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Execução de policial de São Carlos foi ordenada por facção, diz delegado


DIG pediu a prisão preventiva de 4 suspeitos, três deles de Ribeirão Preto.
Um deles teria ajudado na fuga e os outros três seriam os mandantes.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos (SP) reconheceu, na manhã desta quinta-feira (25), que o assassinato um policial militar no dia 14 de setembro foi ordenado por uma facção criminosa. Marco Aurélio de Santi, de 43 anos, estava de folga e levou seis tiros dentro do carro, na Vila Jacobucci. O titular da DIG, Edmundo Ferreira Gomes, pediu a prisão preventiva de quatro suspeitos de participar do crime na quarta-feira (24).
A DIG chegou a prender dois suspeitos do envolvimento no crime. Um deles, de 21 anos, foi detido no dia do assassinato. Ele estava com carro idêntico ao que, segundo testemunhas, teria sido usado no homicídio. Entretanto, segundo a polícia, o veículo havia sido roubado em Limeira (SP) e estava com a placa adulterada. Além disso, as investigações mostraram que o jovem não tinha envolvimento com o homicídio. Ele, então, pagou uma fiança de pouco mais de R$ 12 mil pelo crime de receptação de veículo roubado e foi solto.
Treze dias depois, um suspeito de 26 anos foi preso e permanece recolhido temporariamente no Centro de Triagem de São Carlos. Segundo a polícia, ele é proprietário de um veículo Astra prata que, esse sim, teria sido usado na fuga. “A princípio uma testemunha se confundiu em relação às características do carro, mas outra tinha anotado a placa, então chegamos até o Astra. Ele confessou a posse do veículo e contou um álibi que foi checado e não apresentou consistência, porque as próprias testemunhas que ele indicou contradizem a versão dele”, explicou Gomes.
Nesta sexta-feira (26) vence a prisão temporária desse suspeito que está preso. “Então, como nós conseguimos reunir provas que o vinculam na cena do crime, já que o veículo dele é realmente o que deu fuga aos executores, nós pedimos a prisão preventiva para que ele responda pelos seus atos", relatou o delegado.
Outros três
Os outros três suspeitos seriam mandantes regionais da facção, que teriam articulado e repassado a ordem de matar. Eles foram presos em Ribeirão Preto no mês passado por associação ao tráfico de drogas. Segundo a DIG, foram eles que, por retaliação, ordenaram a morte do PM e deram a missão ao jovem que está preso.
“Nós compartilhamos as informações com setores da Polícia Civil que atua em Ribeirão Preto, e chegamos nesses três que foram presos por outro motivo. Agora as investigações nos mostram que eles também têm envolvimento com esse homicídio daqui”, afirmou Gomes que não pôde dizer, entretanto, se os suspeitos já estavam presos na data do homicídio. “Isso é segredo de investigação”, justificou.
Região
Segundo Gomes, não é possível afirmar que esses suspeitos tenham relação com a morte de outros policiais na região. Entretanto, a Polícia Civil de Araraquara (SP) prendeu, na manhã desta quinta-feira (25), mais um suspeito de ser o mandante do assassinato do sargento da Polícia Militar Adriano Simões da Silva, de 36 anos, no dia 15 de setembro. O homem, de 28 anos, é o terceiro membro encontrado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na cidade. “As evidências apontam para o fato de que todos eles integram uma facção criminosa no Estado de São Paulo”, afirmou o delegado Elton Hugo Negrini.
(Do G1 São Carlos e Araraquara)


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