro do ano passado. (G1).

Comentários

  1. O policial nem deveria ter sido preso, por causa de uma irresponsabilidade do colega, acabou com sua vida.

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